Série: Lost Daughter of a Serial Killer #1

Thriller / Romance

Antes de começar a resenha, queria dizer que tenho uma relação indefinida com a autora. A CM Stunich tem uns livros que eu acho maravilhosos, mas tem uns que acho um tanto exagerado. Corri pra ler inicialmente pela capa mesmo, achei belíssima. E apesar de não gostar muito de thriller, o toque de mistério junto a romance até que caiu bem.
Dakota, nossa protagonista, cresceu numa cidade pequena com avós maravilhosos e uma irmã incrível que sempre fez tudo por ela. Só que aos 16 anos, tudo que Dakota sabe sobre si mesma entra em choque quando descobre que foi sequestrada aos 2 anos de idade, e que sua mãe biológica estava a sua procura por 14 anos. Tess, a sua "nova mãe", venceu a custódia na justiça após forçar um exame de DNA, e Dakota está puta de raiva por de repente tudo na sua vida mudar e ninguém parar pra conversar com ela e levar em consideração o que ela quer.
É obrigada a mudar de estado, frequentar uma nova escola, conviver com sua nova "família" e é proibida de manter contato com seus avos e sua irmã (que não tiveram culpa, quem a sequestrou foi sua "mãe", filha de seus avos, a quem mal tinha contato) , e agora querem a chamar de "Mia", já que é seu nome verdadeiro antes do sequestro.
Drama o suficiente? Calma, tá só começando. Seu meio irmão Parrish é um saco. Ele não é filho de Tess, mas trata Tess como se ela fosse sua mãe e faz bullying com a garota, porque decide que a culpa do sofrimento da mãe é toda da menina desaparecida que agora foi encontrada e insiste em querer retornar para a vida antiga. Algo como, "tiramos você de uma vida miserável e agora você está com uma família rica, o que mais você quer? Deveria estar grata por tudo e não reclamando".



Além disso, Parrish sente uma enorme atração pela Dakota, e ela é tudo o que ele não pode ter. Ele chama a Tess de mãe, quantos níveis de bizarrice atingiria se transasse com a filha dela? E como um bom idiota, ele demonstra o quanto a deseja a humilhando e tentando fazer um inferno na sua vida. Dakota bate de frente, não aceita desaforo e retribui as provocações. Cada vez que alguém aperta ela demais, ela devolve.
O pai do Parrish é um cirurgião e sua mãe biológica não pe mencionada, assim como o pai biológico da Dakota. Tss e o cirurgião tem 1 filha de 14 anos + gêmeos pequenos, que acho que tem entre 6 e 8 anos.
Em vários momentos da trama, Tess parece detestar Dakota. Mesmo que não diga em palavras, fica óbvio que ela passou tantos anos esperando a amada Mia voltar e idealizando como seria a filha que quando a realidade não condiz com o que ela queria, fica frustrada. Ela é super controladora, toda vez que as coisas não acontecem como ela quer, falta é bater o pé no chão e fazer birra. Ok, a filha foi sequestrada, tá. Mas a filha não é sua bonequinha particular pra você prender num potinho e falar, "é meu", e desconsiderar os sentimentos da menina.

Imagem retirada de https://emilystrange.tumblr.com/post/185185807583


E eu super entendi a raiva de Dakota. Se a Tess tivesse chegado aos poucos, conversado melhor, dar tempo ao tempo... mas não, Tess quer que Dakota simplesmente esqueça tudo o que já viveu e recomece do zero, mas como você simplesmente apaga uma vida inteira? Toda vez que ela insistia em chamar a Dakota de Mia, sendo que, HELLOOOW, ela passou a vida toda sendo chamada de DAKOTA eu tinha um treco.

Uma coisa também que imagino é que a galera idealiza a Mia como uma garota recatada, que ame rosa, tals. Aí vê a Dakota, uma garota com cabelo verde, viciada em videogames e que é uma gamer conhecida na internet. Que fala palavrão, é rude. Até o jeito dela se vestir é diferente do que a nova família de classe alta espera.

Imagem retirada do Pinterest

Até aniversário dela querem comemorar, só que a data de nascimento de Mia é diferente da data de nascimento de Dakota, o que é bizarro. Quando chegam pra falar "parabéns" a Dakota fica até em choque, tipo, "porra eu já fiz aniversário tem uns meses, que merda é essa?". É ai onde a Tess errou demais, querendo forçar as coisas. Deveria ter se aproximado da Dakota aos poucos, não proibir ela de falar com os avos e a irmã e pelo amor hein, passar por terapia porque as 2 precisavam.
E as coisas pioram quando aparece um serial killer na área, um personagem importante desaparece e o que já tava tenso fica pior.
É um livro muito bom, mas já fica avisado que a autora falou que é Harém Reverso então apesar de ter mais contato com o Parrish, os 2 melhores amigos dele se fazem presente. Mesmo não tendo tanto destaque ou envolvimento, estão por ali 😎

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