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25 de dez de 2017

Resenha [Especial de natal]: Um conto de Natal - Charles Dickens

Por estar em domínio público existem várias edições, mas, a minha é da L&PM Pocket (E-book)
.180 páginas.
Primeiramente, gostaria de desejar a todos um feliz natal e um próspero ano novo.
O ano de  2017 foi um ano peculiar e para mim foi um ano de mudanças - boas mudanças - e também, um ano de boas projeções para 2018. Desejo assim, um bom 2018 para todos os leitores do blog. 

Nesse clima de natal, trago-lhes, uma resenha sobre um clássico de Dickens. Uma história adaptada diversas vezes para o cinema, teatro,etc. Sendo, portanto, uma das histórias mais difundidas no ocidente. 

O livro ,Um conto de Natal, vai contar a história de Ebenezer Scrooge, um homem de negócios,  frio e muito sovina (muito mesmo) e que odeia o natal. Além é claro, de tratar a todos com muita arrogância.

Para vocês terem uma ideia,numa conversa com seu sobrinho, o rabugento lhe desfere as seguintes palavras: [...] cada idiota que saísse por aí desejando Feliz Natal deveria ser fervido, misturado junto com seu bolo de Natal e enterrado com um galho no coração. Sim, um doce de pessoa.

Em dado momento do livro, ele dispensa dois homens que estavam pedindo doações para pessoas carentes. Era duro como uma pedra, sem sentimentos e sem empatia alguma com o próximo. Depois de um dia disseminando muito rancor,  resolve passar o natal em sua casa. Uma casa escura e solitária que pertencia a seu sócio morto há sete anos.

Chegando em casa (essa parte pode ser considerada assustadora) leva um 'baita' susto. Encontra o fantasma de seu sócio Marley. Que aparentemente era seu único amigo, mas mesmo assim, durante o funeral do mesmo, Scrooge fechara um grande negócio. Não importando assim, nem a morte de seu amigo.

Esse fantasma é daqueles clássicos. Transparente e que usam correntes (correntes adquiridas ao longo de sua vida). O fantasma vem com a missão de ajudá-lo a ser uma boa pessoa.

Apesar do susto, e apesar também, de acreditar que aquela visão seria causada por uma indigestão alimentar, o sovina aceitara os conselhos do fantasma.

O fantasma do amigo-sócio, alerta ao rabugento sobre o terrível destino que lhe aguardava, porém, estaria a salvo se ouvisse os conselhos de três espíritos que iriam lhe visitar. Com a saída do fantasma, Scrooge acaba caindo no sono

Acordado de seu sono, Scrooge, foi visitado pelo primeiro dos espíritos, o Espírito dos Natais passados, que tinha os cabelos brancos - figura de um idoso - e em suas mãos um ramo verde, se vestido era enfeitado com flores de verão. O espírito então o levou ao seu passado. No passado, Scrooge, encontrou-se com seu eu, ainda criança.

O espírito relembra ao velho sua infância, como foi sua vida no internato e como era a convivência com sua irmã. O espírito relembrou, também, o relacionamento com seu antigo patrão e como aos poucos sua ambição fora tomando conta de tudo aquilo que ele mais prezava: Um bom relacionamento com sua família. Com a saída do primeiro espírito, o ranzinza volta a dormir. 

Como a escrita de Dickens é incrível!!

O segundo espírito, era o Espírito do natal presente. Ao acordar do seu sono, encontrou seu quarto diferente, pois mais parecia um bosque. E sentado num bosque o espírito em forma de gigante estava o esperando para dar uma volta pela cidade. O espírito tinha uma tocha, onde derramava um pouco de si em cada casa que visitava. E uma das casas visitadas foi o do empregado do velho ranzinza.

E meu Deus do céu !!!.
Aperta o coração de qualquer mortal ver a situação daquela família, e depois, foram visitar a casa do sobrinho do velho. Lá havia alegria e distração, portanto, um choque para Scrooge. Pois, tratava mal seu pobre funcionário e perdia a inegável chance de diversão com sua família.  E por fim, aparece o último espírito.

O último espírito, mas parecia aquela clássica representação da morte (sem a foice), vestido de preto e totalmente silenciosa. O espírito não se anuncia como o espírito dos Natais futuros, mas revela como seria a morte do personagem, caso não mudasse seu jeito de ver o mundo. 

Dickens consegue assustar e emocionar com esse livro. A história é linda e super atual (mesmo com tantas adaptações). Mostra a maldade do ser humano, o egoísmo, e como é o verdadeiro espírito de natal. Super indico esse livro que é bem curtinho. E, mesmo sendo escrito na época vitoriana tem uma linguagem super acessível

Reitero o que disse no inicio do texto: Desejo a todos um ótimo natal, como muita luz, paz e alegria. E um ano novo, repleto de realizações. 

11 comentários:

  1. Meu Deus que resenha mais maravilhosa, viajei nessa resenha, emocionante a história, queria muito um filme sobre esse livro!

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  2. Gostei muito da resenha nunca tinha lido esse livro e agora estou interessada nele

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  3. Amei a resenha, essa historia é incrível ^^

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  4. Amei a resenha super completa o livro eu não conhecia mas fiquei muito curiosa pela a história. O livro me parece ser realmente incrível. beijos

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  5. Gostei muito do post. Mas ainda não conheço esse livro. Fiquei muito curiosa.
    Bjs

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  6. Olá, tudo bem?

    Sou louca para ler alguma coisa do Dickens, pois ouço inúmeros elogios a escrita do autor e a sua genialidade. Esse livro parece ser fabuloso, daqueles que vão prender o leitor e o levar a sentir várias emoções diversas. Fiquei com muita vontade de ler, principalmente depois desta sua resenha tão maravilhosa!

    Beijos!

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  7. Nunca li nada do Dickens, preciso colocar na lista pra esse ano, esse é o momento. Mas acho q esse conto vem bem com aquela ideia é que o Natal está aí para confraternizar e que ele capaz de amolecer corações, até mesmo dos mais durões e sem amor.

    Eu gosto disso.

    Bjão.
    Diego, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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  8. Oii, tudo bem?
    Esse conto do Dickens é uma classico, eu nunca tive a oportunidade de ler o livro, mas tem muitas adaptações, tanto pra desenhos quanto pra filmes e com certeza passa uma lição muito importante.

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  9. fiquei contente em saber do livro, pois até então só conhecia filmes com essa mesma temática. Nunca li nada desse autor, mas provavelmente colocarei algum de seus livros na minha lista!

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