Prêmio: Piores leituras de 2017. - Um Remédio Chamado Ler

Um Remédio Chamado Ler

Um cantinho legal na internet

15 de jan de 2018

Prêmio: Piores leituras de 2017.

Já fiz para o blog uma resenha sobre O conto da Aia, sobre o O protagonismo feminino, fiz um especial de natal sobre Um conto de natal e a recente, Ensaio sobre a cegueira. E nem cheguei a me apresentar para vocês...Quanta falta de indelicadeza (perdão mãe).

Me chamo Marcos, sou advogado, moro em Santa Catarina e leio muito. Muito mesmo. Tenho mais duas resenhas em mente (de livros terminados recentemente) e quero trazer uma série de posts sobre e-Reader (leitor de Ebooks),pois, quando ganhei meu Kindle de presente de formatura, o número de livros lidos aumentou em quase 50%. Livros que não leria por causa do preço ou simplesmente por não existir edição no Brasil (nem em sebos), agora me é possível por causa do meu e-Reader.

Com isso, li muita coisa boa em 2017. Como bom libriano não saberia lhes dizer qual minha leitura predileta, mas encarei alguns preconceitos, conheci novos autores (como Mia Couto) e conheci novos universos. Porém, como nem tudo é perfeito, teve umas pedras no meio ao meu bom caminho de leitura. E por isso, resolvi fazer esse post.
Quero ressaltar, que essa não é uma resenha. É apenas uma lista com minhas opiniões. Vocês tem o direito de discordarem das minhas sugestões (até gosto disso haha) e podem usar os comentários para também, compartilhar suas decepções literárias no ano de 2017.

Não pretendo com isso ofender ninguém e nem dizer que você não possa gostar do livro. Tenho consciência que cada leitor tem sua experiência de vida e muita das vezes, o que é horrível para mim pode ser maravilhoso para você (o que seria do rosa, se todos só gostassem do azul, né?).

Então, com vocês a primeira edição (eu acho) do PRÊMIO PIORES LEITURAS DO ANO.
PS: Eu procurei por as capas das minhas edições.

  Categoria:  Livro 'Menos pior'.

Macbeth - William Shakespeare: Primeiramente quero dizer, que não tem problema você não gostar de um clássico. Isso não te torna uma pessoa pior ou melhor que ninguém, ou menos "culta".

Esse ano tive leituras maravilhosas de clássicos de Nelson Rodrigues, Dias Gomes, Machado, Eça de Queiroz, Honoré de Balzac, Homero, entre outros. Mas Shakespeare não me desce. Desculpas mundo. Sei que ele é o maior romancista inglês e seus livros são importantíssimos. 
Porém não gosto (tenho que tratar isso na terapia).
Dele eu já li Romeu e Julieta (blé), O soporífero Sonho de uma noite de verão (esse eu não terminei) e o maravilhoso Hamlet. (esse eu gostei).

A escrita dele não me prende. Não tem jeito. E acho muito mirabolante as situações que os personagens passam. O livro vai contar a história de Macbeth um general do exército, bem poderosa a menina, que encontra três bruxas (viu, por isso que não gosto dele. Não esperava encontrar elementos fantásticos aqui), as bruxas fazem umas previsões para sua vida, e uma delas, é que ele seria rei. Ele manipulado por sua esposa, conspira para a morte do rei e para que ele possa assumir o trono. Daí o começa o entrevero. Esse livro  me deixou com tédio. E logo, que o terminei, fui ler "O retrato de Dorian Gray" do também inglês Oscar Wilde e que também, possui elementos fantásticos. Mas diferente de "Macbeth", é um livro que me prendeu.

Categoria: Era para chorar, mas dormi (ou quase).
Vinhas da Ira - John Steinbeck - Esse livro foi triste. Criei muita expectativa (muita mesmo). Pensei que ia chorar horrores. Estava crente que iria entrar em coma por desidratação causado pelo meu choro. Mas nekas de pitibirba.

O livro não é ruim. Longe disso, é bem escrito, os capítulos menores são excelentes. O difícil é não dormir com os longos capítulos que falam sobre a história dessa família, a qual, eu não me importava nenhum pouco. Queria muito que todos morressem da forma mais trágica possível e isso nem me doeu a consciência.

O livro vai contar a história da família Joad que saem de sua fazenda em busca de uma vida melhor na Califórnia. A região onde eles moravam estavam passando por uma estiagem, e os bancos, queriam tomar a terra dos pequenos agricultores. Sem contar é claro, da crise que o EUA passava na época. A parte da crise eu gosto, pois é muito bem retratado. Mas para aí.

A história é cruel. É um livro muito sujo, as situações são tenebrosas. E mostra um povo muito cruel com essa pessoas que queriam "refugiar-se" na Califórnia. Mas é um livro chato, morno, não me comoveu. As crianças dessa história, meu pai do céu, que crianças insuportáveis. Já em contrapartida, li em seguida, O Quinze da Rachel de Queiroz. 

Primeira obra que li da Rachel. E QUE LIVRO MARAVILHOSO. É praticamente a mesma temática, mas se passa no Brasil, durante a seca de 1915 no Nordeste. No caso, os nordestinos fugiam da triste situação indo para São Paulo e para o Norte do país. Livro lindo. Tem uma cena que envolve aipim (macaxeira, mandioca) que é de cortar o coração. Recomendo esse livro.


Categoria: Li só por causa do título.

A Elegância do ouriço - Muriel Barbey: Durante muito tempo esse livro teve um hype. E juro que não entendi o motivo disso. Li esse livro por causa do título e apenas o título me agradou (tá, confesso, gosto das personagens).

A história se passa num edifício luxuoso em Paris. Nesse prédio vamos conhecer Paloma, uma pobre menina rica, que apesar da família rica, tem problemas existenciais. No inicio do livro, ela pretende cometer suicídio e atear fogo no seu apartamento. Até que ela começa a se envolver com a zeladora a Renée (os capítulos são intercalados). 

As duas desenvolvem uma amizade e vão aprontar várias travessuras (bem sessão tarde). Só que não. O livro é bem chatinho. E tem o lance da filosofia (revirando os olhos). Eu odeio quando um livro de ficção tenta por filosofia e lições de moral no meio (meus olhos estão revirando novamente). 

ODEIO. 

Quando eu quero ler sobre filosofia, eu pego e leio, um LIVRO DE FILOSOFIA. Além disso, a embuste da Renéé conta o final de um livro que eu estava lendo (nem me importo com esse tipo de spoiler, mas aumentou meu ranço com a livro).


Categoria: Fui feito de trouxa.

O guia do mochileiro das galáxias/O restaurante no fim do universo/ a vida, o universo e tudo mais - Douglas Adams: Essa é uma série de cinco livros. Três eu li em 2017. Os restantes serão lido em 2018 ( o volume 4 eu gostei, mas o cinco, 'tá osso')

Tem uma continuação feita depois da morte do autor, mas né, o fato de no meio da história aparecer um colchão falante (DO N A D A), me impede de ir atrás da continuação feita por outro autor.

Esse livro me fez muito de trouxa. MUITO MESMO. Todo mundo que leu esse livro amou. E a sinopse na quarta capa desses livros são pura propaganda enganosa (parecem escritas por fãs da série).

Em nenhum momento consegui achar genial a obra desse cara. Sinceramente.
Além de umas histórias sem sentido algum, sem nexo, sem pé nem cabeça e de personagens pessimamente desenvolvidos (do nada, aparece um personagem novo), o autor do livro (que certamente tomou chá de cogumelo para escrevê-los), inventava umas saídas idiotas para os personagem.

No livro de número quatro, Até mais e obrigado pelos peixes (lido em 2018), apesar de ter me agradado, NÃO TEM SENTIDO ALGUM. Sério gente, não estou exagerando.Contradiz, o escrito nos outros livros.

E outra coisa, eu pensava que era um livro infantil ou ay, mas, longe disso. É bem adulto. Pior ficção científica que já li. (Mirou no maravilhoso "Alice, no país das maravilhas" e errou feio. Errou rude).


MEDALHA DE BRONZE.

Categoria: O assunto é importante, mas tá tudo errado.

 Os 13 porquês - Jay Ashe: Tenho o E-book desse livro desde o lançamento aqui no Brasil, mas só li em 2017 por causa da série. Série que eu não assisti, por não ter gostado do livro.

A principio, minha edição tinha 155 erros ortográficos (sim, eu contei, tenho virgem em meu mapa astral), isso já minou a história para mim. E depois, meu Deus, que livro enfadonho. 

A história todo mundo já conhece, a personagem principal do livro comete um suicídio e antes de morrer, manda várias fitas cassetes para as pessoas que causaram algum dano. 

Já de inicio eu detestei a menina que comete suicídio. Achei ela insuportável.
Mas relevei. 
Lendo o livro percebi que o suicídio  da menina o tempo todo é considerado como ato heroico. Gente, não. 

Suicídio é coisa séria, principalmente, na adolescência onde o índice de mortes é gigante. Achei que o tema foi tratado de forma insossa e precária pelo autor com apenas o intuito de emocionar, mas que ele não tinha preocupação nenhuma com os adolescentes (principal alvo do livro) que estariam lendo o livro. O tempo todo o ato da menina é mostrado como o único jeito de acabar com a tristeza dela. Outra coisa que me irritou, foi ela simplesmente acusando Deus e o mundo, e nunca puxando para si a responsabilidade.

PODE SER SPOILER:  Num determinado momento do livro ela se indigna com o professor da escola dela por não ter visto nela sinais de depressão. 
Oi? Como assim? 
O livro quer mostrar que o suicídio e a depressão vem em um determinado modelo, foi isso o que senti lendo isso. Existem vários níveis de depressão, cada pessoa representa de uma forma a doença. Ou seja, é muito difícil de cara ou em uma simples conversa você perceber que a pessoa está com depressão ou tendências suicidas (a personagem queria que todos tivessem uma bola de cristal). Para isso que tem os profissionais, que levam várias sessões até diagnosticar .

Achei um livro fraco, mal escrito, a personagem principal não me passou veracidade e parece que estava triunfando sobre a sua escolha de tirar a própria vida.

Sem contar, a história das fitas cassetes, mais um estereótipo que diz "quem comete suicídio deixa cartinha". Livro dispensável e muito ruim. 

Caso, você esteja passando por isso ou conheça alguém que esteja pensando em suicídio ou em se cortar, existe o Centro de valorização a vida (CVV), o número deles é 141, o CVV é um grupo de voluntários que aconselham pessoas a não cometer suicídio. Um trabalho lindo e importantíssimo. 

O suicídio é um tabu e que precisa ser quebrado. Recomendo a vocês, uma leitura que fala sobre depressão e suicídio, o romance, A redoma de vidro da Sylvia Plath, é considerado um romance autobiográfico, visto que a autora tinha depressão e comete suicídio. Ou seja, um livro mil vezes mais real e verdadeiro. 

MEDALHA DE PRATA.

Categoria: Como eu sofri lendo isso, oh céus.

Entre outubros - Rebecca Dellape: Esse livro foi sofrido para ler. Lia um capítulo por dia com muito custo, meio fazendo leitura dinâmica.

É o único livro nacional contemporâneo que li no ano. É um ay que pai do céu, como foi difícil de terminar.

Esse livro em comprei em 2015 autografado pela autora do livro. Me lembro, que pelo Facebook a menina fazia diversos posts. Inclusive, uma enquete para escolha da capa do livro. A qual, eu votei na capa vencedora.

Mas, voltando, o primeiro ranço do livro é que a história se passa nos EUA com personagens americanos. Sendo que, a autora é brasileira. Mas beleza.

Foco Marcos, vamos falar sobre a maravilhosa história. A menina do livro, sofre um sequestro. E pelo que entendi, se ela não fugisse, possivelmente ela sofreria um estupro. Ela consegue fugir (fuga é plausível) e depois disso, meio que fica famosa. Todavia, ela e a mãe dela, resolvem mudar-se de cidade, pois os sequestradores não foram capturados. A sinopse é muito eletrizante, né?. Mas para por ai. Pois, no livro não acontece NADA.

N A D A.

Tem uma ou duas cenas legais e só. 400 páginas de puro texto verborrágico e chato. No Skoob tem muitas resenhas positivas, provavelmente de pessoas que acompanham a autora pelas redes sociais (pois, a autora é uma pessoal muito engraçada e empoderada), mas o livro......

No meio do livro, aparece uma personagem chamada Rebecca Dellape, sim, o mesmo nome da autora. E a personagem é aquele eterno clichê de menina 'porra louca'. Recheada com frases que nenhum adolescente falaria. O final do livro tem um plot twist que é muito descabido, tive a sensação que a editora obrigou a moça a fazer uma duologia (ou uma trilogia) e ela enfiou um final para dar uma continuidade.

RUFAM OS TAMBORES PARA O TROFÉU DE OURO


 Na categoria Uma sucessão de erros feat DEUS ME DEFENDERAY. Ficou o pedante Número zero do Umberto Eco.

 Foi minha primeira incursão pela literatura de Umberto Eco, por pretender ler "O nome da rosa", que talvez seja o livro mais famoso do italiano.

Mas por pura falta de sorte (e põe falta de sorte), eu decidi ler um livro fino dele (menos de 100 páginas) e por ser o último livro do autor, eu pensei que ia ser genial. Ledo engano.

A trama da história é super confusa e machista. Os personagens são estereotipados a ponto de ser ofensivo.

Vou tentar explicar o enredo: Um jornalista é contratado para trabalhar num jornal. Ele é um jornalista bem medíocre e não teria muitas opções, então aceita a proposta.

O jornal na verdade era um engodo. Pois, o jornal seria usado para chantagear o pessoal da elite. Tipo, oi? É isso mesmo?. Sim, não tem sentido algum.Mas tá, a história vai indo, até que começa a especular que Mussolini está vivo. Sim, O Mussolini, o fascista italiano.

São páginas e páginas sobre carros e temas desnecessários. É uma teoria da conspiração besta e cansativa. Foi uma cruz ler esse livro.

Tenho outros livros do autor e pretendo lê-los, mas sem nenhuma expectativa.

Ufa.
Terminei.
Como foi triste fazer a bendita lista, me lembrei do tempo perdido lendo esses livros.
Senhor, livrai-me, de todo livro ruim.

Desejo a todos vocês só leituras boas em 2018 hahahahha. 

E, quais foram suas piores leituras de 2017?





7 comentários:

  1. oi!
    Nossa eu adoro Macbeth do Shakespeare :D os outros livros não conhecia. Este Os 13 porquês eu queria ler...
    bjo

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  2. Olá, td bom?
    Eu nunca tinha ouvido falar em nenhum destes livros, tirando o das fitinha shaushuahsuah
    Eu vi a série e até q gostei, porém, assim como vc, vi esses pontos ruins e fiquei em ciam do muro :/ Sem falar q na séria eles mostram a cena de suicídio dela. Super errado...
    bjs

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  3. Olá! Ai, é horrível a gente ter expectativas sobre um livro e não alcançarmos. Conheço alguns da sua lista, inclusive o do Eco, que é un autor pedante. Nenhuma saudades de suas teorias, da época da faculdade haha

    Eu,graças a Deus, tive um bom ano nas leituras e acho que só não gostei de uns 2 ou 3 livros. Então até prefiro pular eles, fingir que nen li, pra não manchar a lista perfeita haha

    Uma boa ideia de post. Sempre falamos dos melhores, por quê não os piores, não é?! Beijos

    https://almde50tons.wordpress.com

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  4. Oiiiie,
    Eu não conhecia os livros mas odeio quando eu mesma crio expectativa para um livro vou, leio ou o final e uma bosta ou o livro é horrível quando isso acontece eu fico muito chateada =( , e realmente foi uma lista triste ;-;

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  5. Gostei muito desse post, da forma como se narra os livros de que não se gostou. Não li nenhu dos livros, exceto Macbehth. Eu adoro Shakespeare. Acho Romeu e Julieta mais fraca, mas as principais tragédias dele, eu gosto demais (Otelo, Hamlet, Rei Lear e Macbeth). Também gosto demais de A Tempestade e da tragédia histórica Ricardo III (cujo personagem, junto com Iago, é para mim o maior vilão criado por Shakespeare). Li também as três peças (e partes) de Henrique VI, com os acontecimentos anteriores à peça Ricardo III. Enfim, gosto demais de Shakespeare. Mas achei interessante, pois tive uma amiga (que infelizmente já faleceu) que era uma grande leitora e também odiava tudo de Shakespeare. Ela simplesmente não aguentava lê-lo, achava muito chato... E as descrições que ela fazia do que ela já havia lido dele me lembrou muito o que você fala aqui. Gostei muito de me deparar (novamente) com essa visão sobre Shakespeare, que me mostra o quanto o que é bom pode ser bastante relativo e particularíssimo! :)
    Abraços!
    https://teofilotostes.wordpress.com/

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  6. Eu não conhecia nenhum desses livros, tem certos livros que eu não crio expectativas e acabo me impressionando com o mesmo.
    Achei legal a sua resenha, agora eu nunca que perco meu tempo lendo algum desses. Kkkk

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