Desfile da escola de samba Tuiuti

Oi, pessoinhas! Que saudade eu tava de postar aqui, hein? Mas é tanta coisa, faculdade voltou, eu to trabalhando fixo, uma loucura. Eu já tinha um post programado, que era sobre Tipos de Fic, uma tag que está bombando no twitter e nas redes sociais com memes das loucuras que ocorrem no mundo das fanfics, só que esse post vai ter que ser adiado por um assunto um pouco mais sério e mais polêmico: o desfile da escola de samba da Paraíso do Tuiuti.



Eu tinha visto um vídeo de 5 minutos no facebook, onde aparecem pessoas vestidas com camisetas da seleção da CBF fazendo protestos e batendo panelas, o famoso "panelaço", mas fantoches manipulavam os braços dessas pessoas. Em cima de um dos carros de alegoria, havia um vampirão vulgo Temer com uma faixa presidencial. Só aquilo foi o suficiente pra causar um rebuliço nas redes sociais se e tornar um dos assuntos mais comentados do mundo. Decidi procurar o desfile completo no youtube, e logo de início não conseguia despregar os olhos da tela.

Vemos alguns negros na comissão de frente apanhando por um capataz, que por sinal, também era negro e de acordo com os comentaristas, era muito comum na época dos escravos os capatazes serem negros. São cenas impecáveis que mostram uma história marcada por sofrimento, torturas, mortes, escravidão. São várias alas que contam  desde a 1ª civilização como eram os escravos e vai passando pelo mundo todo: ásia, europa, etc, foi uma verdadeira aula de história com coisas que eu nem sabia, pois não tinha estudado na escola.

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Quando volta de novo para o Brasil, na abolição da escravatura com a lei áurea, vem até o questionamento: essa lei, que o Brasil foi um dos últimos a assinar, de fato libertou os escravos? Então por que eles tiveram que se refugiar nas favelas e continuavam sofrendo, sem alimentação, sem direito a moradia, como se fossem animais de rua?

Não foi um samba-enredo que tocava ali, era um hino. Mostrando que a séculos o ser humano tem a mania de se achar superior ao outro por conta de cor de pele, raça, credo. Escravizando, maltratando e isso ocorre nos dias de hoje, incluindo no setor de costura que tem muitas denúncias de trabalho escravo, inclusive de crianças.

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Segue o enredo:

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?


Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou, preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação

E aí, o que acharam do desfile? Eu também escrevi sobre o Desfile da escola de samba Império Casa Verde, não percam!

4 comentários :

  1. O desfile dessa escola de samba entrou pra história e não duvido muito que a letra não apareça em alguma prova de vestibular daqui algum tempo. Muito bacana teu post. Beijos

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