Resenha: 21 Stolen Kisses - Lauren Blakely

Título: 21 Stolen Kisses / 21 Beijos Roubados
Autor: Lauren Blakely : 
Gênero: romance, new adult
Páginas: 251
Editora: Bloomsbury Spark
Ano de lançamento: 2015


Sinopse: Quando o conheci, resisti.
Como qualquer amor proibido, eu disse a mim mesma que era uma paixão, e que passaria.Isso foi uma mentira.
Nunca passou.
E nunca esperei que ele se apaixonasse por mim tão fortemente.
Havia muitas razões para nos manter separados, a menor dessas razões era a década que nos separava.
Crescendo na cidade de New York, aprendi cedo que o amor é uma faca de dois gumes.
O amor acabou com os meus pais, o amor tirou os meus amigos, e o amor, do tipo grande, intenso: "como nunca antes", me jogou na terapia.
Agora vou para a faculdade, e é hora de dar uma outra chance ao amor. Mas, posso mesmo recomeçar quando ele ainda está na minha vida?
Porque o único homem que eu já quis, é também o único homem que não posso ter... E ele me quer completamente. Então posso me contentar com algo menos do que o amor da minha vida?

Esse livro apesar de ser um romance mais juvenil entrou para a minha lista de queridinhos do ano. É extremamente fofo, romântico, consegue ser quente e viciante. Kennedy tem 17 anos e está para terminar o ensino médio. Ela é filha de Jewel, produtora da famosa série de televisão Lords and Ladies. O agente de sua mãe é Noah Hayes, 25 anos. Bonito, inteligente, charmoso e provocante. A diferença de idade entre eles é de oito anos, fato do qual ela lamenta porque é um belo de um empecilho, mas diria que esse não é o maior problema do livro.

Seus pais são separados e apesar de amar sua mãe, Kennedy se responsabiliza pela separação e lamenta por ter escondido as mentiras de Jewel por tantos anos. É a culpa e remorso porque sua mãe sempre se envolveu com homens casados e isso destruía famílias. Apesar de ter crescido em um ambiente de mentiras e traições, Kennedy acredita no amor e sente que encontrou isso com Noah. Os dois tiveram um envolvimento no passado mas isso terminou e agora ela está perdida.

Os capítulos são divididos entre ela e o Noah, então podemos ver a história sobre os dois lados. Eles estão tentando seguir em frente, mas esse segredo está consumindo ambos. Conseguimos ao longo da leitura ler cartas sobre os beijos que eles tiveram e como se conheceram, se tornaram amigos e se apaixonaram. Só que quando o pai dela descobriu por uma das cartas que ela estava gostando de um cara mais velho, a obrigou fazer terapia com a psicóloga Camila e lá ela conheceu Lane, que acaba se tornando seu melhor amigo. Tudo seria mais fácil se ela e Lane se amassem, claro. Eles tem a mesma idade, vários gostos em comuns, frequentam o mesmo consultório. Mas o coração escolheu Noah e não há nada a se fazer.

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Noah é bem sucedido no que faz e dinheiro não é problema. Ele subiu na vida graças a Jewel, pois antes mesmo de terminar a faculdade ela acreditou nele e o contratou. Ele teve vários relacionamentos, mas ninguém nunca o fez tão feliz quanto Kennedy. As coisas começaram quando ela tinha 16 anos, o que me assustou um pouco. Já seria estranho se o romance tivesse começado quando ela tinha 17 anos, mas 16 é surreal. Apesar disso, em vários momentos você acaba até esquecendo essa diferença de idade porque eles são incríveis juntos. Eles foram descobrindo coisas em comum, principalmente a paixão por músicas da Broadway. Ela aparecia em seu escritório para trazer e levar papéis sobre a série de sua mãe e o que começou como visitas inofensivas acabou se tornando algo a mais.

Pensei que o Noah fosse se aproveitar da situação ou simplesmente ignorar isso por ela ser mais nova, mas ele encontrou um meio termo. A princípio, tentou sim evitar e alertou Kennedy de que as coisas estavam saindo do caminho habitual. Ela precisava se afastar, deixar a conversa em algo seguro. Mas Kennedy não desiste e ele acaba dando uma chance. Os dois acabam saindo juntos, andam de mãos dadas, trocam beijos e confidências. Noah em vários momentos se diz arruinado para qualquer outra porque está completamente apaixonado por ela. Kennedy não finge ser algo que não é. Não usa maquiagem, não tenta parecer adulta, várias vezes ela ia até o escritório dele depois da aula e ia de uniforme e mochila. Ela não queria parecer o que não era, queria que ele gostasse da jovem que estava crescendo e que mal via a hora de ir para a faculdade. Ainda tinha muitos planos, muitos sonhos mas fez com que ele acreditasse que daria certo e que a diferença de idade não significava nada.

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Quando ela termina com ele foi um baque. Nós capítulos do Noah, a gente consegue perceber que aquilo não é uma paixão qualquer, é algo puro e lindo. Ele tem ciência de que isso poderia fazer com que ele perdesse o emprego, às vezes se incomoda com a diferença de idade mas entre a carreira e a Kennedy não pensa duas vezes antes de ir para ela. Noah sente que isso é certo e fica fascinado com as coisas que ela diz, o fato dela amar música da mesma forma que ele, de não ficar falando sobre televisão e trabalho - várias mulheres com quem ele saía só queriam saber disso e de dinheiro.

Mesmo separados, um ainda fica transitando sobre o outro. Eles trocam mensagens, conversas. Noah quer que as coisas voltem, mas Kennedy quer esse tempo para pensar. A questão aqui não é eles, mas a mãe dela. Não só por Jewel ser a chefe indireta dele mas por gostar de se envolver com homens casados e Kennedy não levar isso numa boa. Quando Jewel traía o marido fazia com que a filha mentisse, omitisse, tudo para acobertar suas aventuras. E apesar de ver algumas pessoas falarem que isso não deveria impactar tanto na personagem, eu consegui entender o conflito dela.

Ela amava a mãe mas odiava suas ações. Queria ignorar e fingir que isso não a afetava, mas acabou envolvida no meio de tanto rolo. Como conciliar isso? Ela sente que já decepcionou seu pai por ter mentido por tantos anos a ele. Ela não quer ser como sua mãe, uma viciada em estragar relacionamentos e destruir a vida dos outros. Quando seu pai proíbe que ela tenha um relacionamento com alguém mais velho, parece o mínimo que ela pode fazer por ele depois de tanto sofrimento.

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Kennedy perdeu amigos porque sua mãe tinha que sair com o pai deles. Tinha que conviver com os mais variados homens entrando e saindo de casa, ver as esposas desses homens descobrindo a traição, uma inclusive chegou a conversar com ela implorando para que a Kennedy impedisse a Jewel de destruir a família dela, dizendo que a Kennedy também tinha culpa por acobertar. E isso me fez realmente detestar essa mulher. Pode ser a melhor mãe do mundo, mas meter a filha nos seus relacionamentos é uma falta de respeito sem tamanho. Isso mexeu com a cabeça da Kennedy ao ponto de afetar até seu relacionamento com o Noah.

Eu achei um livro muito bonito por falar das partes ruins e boas do amor. Do amadurecimento da protagonista, dos conflitos internos que ela venceu. Do Noah, que faz de tudo por ela e está sempre ali. Perto do final a Kennedy tomou uma decisão que me surpreendeu um pouco e fiquei intrigada com isso. Mas foi um momento dela e eu entendo, precisava superar certas coisas, crescer um pouco mais.

Os melhores personagens para mim foram o Noah pela sua maturidade e seu jeito romântico de ser e o Lance, por ser divertido e dizer certas verdades quando necessário.

Me fez pensar muito sobre relacionamentos. Pessoas que traem a confiança de alguém, outras que perdoam e tentam conviver com isso. Você continuaria casado com alguém que mentiu e te enganou? Por que você trairia alguém que faz de tudo por você?

Um livro apaixonante que me fez suspirar em várias páginas. Recomendo.

Um comentário :

  1. Oi Thai, a capa é linda e marcante e adorei sua resenha, ela está bem completa. Mas não leria no momento, o enredo não é do meu estilo sabe!
    Em contrapartida, essa questão de idade para mim, não influencia como obstáculo, amor é amor!! Gostei da personalidade de Noah e adoro narrativa alternada, talvez um dia eu dê uma chance.

    Beijinho Mila

    Daily of Books Mila

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