Nostalgia - Um Remédio Chamado Ler

Um Remédio Chamado Ler

Um cantinho legal na internet

25 de abr de 2014

Nostalgia

Eu acredito que todo mundo vai se conectar com esse texto de uma forma ou de outra. Esse ano eu entrei para a terceira série do ensino médio. Último ano. Acho que eu deveria estar animada e eu até finjo muito bem, mas quando chega a escrita eu simplesmente não sei mentir. Eu estou bem apavorada.

 Tem sempre uma época da vida do ser humano que chega uma mudança inevitável e significante demais para deixar passar sem perceber.

 Passei por uma situação muito ruim essa semana. Eu fui na minha escola antiga, a que fiz o meu maternal e fiquei lá até o meu quinto ano, como fui com uma amiga eu não parava de comentar "Olha, ali era o quartinho que nós podíamos deitar e dormir", "ali foi minha sala do jardim de infância...", "Ah, a mulher do lanche ainda trabalha aqui". Eu conseguia me lembrar de cada detalhe da minha vida ali, embora eu não amasse aquilo tudo. É engraçado como a mente do ser humano funciona. Eu não sou a melhor aluna e nunca fui, nunca gostei muito de escolas e professores, porém sempre me dei bem com tudo.  

 Quando entrei no Ensino Médio eu ficava contando os dias para a terceira série, o famoso "terceirão" e, mais especificamente, quantos dias faltavam até ele acabar. Agora eu estou aqui. Não estou gostando tanto quanto eu pensei que iria. 

 As mudanças passam a ser cada dia mais assustadores, a pressão de entrar numa universidade me sufoca e sinceramente, eu estou achando um saco arrecadar dinheiro para a formatura.

 Olho para trás e percebo que meus melhores anos foram na escola e que eu nunca vou tê-los novamente, assim como não terei nenhum outro ontem da minha vida. 

 Essas são as horas, os momentos e os segundos que percebemos como a nossa vida passa rápido. 15,16, 17 anos... é tudo tão depressa. O tempo não para nem que você queira muito. O pior é pensar que essa nostalgia toda só te atrapalha, né?! 

 Mas a lição que aprendi não foi essa, a moral da história, por mais trágica que seja, é que esse tipo de mudança não acontece só na escola e sim na vida toda. Mudanças brutais como o término de um namoro, de um casamento, de uma amizade, a morte de alguém próximo ou até do seu cachorrinho! Mudar para uma casa diferente... Até dar um livro, na minha situação, torna-se complicado porque sei que não poderei ler ele novamente. Não o livro em si, mas aquele especificamente. Nunca mais vai ser do mesmo jeito. 

Isabela Gomes

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