Crítica de Filme: a Nova Onda do Imperador

Oi, pessoinhas! Queria dizer que estou muito feliz em estar de volta, e super ansiosa para o Ressaca Friends, evento em que mais uma vez fui convidada para ir como imprensa. Além disso, recentemente assinei novamente a queridíssima Netflix, e montando minha listinha de filmes, séries e documentários que irei assistir nessas férias, comecei com Vai, Anitta! (em breve crítica sobre ela no blog Vida & Estilo), mas aqui quero enfatizar minha 2ª opção na lista: A Nova Onda do Imperador.



Título: A Nova Onda Do Imperador
País de produção: EUA
Duração: 76 minutos
Gênero: Animação, comédia

Quem me acompanha, sabe que eu amo assistir filmes de animação, para relembrar os tempos de infância e dar risada, pois são bem engraçados. E claro, são capazes de transmitir muita informação e mensagens de forma simples, porém eficazes, como nos casos do filme da Pixer, que é capaz de comover uma criança e fazer chorar até a um adulto.

A Nova Onda do Imperador é um dos meus favoritos e não foge disso. Essa é uma das animações dos estúdios Disney, dirigida por Mark Dindal. Nessa comédia, temos a história de um imperador um tanto quanto egocêntrico, Kuzco, que é um dos protagonistas e que começa narrando o filme. Revendo o filme hoje, senti um certo ressentimento por ele nos minutos iniciais pelo jeito dele, mas na metade do filme eu já tinha rido tanto que estava quase perdoando ele.

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Kuzco começa com um discurso de "eu sou a vítima, o coitado da história, o protagonista", e eu ficava tipo, "não, você não é o único protagonista, você é um idiota". Até que a Yzma, a conselheira dele, que ama exercer a função de imperadora quando ele não está por perto, fica revoltada pela forma como foi tratada pelo Kuzco e o transforma em uma Lhama. Yzma que é outra personagem detestável, mas que também garante boas risadas. Desde o início, ela tem essa ambição de sentar no trono e governar, e acaba sendo ajudada Kronk, uma anta ambulante, que apesar de ser meio idiota, tem ótimo carisma, mas fiquei me perguntando durante o filme como alguém como ele, tão divertido e amigo das crianças, dos animais, sempre disposto a ajudar os outros foi cúmplice da vilã.

Quero dizer, se as motivações dele fossem dinheiro, poder, eu até entenderia. O que motivava ele? Não queria luxo, não reclamava pelos maus tratos nem buscava reconhecimento. Acho que apesar da Yzma ser uma criatura odiosa, rancorosa, má e cruel, ele tentava enxergar o melhor nela, como na parte em que diz "ela tem uma parede mas por dentro é gente fina". Ou algo assim. Só que tipo, eles tentaram matar o rei e ele sabia. Sei lá, é uma animação ne, deixa passar haha.


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Pois então, o Kuzco se transformou numa Lhama, ficou perdido em um lugar que mal conhece, e a dupla dinâmica tenta matá-lo para completar o serviço, que foi mal executado pelo Kronk. Kuzco precisa então voltar ao normal e chegar ao palácio, e conta com a ajuda do camponês Pacha, o mesmo que no início do filme Kuzco tratou mal pois queria construir sua casa de veraneio, um piscinão chamado Kuscotopia, bem no topo de uma montanha, que era a onde o Pacha e sua família moravam. O que o Kuzco achou de desabrigar famílias só para ter diversão? Nada, ele não  ligava pra isso.

O filme tem um contexto bem interessante, a dos Incas, uma das grandes civilizações pré-colombianas, que em seu momento áureo ocupou mais de 1 milhão de quilômetros quadrados englobando áreas que hoje pertencem ao Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Chile e Argentina.

Sendo um líder egocêntrico e mimado, cujop objetivo é apenas satisfazer os seus interesses, Kusco nos faz lembrar de líderes absolutistas que, no geral, governam sozinhos sem a ajuda de ninguém.

O personagem Pacha simboliza os lavradores desse império, pois os Incas tinham como base econômica a agricultura, cuja importância é vital já que era a maioria da população. Lhama eram bem utilizadas como meio de transporte de cargas, e também utilizados como alimento.

Outro destaque que o filme nos trás é o relevo íngreme do império, enfatizado pelas montanhas e os palácios construídos em lugares elevados.

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A Nova Onda do Imperador é um filme bem divertido, animado, mas ao assistir novamente prestando mais atenção a certos detalhes, conseguiu me encantar novamente. Recomendo, é curtinho e indicado para uma tarde no domingo (ainda mais agora que estamos sem futebol). Beijos e até a próxima.

Um comentário :

  1. Amo esse desenho e adoro a dublagem que foi feita para o Brasil, simplesmente ótimo ^^

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