Resenha: Traição - Maya Banks

Quando a gente fala de romances contemporâneos é impossível não lembrar da Maya Banks, autora de diversos best sellers. E em todo grupo literário que eu participo, toda vez que alguém pede indicação de livros com personagens possessivos e ciumentos alguém sugere Traição. Segue a resenha:

Título: Traição
Autor: Maya Banks
Série Irmãos Anetakis #1
Gênero: Romance, livros de banca
Páginas: 256
Editora: Harlequin Brasil
Ano de lançamento: 2014




Sinopse: Traição é o começo da trilogia dos irmãos Anetakis, Chrysander, Theron e Piers. Nessa história nos conhecemos Marley Jameson, que luta para lembrar do passado que teve com o belo e enigmático CEO da Anetakis International, enquanto Chrysander se vinga da suposta traição dela.

Por mais que Chrysander queira se distanciar da mulher que carrega seu filho, é impossível controlar sua atração por Marley. Como ele pode amar a pessoa que tentou destruí-lo? E o que acontecerá quando ela se lembrar de tudo? Essa perguntas são a pedra fundamental desta emocionante história sobre traição, amor e perdão.

O livro já começa nos apresentando Marley, uma jovem mulher que acaba de descobrir que está grávida de Chrysander, um sucedido empresário. Ela está aflita e com medo pois apesar de amá-lo, não sabe como ele irá reagir com a notícia e em que pé está o relacionamento dos dois. Marley tenta dizer logo de cara a notícia, mas ele só pensa em ir para a cama com ela. Quando finalmente ela o confronta, acaba recebendo um basta: Chrysander admite que só a considera como amante e nada mais que isso.

No meio da discussão aparece Roselyn, a secretária fiel e impertinente que até na residência dele entra sem pedir autorização para falar de negócios. Marley fica extremamente aborrecida com aquela mulher, mas seus problemas são maiores do que isso. Quando Roselyn vai embora, Chrysander encontra papéis de projetos confidenciais de sua empresa na bolsa de Marley e acha que finalmente descobriu o culpado de estar repassando informações para os concorrentes, ninguém menos do que sua amante.

Ele a expulsa de casa e quando ela sai, em estado de choque, acaba sendo sequestrada. O que é totalmente aleatório, se me permitem dizer. Se passam três meses  e Chrysander só descobre do sequestro quando a Marley aparece no noticiário: mulher grávida que foi mantida refém de sequestro perde a memória. Achei muito mal explicado esse sequestro e sem pé nem cabeça mas enfim, é uma ficção então segue o bonde.

"Ele era como um vício. Um do qual poderia nunca se saciar. Tudo o que Chrysander tinha a fazer era tocá-la para que ela se consumisse em paixão."

Chrysander acredita que a criança seja sua então se aproveita da situação. Finge que os dois estão noivos e a leva para morar com ele, mas é óbvio que a Marley começa a perceber que algo está errado. Por que não tem roupas de gestante no guarda-roupa? Por que ele não diz que a ama? Por que ela se sente tão estranha nesse novo local?

Em vários momentos ele se descontrola e fica irritado com a Marley por ela ter traído a confiança dele, só que aí ele fica pensando no quanto ela é bonita e doce, no futuro que eles podem ter juntos com uma criança que a vontade de seguir em frente e esquecer tudo ganha força.

Apesar de ser um romance, confesso que fiquei irritada em vários momentos pelas acusações que ele lançava sobre ela - não em voz alta, mas em pensamento. Se ela era tão ruim assim, como tinha tanta certeza de que o filho era dele então? E sinceramente, não acho que o problema dele seja só a possessividade, é a neurose mesmo. Cismou com essa traição e tudo poderia ter sido resolvido desde o início: ao invés de sair acusando, perguntasse. Tanto que quando ela finalmente recupera a memória e a merda estoura a Marley até diz a uma médica que ela foi a primeira pessoa a perguntar se ela realmente era culpada.

Me senti no meio de um roteiro daquelas novelas mexicanas, mas a leitura até que foi boa. Recomendo para quem gosta de um casal loucamente atraído um pelo outro e tem paciência para as crises de chilique dos personagens.

Aquela mulher ainda lhe fazia queimar as veias. Um vício contra o qual não tinha o poder de lutar. 
(...) faria tudo que estivesse ao seu alcance para garantir os melhores cuidados, tanto para ela quanto para o bebê, mas nunca mais lhe devotaria sua confiança. Aquela mulher esquentaria sua cama e não seria mentiroso a ponto de dizer que tal perspectiva não o agradava. Mas Marley não teria mais nada dele. 


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