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1 de nov de 2017

A Batalha do Apocalipse

Resultado de imagem para a batalha do apocalípseAutor: Eduardo Spohr
Gênero: Literatura fantástica
Editora: Verus

O mundo está acabando... e com ele, todos nós.
Ablon é um anjo renegado, outrora um querubim, mas que por discordar da forma como Miguel regia o céu, revoltou-se e foi traído, exilado na terra com mais dezoito dos seus- embora ele seja o último que restou. Caçado pelos servos de Lúcifer e também pelos de Miguel, ele vê sua eternidade balançada quando recebe um convite do primeiro para descer ao Inferno. Ele aceita, mas não é tolo de ir sem ter nada em mente, afinal, Lúcifer já o enganara uma vez. Então, começa a buscar por Shamira.

Shamira é uma antiga feiticeira, a qual este conheceu -e salvou- na antiga Babilônia. Desde então eles se encontrariam muitas vezes mais, seu poder cresceu, e em meio a história os dois acabam por se apaixonar.

Quando de fato se encontram, a mulher elabora um intrincado feitiço (detalhes no livro, não darei spoiller) para dar a ele proteção do "corpo" e da mente. Resumindo, isso o incapacitava de morrer em um primeiro dano fisico (mortal) e em magias que afetavam suas memórias ou razão. E já preparado, em parte, Ablon desce ao Inferno pela segunda vez em sua vida no exílio.

Nem tudo é o que parece!

Temos agora um pequeno tabuleiro onde as peças mudam constantemente de lado. O conflito original já não é Céu X Inferno, mas sim Miguel X Lúcifer X Gabriel. Por que Gabriel? Bem, isso é muito familiar e pessoal. A questão é que dos cinco arcanjos originais (Miguel, Gabriel, Lúcifer, Uziel e Rafael), esses são os que restaram.

Uziel perde sua vida no começo da obra. Rafael é dito desaparecido, mas ele chega a aparecer de fato em uma obra paralela de Eduardo Spohr, Os Filhos do Éden. Com uma guerra cívil abalando o céu, armações pipocando no Inferno, o começo da terceira guerra mundial, o manto que separa a realidade humana da sobrenatural se rompendo e o Armagedon batendo na porta, Ablon é forçado a tomar uma decisão e deixar sua atitude imparcial de lado. Ele nega seu pedido a Lúcifer e parte para Jerusalém, onde haveria uma passagem para o local que servia de campo de batalha para os exércitos de Miguel e Gabriel.

Por julgar que Gabriel, o Mestre do Fogo, era aquele com os melhores ideais, ele se une aos rebeldes-como os anjos sob seu comando são chamados- e então, com as tropas de Lúcifer chegando por rio, e todo o cenário armado, começa de fato a ultima batalha, preparando o Crepúsculo do Mundo. Mas não se engane, nem tudo (aliás, nada) é preto no branco nessa história toda. Até a destruição total, muita água ainda vai rolar.

Uma explicação básica sobre os arcanjos e suas motivações:

Miguel era o primogênito, e quando Yahweh, o Deus todo poderoso, a Ordem sobre o Caos e etc, descansou em seu sexto dia de criação, tornou-o regente de seu Reino e lhe transmitiu a tarefa de cuidar do mundo e principalmente dos humanos. O egoísmo e seu ciume pela humanidade e o amor devotado de seu pai para com seres que haviam "surgido do barro" é o estopim para todos os problemas que vieram depois. Ele começa a perseguir a raça humana e tenta extingui-la de todas as formas, o que gera a Primeira rebelião no Céu, começada por Ablon e os outros dezessete anjos renegados, que ao perderem são expulsos do céu e condenados a vagar pelo mundo físico até o fim dos tempos.
Lúcifer era o caçula, aquele com a melhor lábia e dito o mais belo dos anjos. O arcanjo, quando fica sabendo dos planos de Ablon, diz que vai ajudá-lo, mas acaba traindo-o, desmascarando o levante. Com a expulsão do mesmo, Lúcifer começa a armar sua própria rebelião, para tomar o lugar de Miguel no trono. Assim se dá a Segunda rebelião, cujos participantes -assim como seu lider- são despachados para o Sheol, onde ficaria o Inferno. Esses são chamados de anjos caídos, se desgastam, tornam-se os demônios em si.
Gabriel era o anjo mensageiro, o Mestre do Fogo, mas não se engane, nem sempre ele foi justo com raça humana. Ele causava tantas catástrofes quanto seu irmão mais velho, mas uma dada circunstância (de fato não posso revelar ela, estragaria a surpresa) o força a ver as coisas com outros olhos. E então ele se rebela, trazendo boa parte do total de anjos para o seu lado. Menino eficiente, não?
Rafael só é citado nesta obra. Por ser um arcanjo de tendência benigna e não concordar com toda aquela guerra e violência, ele simplesmente desapareceu. Há apenas rumores de que ele estaria no terceiro céu, onde ficariam as almas de boa indole e Jesus Cristo.
Uziel infelizmente não tem absolutamente nenhuma participação mais efetiva na trama, a meu ver. O que o marcou foi o fato de bater de frente com o Primogênito e desobedecê-lo, o que terminou com sua morte, exatamente no primeiro capitulo do livro.

As Sete Castas Angélicas:

Querubins: São os anjos guerreiros, com poderes baseados em força, percepção, furtividade e rapidez.
Ishins: Celestes responsáveis por governar as forças elementais: Fogo, Terra, água e ar.
Hashmalins: Torturadores, anjos da punição. Controlam os espíritos e as trevas.
Serafins: Nobres, políticos e burocratas. Mestres na persuasão e na manipulação da mente.
Ofanins: Anjos da guarda. Seres bondosos, que vagam no plano astral ajudando os seres humanos e todos os outros seres amistosos. Carismáticos são capazes de controlar as emoções.
Elohins: Vivem no plano físico, geralmente disfarçado de seres humanos, hábeis em se adaptarem a etnias e grupos sociais.
Malakins: Sua missão é estudar o universo e a humanidade. Reclusos podem moldar o tempo e o espaço.
A obra tem uma linha de tempo trincada, começando no presente, indo para o passado, saindo do Céu, para o Sheol e para o Brasil. Mesmo que de forma rápida, vai do inicio do mundo até o seu final sem muito esforço, passando pela Babilônia, China, Egito e Jerusalém.

Sendo franca eu vi muitas criticas negativas com relação ao livro, e eu pessoalmente o adorei, tanto pelos personagens, pela narrativa e principalmente pelo fato do nosso querido Eduardo conseguir juntar todas as mitologias praticamente em uma só de modo coerente. Isso na minha humilde opinião é fantástico. Se ele pecou em algum momento em aprofundar-se nos personagens, com toda certeza supriu completamente essa carência na trilogia que é paralela ao livro, a já citada Filhos do Éden, composta por Herdeiros de Atlântida, Anjos da Morte, e Paraíso Perdido. Todos altamente recomendados, pois ao contrário do Batalha do Apocalipse, trabalham mais com os problemas dos anjos encarnados, assim como eventos um pouco mais cotidianos.
Interessados?? Leiam o quanto antes, o mundo está para terminar!


3 comentários:

  1. Que dica maravilhosa, hein! Eu adoro fantasia, mas não conhecia essa obra. Fiquei bastante interessada, sobretudo pelo fato de a narrativa juntar as mitologias. Já está em minha lista de desejos.

    Tatiana

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  2. Tenho esse livro, mas nunca tive interesse mas tu conseguiu despertar meu interesse. Vou tirar ele da estante , tirar a pueira e tentar ler ele RS.

    ResponderExcluir

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