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6 de abr de 2018

Dorama: Playful Kiss

16:38 4 Comments
Alguns anos atrás, navegando pela blogosfera, me deparei com um post que falava sobre Doramas. Não sabia nem o que era isso, e com esse nome imaginei ser algum tipo de dobradura ou sei lá, mas pela explicação da autora era tipo uma novela mexicana - só que com asiáticos.

Não gostei muito não, admito. Gosto de animes, principalmente do gênero shoujo, que são aqueles de romance colegial super fofos que até os personagens vomitam coraçõezinhos e arco-íris pela boca. Mas Dorama? Ah, não, nem pensar, dessa água não bebereis. Mas é aquele ditado, ne? Vai que bebereis...

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E foi o que aconteceu: lá estava eu, procurando alguma coisa para assistir no youtube, pegando indicação de animes, mangás, quando me deparo com doramas. Quase vi um que parecia ser interessante, mas pelos comentários era muito nojento, porque tinha um personagem que fazia umas coisas (como engolir meleca) e deixei pra lá. Aí acabei entrando em Playfull Kiss e OMG, foi paixão logo de cara, porque eu reconheci a história logo nos primeiros minutos:

"Garota burrinha da pior classe da escola é apaixonada pelo garoto gênio e popular a anos. Ela então decide finalmente confessar seus sentimentos a ele por uma carta, mas quando criou coragem para entregar a ele, o infeliz simplesmente a ignorou. Por obra do destino, ele acaba encontrando a carta e lendo, e devolvendo a ela corrigido (erros ortográficos, de coesão e coerência, com uma baita nota de D-). Todo mundo ao redor dá risada dela, mico do ano, e ele com aquela expressão fria, coração de gelo, sem se importar, vira as costas. O problema nem são as zoações dos colegas de turma: é o fato de que a casa dela caiu e seu pai e ela acabaram tendo que morar por um tempo na casa de um velho amigo de infância da família, e adivinhem só: é a casa dele."

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Eu tinha assistido o anime dele, que é Itazura na Kiss, apesar de ter abandonado nos primeiros episódios e nem lembro o motivo. É muito engraçado quando ela, a Oh Ha-ni, protagonista, chega na casa nova e se depara com ele,  Baek Seung-jo, e começa a ficar arrependida por ter dado a carta. Oh Ha-ni é muito bobinha, fica em cima dele o tempo todo, vigiando sabe, vendo o que ele faz, os hábitos dele, o quarto, tudo. E tipo, ele percebe, e considera isso um grande incômodo, pelo fato de que está acostumado a tranquilidade e ela é totalmente o oposto. Tem até uma cena em que ele diz que desde que ela entrou na vida dele, bagunçou tudo, e que não sabia como lidar com isso.

É muito legal, mas também agoniante algumas partes. Faz você pensar se vale a pena correr atrás de um grande amor e nunca desistir, mas também te faz questionar até que ponto isso é saudável e quando é hora de seguir em frente.

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Tem os amigos dela também que são uma figura, e entre eles o  Bong Joon-gu, que é apaixonado por ela e burro como uma porta. Aí você fica lá, torcendo pela Oh Ha-ni, do tipo "meu deus, essa garota é incrível, eu também queria ser assim, não desistir dos meus sonhos", mas aí você olha pro Bong Joon-gu e fica tipo, "mano, desiste, não percebeu que ta batendo a cabeça em concreto e isso só vai continuar te machucando?".

Teve vários momentos em que detestei o comportamento do Baek Seung-jo. A frieza dele, sabe, me irritava. Só que eu também me colocava no lugar dele: ninguém é obrigado a gostar de alguém. Se você já falou pra pessoa que não retribui os sentimentos dela e ela vira uma perseguidora insistindo, o que você faz? A pessoa mexe nas suas coisas, não dá pra evitá-la na escola porque tudo o que você faz ela também quer fazer, nem em casa porque ela mora lá e nem na hora de dormir porque a criatura volta e meia entra no seu quarto pra pegar alguma coisa.

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E a Oh-Ha-Ni, gente, ela é muito burra, e não to nem falando de sentimentos e tals, me refiro ao fato de que ela é péssima aluna, não aprende os conteúdos, e o Baek Seung-jo tenta ajudar em alguns momentos, e esfrega na cara dela: "como você consegue sair de casa sozinha? Como conseguiu chegar no ensino médio?". E ele é tipo, um geniozinho, considerado um dos caras mais inteligentes da Coreia.

O engraçado é que ele se acostuma com isso. A única coisa que não gostei dele foi que toda vez que ela FINALMENTE está decidida a seguir em frente, o miserável não deixa. Tem uma cena que é uma das minhas favoritas, mas que ao mesmo tempo me fez estralar nos nervos, que foi quando ela disse que não gostava mais dele, e ele ficou bravo mano, disse assim:

O único garoto que você gosta sou eu. Nunca mais me diga que gosta de outro.
Ou seja, ele gosta dela, por mais que negue. É como ele disse em uma cena, que vou deixar em branco pra não dar spoiler mas quem quiser saber, passe o mouse por cima:

"Na minha vida, as coisas sempre eram as mesmas. Não tenho problemas, tenho facilidade em fazer o que eu quiser. Então você apareceu e mudou tudo. Nunca tive uma dificuldade, mas você é o 1º problema e o único que até agora não consegui resolver. E isso ficava na minha cabeça, me incomodava muito não saber como lidar com isso. Mas quer saber? Eu descobri que isso não é tão ruim. Cada dia que passo com você é como uma manhã de natal, especial e única, e eu nunca sei o que vai acontecer. Então é isso. Eu decidi não me preocupar mais."

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Pra quem gosta de romance, recomendo muito assistir, e acredite, fica melhor ainda nos últimos episódios, porque ALERTA DE SPOILER: eles se casam e os últimos episódios é mostrando a rotina deles como casal *_*.

Segue o meu novo papel de parede: 

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4 de abr de 2018

Tag - Eu Blogueira

11:59 11 Comments
Oi, gente! Voltei com uma tag bem legal que recomendo que vocês, blogueiros, façam. Mas antes, queria super indicar um site novo que está chegando na área, o Casamentos 2. Dá uma passadinha nele que vale muito a pena e sem mais delongas, vamos ao post o/






1. Quando e por que decidiu ser blogueira?

Eu estava sem ter o que fazer num fatídico dia de tédio e pensando em coisas pra me distrair. Isso acontece com muita frequência comigo haha. Então simplesmente decidi criar um blog e foi rápido assim.

2. De onde veio a inspiração do nome do seu blog?

O blog passou por três mudanças de nomes (nem sou indecisa ne). O primeiro era Livros, eu Amo. Porque eu amo livros então achei legal. Depois ficou com Porque o Melhor Remédio é Ler (por causa de uma página do mesmo nome que eu trabalhava). Mas depois acabei saindo da página então troquei o nome pra Um Remédio Chamado Ler.

3. Quanto tempo de vida tem seu blog?

Nossa, já faz uns 4 anos acho.

4. Qual é o conteúdo principal do seu blog?
Literatura.

5. Quais são os horários que você cria as postagens?

Não tenho. Quando me dá vontade eu posto, não me prendo horários.

6. Tem algum lugar especial onde cria as postagens?
Não especial, mas tem meu caderno. Muitas resenhas são escritas lá antes de passar para o caderno.

7. O que você acha que deve melhorar como blogueira?

Humm... Talvez dialogar mais com os leitores. Tem centenas de comentários no blog que não respondi, por exemplo.
8. Prefere responder aos seus leitores no próprio blog ou responde ao visitar as outras blogueiras e blogueiros?

Faço mais a segunda opção, mas acho que a primeira é melhor.


9. Na tua opinião, o que há de mais legal em ser blogueira?

Acredito que o fato de você se abrir de uma forma que talvez não conseguiria com outras pessoas. É você compartilhar as coisas que você mais gosta com outras pessoas, saber que pode estar incentivando alguém a conhecer algo só porque ela viu que você postou. É incrível isso, você posta uma coisa e automaticamente já está disponível pra tanta gente.


10. Você retribui a todas as visitas que recebe no blog?

Nem todas. Eu gosto muito de visitar blogs, e não apenas aqueles que visitam o meu: minha lista de seguidores passou de 900 blogs. É incrível ver tanta coisa na blogosfera, mas infelizmente não dá pra visitar todos eles todos os dias, apesar de fazer um esforço.


11. O que você NÃO gosta no mundo dos blogs?

Pessoas que se acham donas da razão. Que pensam mais em si mesmas do que no bem da comunidade. É um ou outro, casos isolados, mas que me entristece muito: até porque se você discutir com um blogueiro, a tendência é isso ir parar na web porque ambas as partes vão fazer postes sobre isso. Mas vida que segue.


12. Cite três blogueiras (ou blogueiros) que admira e gostaria de conhecer pessoalmente.

Felipe Cunha, do Minha Pequena Estante. De cabeça, só lembro dele haha mas tem muitas pessoas que gostaria de conhecer e conversar pessoalmente.

13. O que seus pais, seus familiares e seus amigos acham de você ser blogueira? Eles leem o teu blog?

Meus pais não gostam muito, não enxergam de forma profissional. Mas já foi bem pior, hoje em dia eles até falam uma coisa ou outra, só que não pisam no pé como antes. Meus amigos que sabiam consideram normal, porque como já faz anos, não é nenhuma novidade, é tipo alguém que você conhece que é do time de futebol da escola, entendeu? Quem não conhecia e ficou sabendo depois, eu realmente não sei o que eles acham, mas espero que eles não leiam haha. É estranho saber que alguém que você conhece acompanha seus posts. Seguir o blog sim, ler não.


14. Qual a maior inspiração para escrever as postagens?

Não tem um fator só. Às vezes, não tenho ânimo nem motivação para escrever nada, mas sei lá, tem horas que simplesmente não consigo parar de digitar e as palavras apenas aparecem. 

15. Quando está escrevendo um post, costuma comer ou beber alguma coisa? O quê?

Depende. Foi como eu disse, é algo natural, eu simplesmente vou indo.

16. Qual assunto você NÃO publicaria jamais?

Acho complicado escrever sobre qualquer tema que esteja em alta, que envolva religião, orientação sexual, posição política, etc, expondo sua opinião. Uma coisa é falar do fato em si expondo os fatos, outra é dizer "ah, eu prefiro fulano do que ciclano". Slá, dá muita discussão que não acrescenta em nada, brigas desnecessárias. Tem coisas que é melhor deixar quieto.

17. Faz posts pelo celular?

Não gosto de escrever pelo celular, mas já fiz posts ou partes dele pelo celular, apesar de que evito ao máximo.

18. Tem canal no youtube? Se a resposta for sim, deixe a url dele.

Eu até tenho, apesar de não postar vídeos meus. Penso em seguir com ele futuramente, mas por enquanto, fica na expectativa haha.

19. Quantos blogs você tem?

Eu detesto essa pergunta haha. Particularmente não me prendo a um número, porque tenho vários, mais de 10. Alguns é para RPG, outros são rascunhos, tem os que estão parados, os que atualizo regularmente e aqueles que só atualizo às vezes. Tenho vários, essa é a resposta padrão.


20. Que conselho daria a todas as blogueiras e blogueiros?

Não tente ser alguma coisa que você não é. É até meio clichê dizer isso, mas são várias as blogueiras que fingem ser outra pessoa. Se inspiram em fulano de tal e querem imitá-lo, e assim vai.


Espero que tenham gostado dessa tag, e indico os seguintes blogs a fazerem:

http://www.kammykrysthin.com/

9 de mar de 2018

Como economizar nas compras feitas pela internet

13:06 8 Comments
Oi, pessoinhas, tudo certo por aí? Aqui ta uma correria daquelas, comecei a trabalhar e ficou uma loucura loucura loucura. Estou no 5º semestre de Administração, quase acabando graças a Deus, e 2018 veio com tudo: me tornei representante de turma, fui aprovada para monitoria na faculdade, vou ser integrante da atlética de lá, a Fênix FMU, junte isso a todas as coisas que já faço no mundo digital + o trabalho registrado que comecei e pronto: sem tempo pra nada. O bom é que ocupa a mente haha.

O problema é que que o blog acaba não ficando em 1º plano, mas a gente sempre tem que deixar um tempinho ne. Hoje vim trazer um post sobre algo que eu estava passando: agora que tenho trabalho e to ganhando um dinheirinho, fui comprar umas coisas pra mim e sempre preferi ver produtos na internet, por poder escolher na comodidade da minha casa e ser mais barato, na maioria dos casos.

Só que tem muita gente que fica meio assim de fazer compras na internet, quer um preço bom, com segurança. Segue então algumas dicas que separei:

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Faça uma busca

Sei que parece meio óbvio, mas acredite: o que tem de gente que sai digitando qualquer produto no google e comprando o 1º que vem pela frente é enorme. Antes de tudo, faça uma listinha em um papel do que você procura, qual a faixa de preços que está disposto a pagar e olhe nos principais buscadores. Sério, eu mesma saia olhando um monte de produtos, começava com capinha pra celular e depois já estava em carregador portátil haha. Melhor ir anotando o que é prioridade na compra e ter foco.

Compare preços

Sair procurando site por site é cansativo, eu sei. Mas alguns, como buscapé, ajudam muito, pois com eles, você é capaz de fazer uma comparação de preços bem mais rápido, e ter uma noção de quais lojas são mais bem avaliadas: você não precisa entrar em centenas de sites para ver o preço dos produtos, esses comparadores fazem isso por você. 

Avaliação

Um item essencial que sempre faço em sites é olhar as avaliações dos produtos: quantas estrelas ele tem? Possui comentários? Quais os prós e contras? Isso era algo que eu nunca fazia, nem perdia meu tempo, e hoje já é uma das primeiras coisas que olho. Essas avaliações são muito importantes, porque você consegue ver a opinião de quem já comprou e usou, e pode te livrar de muita furada. 

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Veja reputação do site

Pra quem é desconfiado da internet, tem uma maior dificuldade em confiar em uma compra feita online. Será que o produto vai chegar? O vendedor é confiável? O produto é bom mesmo? Será que vai demorar a chegar? E se o produto não for bom ou vier estragado, como faz pra trocar? Vou ter ressarcimento? E se ele nem chegar na minha residência?

São muitas as dúvidas, mas como mencionei em avaliação, basta procurar comentários de quem já comprou para saber a autenticidade do vendedor, mas indo além disso, é verificar a reputação da marca. O Reclame Aqui é uma excelente fonte de pesquisa, para saber os antecedentes da empresa. E claro, quanto maior a empresa, menor os riscos, porque se eles fazem merda, rapidinho alguém publica isso na internet e acaba que ninguém mais compra.

Utilize cupom de desconto

Se tem uma coisa que eu sou viciada é cupom de desconto: em qualquer compra que eu faço, lá estou eu pedindo por um. Na internet é mais fácil ainda, ainda mais pra quem é tímido, ou tem vergonha de pedir: basta pegar um "código", inserir no ato da compra e pronto, o desconto é dado automaticamente.

Um bom exemplo disso é o Cupom Válido, um site recheado de cupons que oferecem os mais variados descontos, que pode ir de 10% a 70%. O melhor de tudo é que se você não quer utilizar o cupom na internet, você pode utilizar indo na loja física, então é algo que recomendo muito. Existem até cupons para a Ponto Frio, veja todos aqui https://www.cupomvalido.com.br/desconto/ponto-frio/


Agora que você já viu todas essas dicas, hora de pegar seu cupom, e sair pesquisando, hein? Bora fazer compras seguras e com confiança e responsabilidade!


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Resenha de série: The Sinner

11:00 2 Comments
Cartaz de The Sinner










Tenho uma queda (ou melhor, um tombo) por séries curtas. E The Sinner,  uma série de suspense e drama psicológico que está no catálogo da Netiflix tem apenas oito episódios de quarenta minutos de duração cada.

A série é um pouco lenta, apesar de ter um ritmo satisfatório, a lentidão se vê no mexer das câmeras e no silêncio contemplativo. Não se tem pressa de contar a história e aos poucos o quebra-cabeça vai se montando e vamos descobrindo os mistérios da mente da personagem principal, a Cora.
Jéssica Biel como Cora Tannett

A personagem principal, Cora, interpretada pela maravilhosa Jéssica Biel (foto), que a princípio aparenta ser uma pessoa normal, assassina a facadas um desconhecido na praia enquanto está com seu filho e seu esposo. Assim. Do nada. 

Desfere várias facadas, numa cena bem sangrenta em contraste com a paisagem do local que é exuberante. Então, começa a investigação para descobrir o motivo da morte daquele cidadão.

O que seria aparentemente um caso patológico de sanidade mental, desenrola-se, num caso de hipnose e redescoberta do passado de Cora, principalmente, em relação a sua família abusiva. 

 Kathryn Erbe no papel do detetive Fay Ambrose
A série é permeada de flashbacks muito bem filmados e que não confundem o telespectador. Conseguimos, discernir o que é passado e o que é presente. Logo após ao homicídio repentino e bem testemunhado, começa um drama de tribunal e uma investigação onde o policial Ambrose, interpretado pelo Kathryn Erbe, vai tentar ajudar Cora. Mas o mesmo personagem, tem suas subtramas bem desenvolvidas e meio angustiante.

O final da trama é satisfatório, e todos os devaneios e pontas soltas são resolvidas de forma significativa e talvez um pouco previsível.  Mas é uma série redonda e muito boa para quem gosta de série de suspense, drama e de tribunal. Principalmente, ao que tange a memórias e também a questão do uso das memórias e lembranças em um tribunal, tema polêmico e bem controverso.

O elenco de apoio é satisfatório, com destaque para o personagem do JD, gostei bastante dele. Bem misterioso e que passa aquela sensação de perigo eminente. O marido da Cora (não recordo o nome) é um ator bem medíocre hahaha só serve como o típico "galã-machão-rústico-latino". 

Enfim, uma série muito boa. Eu não consegui maratonar, pois achei pesada e arrastada, as cenas de sexo são bem gráficas e explícitas, ou seja, tirem as crianças da sala hahahaha.

7 de mar de 2018

Resenha: Ciranda de pedra - Lygia Fagundes Telles

11:00 2 Comments
224 páginas. Companhia Das Letras

Como se fora a brincadeira de roda
Memória!
Jogo do trabalho na dança das mãos
Macias!
O suor dos corpos na canção da vida
Histórias!
O suor da vida no calor de irmãos
Magia!
Redescobrir - Gonzaguinha. 

Redescobrir é um dos clássicos composto por Gonzaguinha e cantava pela grande Elis Regina na abertura da novela Ciranda de pedra (Rede Globo) de 2008, remake da novela dos anos 80, ambas baseada na obra homônima da Lygia. 

Na época da novela, eu comecei a ler o livro e por algum motivo, não cheguei a concluir. Passou-se muitos anos, e resolvi me aventurar pela literatura de uma das maiores escritoras brasileiras. 

E QUE LIVRO.

É um livro super introspectivo. Que fala entre outros assuntos, sobre círculos sociais que muita das vezes somos obrigados a nos enquadrar. A história é ambientada numa São Paulo, não datada. E contará a história de uma família que passa pelo processo de divórcio.

Escrito em terceira pessoa, a história narra a vida de Virgínia, em duas fase de sua vida. Na infância e durante sua juventude. O lar de Virgínia é desfeito, quando sua mãe Laura é internada num manicômio e de lá é resgatada pelo seu médico Daniel, criando entre os dois um laço amoroso. A primeira vista, Virgínia mora com eles por ser a menor da casa. Enquanto com seu pai Natércio, ficam a carola Bruna e a atrevida Otávia (minha personagem favorita).

Vivendo na pobreza com sua mãe e seu padrasto, Virgínia é levada por seu pai para morar na casa dele. Casa mais confortável. Porém, ela sente-se, desolada e não consegue se enquadrar em nenhum grupo. Nessa situação de total deslocamento, ela decide estudar num internato, voltando novamente para casa quando completa vinte anos. 

Dentro da casa com suas irmãs e seu pai, ela tenta a todo custo enquadra-se numa ciranda de pedra (Vamos, abra a roda que eu quero entrar - Virgínia conversando com os anões do jardim que formam uma ciranda) que está fechada para pessoas de fora. Tentando, sempre, despir-se da hipocrisia de sua irmã Bruna e não se contaminar com as leviandades de sua irmã Otávia.

Livro a frente de seu tempo. Lida com loucura, suicídio, abandono e homossexualidade de uma forma toda poética e lírica. Livro maravilhoso, bem escrito, bem editado e revisado pela própria autora. Pretendo ler mais coisas dessa mulher incrível.

E como diria Virgínia "E besouro que caí de costas não se levanta nunca mais".














5 de mar de 2018

Eu fui: Show da Paula Toller (É presença de palco que se fala?)

11:00 1 Comments
Créditos na foto: Hangar Eventos.
No último sábado (04.03) teve em minha cidade - Tubarão/SC- o show da Paula Toller da turnê "Como eu quero".

Quem viveu nos anos 80 e 90, sabe do estouro que foi o Kid abelha (1981-2016), uma das maiores bandas pop/rock que o Brasil já teve. Depois de vários anos de sucesso, a vocalista Paula Toller, inicia uma frutífera carreira solo. 

 Apesar de uma longa carreira no Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, que depois tornou-se Kid abelha, a casa de show Hangar estava lotada. É muito inspirador ver que depois de tantos anos uma pessoa ainda faz tanto sucesso. E no público, tinha casais, pessoas mais velhas e gente nova. Pessoas nascidas nos anos 2000. Isso que eu chamo de sucesso, uma longa carreira e que alcança gente mais jovem.

Fiquei na pista, próximo ao palco, e cheguei cedo ao evento. Como abertura, tinha um telão com várias músicas de cantores consagrados como Lulu Santos e Rita Lee, tem "esquenta" melhor? haha

O palco era bem simples, bem simples mesmo, mas correto a proposta do show. A cenografia é do  Batman Zavarese e a luz é assinada por Samuel Bets. (fonte: Paula Toller na Hangar)
Era umas onze horas (tinha me desligado do celular) quando a Paula subiu no palco e me assustei com a beleza dela. Ela tem mais de cinquenta anos, mas não parece que tem nem quarenta. Sem contar sua disposição no palco, chegou jogado água nos músicos e pulando com o clássico "Fixação".

Super divertida e educada, cantou clássicos de sua carreira e músicas novas do seu excelente CD transbordada, cantou uma música interpretada pela Rita Lee na época dos mutantes "Ando meio desligado", "Deixa a vibe te levar - don't you worry bout a thing" do Stevie Wonder e "Céu Azul"do Charlie Brown Jr."

Além de linda, simpática, educada (muito educada mesmo), estava super bem vestida e graciosa, usava como figurino um terninho rosa com uma blusa branca com brilhos. Dançava no palco, conversava com o público, fez piada, quase levou um tombo haha mas não deixou se abater. Agradeceu ao público, pois, é a primeira vez que o show da turnê foi realizado numa casa de show e não no teatro (e ela estava feliz com o resultado). Fez o povo pular, cantar, gritar, dançar e se emocionar. 

Na hora do bis, ela comunica a todos que o show acabou e que a partir dali, começaria a zoeira. Achei meigo o jeito como ela ao apresentar os seus músicos e o respeito com o Liminha, produtor musical e um dos maiores compositores do Brasil, que estava acompanhando ela na turnê. 

Quando ela despediu-se do público tecendo mil agradecimentos, bateu uma selfie do palco e o povo começou a cantar "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda".

Sobre as músicas cantadas: (Não necessariamente nessa ordem) além das músicas já citadas, cantou Oito anos, Eu tive um sonho, A Fórmula do amor, Como eu quero, Nada sei, Lágrimas e chuva, Grand Hotel, Os outros, Educação sentimental 2, Te amo pra sempre, Calma aí, entre outras.

Enfim, show maravilhoso. Quem tiver oportunidade de ir a um show dela, vale muito a pena.

2 de mar de 2018

Resenha: Série Napolitana - Elena Ferrante

11:00 2 Comments
A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica, História da menina perdida.













Já citei algumas vezes Elena Ferrante aqui no blog. Mas, ainda não tive a oportunidade de falar sobre algum livro dela. E hoje, falarei sobre a tetralogia napolitana, composta de quatro volumes "A amiga genial, História do novo sobrenome,história de quem foge e de quem fica e História da menina perdida". Fiquem tranquilos que não haverá spoiler.

Elena Ferrante é um pseudônimo de uma tradutora italiana. Considerada, uma das maiores autoras da Itália, sendo, talvez superada apenas por Umberto Eco, isso em termos comerciais é muito significativo. No Brasil, ficou conhecida pelo livro Dias de abandono, que é excelente. 

Dias de abandono conta a história de Olga, uma mulher abandonada pelo marido. Uma história que muitos dizer ser autobiográfica. Por isso, dizemos que o pseudônimo Elena Ferrante é uma mulher.  

Em Dias de abandono, Elena usa de uma linguagem crua e muito realista para criar suas personagens. Sabe aquele tipo de personagem, que conhecemos em algum lugar por ser tão real?. E isso acontece nesses livros também. 

A história se passa numa Nápoles dos anos 50, pobre, super povoada e com uma caracteristica peculiar: Os abusos. 

Abusos de todo tipo, violência diária em casa, com os vizinhos,etc. É uma aflição ver a descrição dessa cidade. Nesse contexto de violências, surge ao decorrer da história movimentos comunistas que tentam frear a ideia fascista de Mussolini, que toma forma novamente no país europeu. 

Aliados a isso, temos personagens críveis e situações que podem acontecer conosco. O livro é narrado em primeira pessoa por Lenu, que no primeiro capítulo do A Amiga genial,já idosa, descobre que sua amiga Lila desaparece sem deixar vestígios. A partir daí, começa então o livro de memórias sobre a amizade dessas duas e seus relacionamentos. Portanto, um livro de formação. Pois, contará a história dessas amigas da infância até a velhice.

Lenu, a narradora da história é uma menina super inteligente e dedicada. Que apesar da pobreza da família consegue estudar e dedicar seu tempo a leitura. Na primeira infância ela conhece Lila, uma menina diferente, que sofre com um pai violento e relações nada simples.

A amizade das duas é permeada de inveja e aquele desejo de superar a outra em seu talento. Uma amizade um tanto abusiva, mas recheada de significado. Lenu, sempre tem uma necessidade de superar Lila e Lila sempre tem a necessidade de rebaixar a Lenu. Não são personagens unidimensionais, mas personagens de várias camadas que ao longo da história vão se desenvolvendo.

Enfim, tenho medo de contar mais e acabar dando spoiler. Mas Elena Ferrante, é aquela autora que precisa ser lida e discutida na sociedade. E essa série, é uma das melhores já escritas. 





14 de fev de 2018

Desfile da escola de samba Tuiuti

17:01 1 Comments
Oi, pessoinhas! Que saudade eu tava de postar aqui, hein? Mas é tanta coisa, faculdade voltou, eu to trabalhando fixo, uma loucura. Eu já tinha um post programado, que era sobre Tipos de Fic, uma tag que está bombando no twitter e nas redes sociais com memes das loucuras que ocorrem no mundo das fanfics, só que esse post vai ter que ser adiado por um assunto um pouco mais sério e mais polêmico: o desfile da escola de samba da Paraíso do Tuiuti.

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Eu tinha visto um vídeo de 5 minutos no facebook, onde aparecem pessoas vestidas com camisetas da seleção da CBF fazendo protestos e batendo panelas, o famoso "panelaço", mas fantoches manipulavam os braços dessas pessoas. Em cima de um dos carros de alegoria, havia um vampirão vulgo Temer com uma faixa presidencial. Só aquilo foi o suficiente pra causar um rebuliço nas redes sociais, e entre os assuntos mais comentados do mundo. Decidi procurar o desfile completo no youtube, e logo de início não conseguia despregar os olhos da tela.

Vemos alguns negros na comissão de frente apanhando por um capataz, que por sinal, também era negro, e de acordo com os comentaristas, era muito comum na época dos escravos os capatazes serem negros. São cenas impecáveis, que mostram uma história marcada por sofrimento, torturas, mortes, escravidão. São várias alas que contam  desde a 1ª civilização, como eram os escravos, e vai passando pelo mundo todo: ásia, europa, etc, foi uma verdadeira aula de história, com coisas que eu nem sabia, pois não tinha estudado na escola.

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Quando volta de novo para o Brasil, na abolição da escravatura com a lei áurea, vem até o questionamento: essa lei, que o Brasil foi um dos últimos a assinar, de fato libertou os escravos? Então por que eles tiveram que se refugiar nas favelas, e continuavam sofrendo, sem alimentação, sem direito a moradia, como se fossem animais de rua?

Não foi um samba-enredo que tocava ali, era um hino. Mostrando que a séculos, o ser humano tem a mania de se achar superior ao outro por conta de cor de pele, raça, credo. Escravizando, maltratando, e até mesmo atualmente isso ainda ocorre, incluindo no setor de costura, onde ocorre muito trabalho escravo, inclusive de crianças.

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E o que o Temer está fazendo, mexendo com a CLT, alterando os direitos do trabalhador, será que isso também não seria uma forma de tirania, onde alguém lá de cima tenta prejudicar os que estão por baixo? Fica aqui o questionamento. Pode até não ganhar, mas espero que desfile de novo entre as campeãs, pois esse desfilem, vale a pena ser visto

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?


Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou, preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação

12 de fev de 2018

Romance - Underdogs

11:00 0 Comments

Hey  minna

SK quem vos fala.

Eu tenho estado, além de tudo, bastante apreensivo ultimamente. Hora ou outra, num intervalo do trabalho, almoço ou faculdade eu leio os comentários e tento interagir de alguma forma com vocês e desde minha última postagem (Análise - A origem do herdeiro) me vem crescendo a ideia de que eu sou realmente um velho birrento que não está satisfeito com nada, por isso, inicio minha postagem com uma indagação. Será realmente que eu sou um velho chato ou será que nossos padrões estão baixando de nível? Ora, eu ando pó ai na internet e o que mais velho nos grupos de leituras são romances eróticos ou adultos bombando na net, já li alguns, não consegui terminar, não me entendam mal, só que se trata de uma linguagem obvia com desfechos demasiadamente simples, a musica que ouvimos não nos fala nada, o que lemos na internet é apenas para passar tempo... Enfim... Não estou aqui para criticar negativamente ninguém o que sempre espero fazer seja com meus amigos ou apenas pessoas que conheço, é instigar coisas corriqueiras que nos levam ao limbo do mundo da ignorância e do conformismo... Espero que entendam o velho SK.

Eu nem vou usar riscos nas palavras desta vez, para verem quão sério eu estou. HAHAHA.

Eu não sei se perceberam, mas eu sou amante da literatura fantástica Literatura fantástica - As brumas de Avalon. Entretanto vou ser um pouco contraditório em relação ao explicado acima e falar um pouco sobre um romance simplista, mas que me chamou muita atenção. O romance Underdogs escrito por Markus Zusak que ficou muito conhecido pela obra A garota que roubava livros titulo que eu nunca tive curiosidades de ler. 

Em português não tem titulo oficial, pois  está publicado em trilogia com os dois primeiros volumes publicados pela Bertrand Brasil e o último pela Intrínseca intitulados, respectivamente, de O azarão, Bom de Briga e A garota que eu quero.



Essa foi a primeira trilogia que eu li do final para o começo, está escrito em primeira pessoa e narra a vida pelos olhos de Cameron Wolfe filho mais novo de uma família classe baixa e que vive na sombra de seus irmãos. O que mais me chamou a atenção na trilogia foram os sonhos e poemas narrados pelo garoto a cada vez que termina o capitulo. Cameron almeja ajudar sua ser tão ´bem sucedido´ quanto seu irmão Steve ou tão popular como seu irmão Rube, a narração é simples e o publico alvos são adolescentes e vejam só, o velho rabugento leu uma coisa dessas, quando estamos preenchidos por mundos fantásticos, leituras políticas e sociais uma leitura leve como essa é bastante prazerosa.
´Lixo`, `perdedor´, ´fome´, se eu pudesse definir a trilogia em três palavras seriam essas. Cameron como todo adolescente começa suas narrações numa espécie de sentimento depressivo que percorre ate certo ponto da narração e, logo se transforma em algo a mais,o desejo de mudança de fazer sua própria diferença. Ao final da leitura, apesar de clichê, seu irmão Rube, a quem ele tanto venera lhe diz as palavras que  opinião pessoal certamente aliviam a alma de Cameron e o faz chorar, assim como certamente alivia nossas expectativas e nos deixa satisfeito com a obra.
Os principais traços da obra que me encantou foi a sutileza em determinadas situações e a linguagem de ´moleque´ dos irmãos. Ler Underdogs é sentir a adolescência novamente e na forma mais completa.


29 de jan de 2018

Como vender e comprar livros pela internet

11:00 10 Comments
Sempre tive um sonho: o de ter uma biblioteca enorme cheia de livros. Mas livros eram caros pra mim, então a cada um que eu recebia, guardava com amor. Fui crescendo, juntando alguns, até ter algumas dezenas de livros e fazendo minha coleção. Só que chega um momento em que você precisa de dinheiro, não está com muito tempo ou disposição para ler aqueles livros e vem a ideia de vendê-los.

Não é fácil, até alguns anos atrás eu JAMAIS faria isso, não tinha coragem. Só que o bolso aperta, e decidi pegar alguns que eu nem lia mesmo, estava lá só mofando na estante, fiz até post aqui no blog sobre isso:



Minha maior dificuldade foi que 1: eu não queria me desfazer dos livros e 2: não sabia como vender. Passou-se alguns meses, procurei me empenhar mais e fui aprendendo, já vendi alguns livros e foi ficando tranquilo.



O face é uma excelente ferramenta, tanto para comprar como para vender. Grupos voltados a literatura são ótimos porque ali tem muito leitor, ou seja, muitos potenciais compradores. Tem grupos específicos pra isso, pra venda mesmo, e recomendo tirar uma foto de cada livro e uma foto com todos s livros juntos, pois isso chama maior atenção.

De preferência, faça uma breve descrição de cada livro, diga como está o estado do livro, se é novo, seminovo, se já viu dias melhores: não adianta vender um livro falando que ele está em ótimas condições e enviar só a carcaça, ninguém gosta de ser feito de idiota.

Os preços precisam estar em conta: se você vende no mesmo preço que a loja que tem um novinho, por que vão querer comprar de você? 

O frete fica por conta de quem compra o livro, e isso tem que ficar claro: ele vai pagar o valor do livro e o envio. 


Imagem relacionada

Dependendo do livro, vale a pena enviar pelo Registro Módico, que é um serviço disponibilizado pelos Correios que possibilita o envio exclusivamente de livros e materiais didáticos por um preço bastante econômico. Dependendo do peso do livro, poderia custar R$ 8,00 independente da distância pra qual vai enviar. O problema é que essa modalidade seria tipo, enviar por papel pardo, o que poderia fazer com que o livro chegasse amassado ao seu destino: só use se for enviar poucos livros e envolva eles com plástico bolha.

Outra forma de entrega é combinar com a pessoa de se encontrarem em alguma estação de trem e metrô, um terminal de ônibus, etc, algum lugar movimentado: isso acontece quando moram na mesma cidade.

Vou deixar pra vocês alguns links de grupos:


E queria convidar todo mundo pra assinar a revista Jovem Geek: uma revista online e gratuita voltada ao público nerd que fala sobre livros, séries, filmes, animes, etc.

24 de jan de 2018

Resenha: O Sorriso da hiena - Gustavo Ávila.

11:00 9 Comments
Editora: Verus, 304 páginas.
Confesso que está sendo difícil fazer um post sobre esse livro. De tão surpreendente que foi para mim. Comecei a leitura do livro para dar uma pausa da leitura da Série napolitana  da Elena Ferrante e meu Deus, eu deveria ter lido o livro antes. 

Depois de várias indicações de pessoas bacanas, resolvi encarar esse livro nacional e acredito, que é o primeiro livro do autor Gustavo Ávila.

E QUE LIVRO.

Esse livro é um thriller que vai muito além de uma história de investigação criminal. O autor consegue alinhar elementos da psicologia e elementos atinentes a ética. 

O vilão da história passou na sua infância por um evento traumático, viu seus pais assassinados por um motivo fútil e torpe, porém, convincente. Depois de 24 anos, assassinatos semelhantes começam a acontecer na cidade e nas suas redondezas. 

Com isso, o detetive Artur começa a investigar os crimes. Artur é um personagem peculiar, portador da síndrome de Asperger. Possuindo, portanto, características comuns a doença, como inabilidade nas interações sociais e interesse em saber tudo detalhadamente. Dando assim ao personagem um pouco de humor sem parecer ofensivo. O autor consegue falar da doença de maneira sutil. (tem o detalhe do cigarro haha quem ler, vai entender).

Aliado a isso, a polícia pede o auxílio de Willian para tentar ajudar as crianças que viram seus pais brutalmente assassinados. Willian é psicólogo, e em sua tese de doutorado dissertou sobre o desenvolvimento dos adultos quando passam por traumas na infância. 

Esse é o diferencial da história.

O personagem do psicólogo começa a envolver-se com as crianças vítimas de forma indireta dos assassinatos e em determinado ponto da história começa a se envolver com o assassino. Já que para Willian as mortes teriam um interesse maior para a ciência, pois, a partir da morte dos pais e do trauma da vida das crianças, Willian conseguiria aprimorar sua tese sobre adultos que tiveram traumas em sua infância.

Assim, o assassino matava suas vítimas (pais de família) para que o psicólogo desenvolvesse sua tese com as crianças órfãs, na prática. E de quebra, ajudaria o próprio assassino a descobrir se o trauma da morte dos pais, o tornou um monstro.Um estudo de caso, literalmente.
 
A cada capítulo eu ficava sem fôlego.E era quase impossível largar o livro.

Esse livro poderia ser certamente usado num trabalho de conclusão de curso em psicologia ou direito e poderia virar uma série, de acordo com a sinopse do site da loja (comprei em E-book), os direitos do livro foram comprados pela Rede Globo.
E realmente, a história daria uma ótima adaptação.

Além da questão da ética, o livro aborda outras questões relevantes, como o sucateamento da polícia e pra mim o mais importante, a relação dos menores infratores internados em estabelecimentos prisionais com a falta de empatia dos profissionais e também, a falta de perspectivas na vida dos menores que por 'n' motivos cometeram algum crime. O autor aborda o tema sensível e polêmico de forma sincera e coerente.

A homofobia, também, é abordado no livro. Porém, de forma leve. Mas ao meu ver um erro do autor. Um casal homoafetivo adota uma criança, o erro, foi sobre a 'desinformação' em relação ao processo de adoção.

Na história é mencionando um júri. Instituto usado, apenas, em casos de crimes dolosos contra a vida, como exemplo, homicídio. Ou seja, não se aplica a casos de adoção de menores. Mas tirando isso, o livro é redondo. Perfeito. Personagens muito bem introduzidos. Eu me importava com todos (até com o assassino hahaha), e o título faz jus ao livro. (Sem contar as subtramas. Tem uma envolvendo a máscara que o assassino usa, que é sensacional).

É um livro muito bem escrito e bem desenvolvido. E eu gostei do final (lembrou-me, o filme argentino O segredo do seus olhos), não esperem nada muito rocambolesco. O final é muito real, crível e justo (na medida do possível). Como diria Maquiavel "os fins justificam os meios".

Conclusão: Quero ler tudo que o Gustavo escrever hahaha.  
  





19 de jan de 2018

Análise: A origem do herdeiro

13:14 25 Comments
Ohayo Minna!!!

SK quem vos fala, primeiramente desculpa pelo atraso eu estava chorando o dia todo.

Estou aqui para falar de algo que me deixou muito empolgado  nos últimos dias o lançamento de: Voldemort: A origem do herdeiro.

Cena de divulgação do filme
O nome já é autossugestivo, o filme fala sobre a vida dos herdeiros das 4 casas de Hogwarts, dentre eles o protgonista Tom Riddle,  e, depois do sucesso de jogos mortais, feitos por dois cineastas recém graduados e pobres eu já estava sentindo o sucesso e a excitação da mais aclamada serie das últimas décadas. 


Quem não se lembra do pequeno Potter? O curta (ou seria longa?) está disponível no youtube no canal TRYANGLE FILMS e tem como enredo mostrar o passado da vida daquele que não deve ser nomeado. Eu passei quase uma semana para conseguir assistir o filme até fiz hora extra no trabalho para conseguir uma folguinha nessa quinta. E, finalmente, quando sento em meu sofá me deparo com uma das coisas que quase me fizeram chorar de tristeza. Acontece que eu como a metade das pessoas que são ou foram vidradas em cinema sou muito fã da saga Harry Potter, até tinha um dos livros mas emprestei a um aluno que o aparatou para sempre, então fiquei só chupando dedo e tudo que vi foram os filmes são ossos do oficio.

Estou realmente começando a achar que sou exigente demais não é a toa que estou solteiro aos 21. Eu tentei durante todo o filme lembrar que é um fan made, mesmo assim eu não consegui disfarçar a tristeza. O figurino estava descontextualizado, muito vivo para o século XIX e muito vibe segunda guerra mundial, não consegui enxergar a terra dos bruxos em momento algum a trama. Os bruxos não pareciam realmente bruxos, até ai ok eu não ligo muito para figurino.

O que importa é a história! São infinitas possibilidades e eles optaram por fazer uma narração que agora esqueci o termo ´indireta´ a história de Tom Riddle narrada pela herdeira de Grifinória enquanto foi raptada pelos soviéticos, ok! Pelo menos ela nos contará um intrigante mistério de um personagem excepcional. Foram 52 minutos de narração que quase me fizeram dormir 10 FUCKING vezes. Eu realmente não gosto de relembrar o show de nadas que o filme foi. Nada de universo Harry Potter, nada de história de Tom Riddle, nada de interligação entre as partes do filme.

Não gosto de falar sobre a narrativa em si, pois, meu objetivo aqui é instiga-los enquanto dou pitacos pessoais. Se há algo de bom que posso falar sobre o filme é a atuação de Stefano Rossi como Tom Riddle
Stefano Rossi que interpreta Tom Riddle
toda vez que ele entrava em cena eu me animava e esperava um desfecho digno para a trama mas, logo ele desaparecia e voltávamos a descontextualizada cena de Grisha (herdeira de Grifinória) nos contado sobre Tom. A obra do todo não é tão ruim, o único problema, na minha concepção, foi falta daquela sensação de estar num mundo fantástico, que é a essência de Harry Potter, eu tentaria justificar isso a falta de verba, mas não consigo pensa no que pode ter causado a trama embolada.


Ademais, gostaria de deixa-los(as) com um poema:



17 de jan de 2018

Mude o visual do seu blog!

11:00 4 Comments
Como blogueiros, a gente sabe que algumas coisas contam e muito na hora de cuidar do blog. Precisamos ter cuidado na escolha do conteúdo, verificar a ortografia e coesão das postagens, ver as imagens que estarão inseridas nela. E é claro, o visual, pois é a porta de entrada dos usuários.

Eu costumo visitar muitos blogs, e além de ter uma visão como uma leitora normal, gosto de analisar de uma forma mais técnica, e apesar de encontrar muitos blogs e sites maravilhosos, encontro alguns que por mais que tenham um ótimo conteúdo, peca e muito no visual.

Já cheguei a entrar em sites que não dava para ler os comentários direito porque a cor do fundo entra em contraste direto com a cor das palavras. Pior que isso é  quando você nem consegue ler a postagem, os gadgets (elementos que ficam na lateral do post) tudo mal posicionado, as cores muito fortes. Ou seja, um desastre.

Imagem relacionada


Então eu vou dar algumas dicas pra vocês se atentarem ao visual e anunciar uma super promoção, para quem estver interessado em dar aquele UP no blog:

A cor de fundo combina com a cor de texto?

Parece meio óbvio, mas volta e meia me deparo com um blog ou site que é quase impossível de ler. Fico até com raiva quando a postagem é interessante, quero ler MAS O FUNDO NÃO DEIXA. Sério, tomem cuidado com isso. Às vezes, é um enfeite que você coloca que ferra com a leitura do usuário. E vale lembrar que as pessoas podem acessar seu canal pelo computador, notebook, celular, ou seja, precisa ser responsivo, que significa se adaptar a qualquer aparelho, e dessa forma, o leitor consegue ler de boa o conteúdo.

A página inicial possui matérias encurtadas?

Olha, me desculpa se você é um dos que deixam sua página inicial com os posts inteiros, mas acho isso desnecessário e irritante. O ideal é que todas as suas postagens estejam encurtadas, ou seja, com o título, uma imagem, uma breve descrição do post e com o botão Ler Mais ou Continue Lendo. Isso porque quando o usuário visita seu site, ele quer dar uma olhada geral no que ele tem, nas postagens, e escolher qual o agrada mais para fazer a leitura. Perdi a conta de quantas vezes entrei num blog e tive que ficar descendo toda vida até achar o post que eu queria, porque a pessoa deixava O POST INTEIRO tudo lá, na página inicial.

Seus gadgets estão arrumados?

Gadgets é aquilo que você coloca no seu blog, como por exemplo botão de seguidores, banner dos parceiros, postagens recentes, etc. É o que fica nas laterais do seu blog, e na maioria dos casos, mesmo que a pessoa clique em um post, ela continua vendo esses gadgets. Mas infelizmente tem muito blog que não personaliza isso, vai jogando um monte de coisas ali e e dá a impressão de que aquele blog é desorganizado, já peguei gadget que entrou na postagem (nem me pergunte). É como deixar a cozinha arrumada, mas a pia ta cheia de louça e toda suja: não colabora para o visual ne? Portanto, deixe os gadgets arrumados.


E se você não manja de HTML ou CSS, não sabe como personalizar se blog mas quer melhorar o visual, entre em contato com a Dosantos Designer, empresa de criação de sites. E eles estão com uma promoção bem bacana essa semana: você escolhe um dos modelos de templates que existem, e eles instalam e personalizam no seu blog por apenas R$ 49,99! Isso mesmo, por cinquentinha você dá aquela repaginada no seu blog, mas essa promoção é válida só até o dia 21 hein? E a primeira pessoa que confirmar a compra leva por R$ 39,99!


Basta entrar em contato na página facebook.com/dosantosdesigner e fazer seu pedido. E vocês, o que acham do visual dos blogs?




15 de jan de 2018

Prêmio: Piores leituras de 2017.

11:00 7 Comments
Já fiz para o blog uma resenha sobre O conto da Aia, sobre o O protagonismo feminino, fiz um especial de natal sobre Um conto de natal e a recente, Ensaio sobre a cegueira. E nem cheguei a me apresentar para vocês...Quanta falta de indelicadeza (perdão mãe).

Me chamo Marcos, sou advogado, moro em Santa Catarina e leio muito. Muito mesmo. Tenho mais duas resenhas em mente (de livros terminados recentemente) e quero trazer uma série de posts sobre e-Reader (leitor de Ebooks),pois, quando ganhei meu Kindle de presente de formatura, o número de livros lidos aumentou em quase 50%. Livros que não leria por causa do preço ou simplesmente por não existir edição no Brasil (nem em sebos), agora me é possível por causa do meu e-Reader.

Com isso, li muita coisa boa em 2017. Como bom libriano não saberia lhes dizer qual minha leitura predileta, mas encarei alguns preconceitos, conheci novos autores (como Mia Couto) e conheci novos universos. Porém, como nem tudo é perfeito, teve umas pedras no meio ao meu bom caminho de leitura. E por isso, resolvi fazer esse post.
Quero ressaltar, que essa não é uma resenha. É apenas uma lista com minhas opiniões. Vocês tem o direito de discordarem das minhas sugestões (até gosto disso haha) e podem usar os comentários para também, compartilhar suas decepções literárias no ano de 2017.

Não pretendo com isso ofender ninguém e nem dizer que você não possa gostar do livro. Tenho consciência que cada leitor tem sua experiência de vida e muita das vezes, o que é horrível para mim pode ser maravilhoso para você (o que seria do rosa, se todos só gostassem do azul, né?).

Então, com vocês a primeira edição (eu acho) do PRÊMIO PIORES LEITURAS DO ANO.
PS: Eu procurei por as capas das minhas edições.

  Categoria:  Livro 'Menos pior'.

Macbeth - William Shakespeare: Primeiramente quero dizer, que não tem problema você não gostar de um clássico. Isso não te torna uma pessoa pior ou melhor que ninguém, ou menos "culta".

Esse ano tive leituras maravilhosas de clássicos de Nelson Rodrigues, Dias Gomes, Machado, Eça de Queiroz, Honoré de Balzac, Homero, entre outros. Mas Shakespeare não me desce. Desculpas mundo. Sei que ele é o maior romancista inglês e seus livros são importantíssimos. 
Porém não gosto (tenho que tratar isso na terapia).
Dele eu já li Romeu e Julieta (blé), O soporífero Sonho de uma noite de verão (esse eu não terminei) e o maravilhoso Hamlet. (esse eu gostei).

A escrita dele não me prende. Não tem jeito. E acho muito mirabolante as situações que os personagens passam. O livro vai contar a história de Macbeth um general do exército, bem poderosa a menina, que encontra três bruxas (viu, por isso que não gosto dele. Não esperava encontrar elementos fantásticos aqui), as bruxas fazem umas previsões para sua vida, e uma delas, é que ele seria rei. Ele manipulado por sua esposa, conspira para a morte do rei e para que ele possa assumir o trono. Daí o começa o entrevero. Esse livro  me deixou com tédio. E logo, que o terminei, fui ler "O retrato de Dorian Gray" do também inglês Oscar Wilde e que também, possui elementos fantásticos. Mas diferente de "Macbeth", é um livro que me prendeu.

Categoria: Era para chorar, mas dormi (ou quase).
Vinhas da Ira - John Steinbeck - Esse livro foi triste. Criei muita expectativa (muita mesmo). Pensei que ia chorar horrores. Estava crente que iria entrar em coma por desidratação causado pelo meu choro. Mas nekas de pitibirba.

O livro não é ruim. Longe disso, é bem escrito, os capítulos menores são excelentes. O difícil é não dormir com os longos capítulos que falam sobre a história dessa família, a qual, eu não me importava nenhum pouco. Queria muito que todos morressem da forma mais trágica possível e isso nem me doeu a consciência.

O livro vai contar a história da família Joad que saem de sua fazenda em busca de uma vida melhor na Califórnia. A região onde eles moravam estavam passando por uma estiagem, e os bancos, queriam tomar a terra dos pequenos agricultores. Sem contar é claro, da crise que o EUA passava na época. A parte da crise eu gosto, pois é muito bem retratado. Mas para aí.

A história é cruel. É um livro muito sujo, as situações são tenebrosas. E mostra um povo muito cruel com essa pessoas que queriam "refugiar-se" na Califórnia. Mas é um livro chato, morno, não me comoveu. As crianças dessa história, meu pai do céu, que crianças insuportáveis. Já em contrapartida, li em seguida, O Quinze da Rachel de Queiroz. 

Primeira obra que li da Rachel. E QUE LIVRO MARAVILHOSO. É praticamente a mesma temática, mas se passa no Brasil, durante a seca de 1915 no Nordeste. No caso, os nordestinos fugiam da triste situação indo para São Paulo e para o Norte do país. Livro lindo. Tem uma cena que envolve aipim (macaxeira, mandioca) que é de cortar o coração. Recomendo esse livro.


Categoria: Li só por causa do título.

A Elegância do ouriço - Muriel Barbey: Durante muito tempo esse livro teve um hype. E juro que não entendi o motivo disso. Li esse livro por causa do título e apenas o título me agradou (tá, confesso, gosto das personagens).

A história se passa num edifício luxuoso em Paris. Nesse prédio vamos conhecer Paloma, uma pobre menina rica, que apesar da família rica, tem problemas existenciais. No inicio do livro, ela pretende cometer suicídio e atear fogo no seu apartamento. Até que ela começa a se envolver com a zeladora a Renée (os capítulos são intercalados). 

As duas desenvolvem uma amizade e vão aprontar várias travessuras (bem sessão tarde). Só que não. O livro é bem chatinho. E tem o lance da filosofia (revirando os olhos). Eu odeio quando um livro de ficção tenta por filosofia e lições de moral no meio (meus olhos estão revirando novamente). 

ODEIO. 

Quando eu quero ler sobre filosofia, eu pego e leio, um LIVRO DE FILOSOFIA. Além disso, a embuste da Renéé conta o final de um livro que eu estava lendo (nem me importo com esse tipo de spoiler, mas aumentou meu ranço com a livro).


Categoria: Fui feito de trouxa.

O guia do mochileiro das galáxias/O restaurante no fim do universo/ a vida, o universo e tudo mais - Douglas Adams: Essa é uma série de cinco livros. Três eu li em 2017. Os restantes serão lido em 2018 ( o volume 4 eu gostei, mas o cinco, 'tá osso')

Tem uma continuação feita depois da morte do autor, mas né, o fato de no meio da história aparecer um colchão falante (DO N A D A), me impede de ir atrás da continuação feita por outro autor.

Esse livro me fez muito de trouxa. MUITO MESMO. Todo mundo que leu esse livro amou. E a sinopse na quarta capa desses livros são pura propaganda enganosa (parecem escritas por fãs da série).

Em nenhum momento consegui achar genial a obra desse cara. Sinceramente.
Além de umas histórias sem sentido algum, sem nexo, sem pé nem cabeça e de personagens pessimamente desenvolvidos (do nada, aparece um personagem novo), o autor do livro (que certamente tomou chá de cogumelo para escrevê-los), inventava umas saídas idiotas para os personagem.

No livro de número quatro, Até mais e obrigado pelos peixes (lido em 2018), apesar de ter me agradado, NÃO TEM SENTIDO ALGUM. Sério gente, não estou exagerando.Contradiz, o escrito nos outros livros.

E outra coisa, eu pensava que era um livro infantil ou ay, mas, longe disso. É bem adulto. Pior ficção científica que já li. (Mirou no maravilhoso "Alice, no país das maravilhas" e errou feio. Errou rude).


MEDALHA DE BRONZE.

Categoria: O assunto é importante, mas tá tudo errado.

 Os 13 porquês - Jay Ashe: Tenho o E-book desse livro desde o lançamento aqui no Brasil, mas só li em 2017 por causa da série. Série que eu não assisti, por não ter gostado do livro.

A principio, minha edição tinha 155 erros ortográficos (sim, eu contei, tenho virgem em meu mapa astral), isso já minou a história para mim. E depois, meu Deus, que livro enfadonho. 

A história todo mundo já conhece, a personagem principal do livro comete um suicídio e antes de morrer, manda várias fitas cassetes para as pessoas que causaram algum dano. 

Já de inicio eu detestei a menina que comete suicídio. Achei ela insuportável.
Mas relevei. 
Lendo o livro percebi que o suicídio  da menina o tempo todo é considerado como ato heroico. Gente, não. 

Suicídio é coisa séria, principalmente, na adolescência onde o índice de mortes é gigante. Achei que o tema foi tratado de forma insossa e precária pelo autor com apenas o intuito de emocionar, mas que ele não tinha preocupação nenhuma com os adolescentes (principal alvo do livro) que estariam lendo o livro. O tempo todo o ato da menina é mostrado como o único jeito de acabar com a tristeza dela. Outra coisa que me irritou, foi ela simplesmente acusando Deus e o mundo, e nunca puxando para si a responsabilidade.

PODE SER SPOILER:  Num determinado momento do livro ela se indigna com o professor da escola dela por não ter visto nela sinais de depressão. 
Oi? Como assim? 
O livro quer mostrar que o suicídio e a depressão vem em um determinado modelo, foi isso o que senti lendo isso. Existem vários níveis de depressão, cada pessoa representa de uma forma a doença. Ou seja, é muito difícil de cara ou em uma simples conversa você perceber que a pessoa está com depressão ou tendências suicidas (a personagem queria que todos tivessem uma bola de cristal). Para isso que tem os profissionais, que levam várias sessões até diagnosticar .

Achei um livro fraco, mal escrito, a personagem principal não me passou veracidade e parece que estava triunfando sobre a sua escolha de tirar a própria vida.

Sem contar, a história das fitas cassetes, mais um estereótipo que diz "quem comete suicídio deixa cartinha". Livro dispensável e muito ruim. 

Caso, você esteja passando por isso ou conheça alguém que esteja pensando em suicídio ou em se cortar, existe o Centro de valorização a vida (CVV), o número deles é 141, o CVV é um grupo de voluntários que aconselham pessoas a não cometer suicídio. Um trabalho lindo e importantíssimo. 

O suicídio é um tabu e que precisa ser quebrado. Recomendo a vocês, uma leitura que fala sobre depressão e suicídio, o romance, A redoma de vidro da Sylvia Plath, é considerado um romance autobiográfico, visto que a autora tinha depressão e comete suicídio. Ou seja, um livro mil vezes mais real e verdadeiro. 

MEDALHA DE PRATA.

Categoria: Como eu sofri lendo isso, oh céus.

Entre outubros - Rebecca Dellape: Esse livro foi sofrido para ler. Lia um capítulo por dia com muito custo, meio fazendo leitura dinâmica.

É o único livro nacional contemporâneo que li no ano. É um ay que pai do céu, como foi difícil de terminar.

Esse livro em comprei em 2015 autografado pela autora do livro. Me lembro, que pelo Facebook a menina fazia diversos posts. Inclusive, uma enquete para escolha da capa do livro. A qual, eu votei na capa vencedora.

Mas, voltando, o primeiro ranço do livro é que a história se passa nos EUA com personagens americanos. Sendo que, a autora é brasileira. Mas beleza.

Foco Marcos, vamos falar sobre a maravilhosa história. A menina do livro, sofre um sequestro. E pelo que entendi, se ela não fugisse, possivelmente ela sofreria um estupro. Ela consegue fugir (fuga é plausível) e depois disso, meio que fica famosa. Todavia, ela e a mãe dela, resolvem mudar-se de cidade, pois os sequestradores não foram capturados. A sinopse é muito eletrizante, né?. Mas para por ai. Pois, no livro não acontece NADA.

N A D A.

Tem uma ou duas cenas legais e só. 400 páginas de puro texto verborrágico e chato. No Skoob tem muitas resenhas positivas, provavelmente de pessoas que acompanham a autora pelas redes sociais (pois, a autora é uma pessoal muito engraçada e empoderada), mas o livro......

No meio do livro, aparece uma personagem chamada Rebecca Dellape, sim, o mesmo nome da autora. E a personagem é aquele eterno clichê de menina 'porra louca'. Recheada com frases que nenhum adolescente falaria. O final do livro tem um plot twist que é muito descabido, tive a sensação que a editora obrigou a moça a fazer uma duologia (ou uma trilogia) e ela enfiou um final para dar uma continuidade.

RUFAM OS TAMBORES PARA O TROFÉU DE OURO


 Na categoria Uma sucessão de erros feat DEUS ME DEFENDERAY. Ficou o pedante Número zero do Umberto Eco.

 Foi minha primeira incursão pela literatura de Umberto Eco, por pretender ler "O nome da rosa", que talvez seja o livro mais famoso do italiano.

Mas por pura falta de sorte (e põe falta de sorte), eu decidi ler um livro fino dele (menos de 100 páginas) e por ser o último livro do autor, eu pensei que ia ser genial. Ledo engano.

A trama da história é super confusa e machista. Os personagens são estereotipados a ponto de ser ofensivo.

Vou tentar explicar o enredo: Um jornalista é contratado para trabalhar num jornal. Ele é um jornalista bem medíocre e não teria muitas opções, então aceita a proposta.

O jornal na verdade era um engodo. Pois, o jornal seria usado para chantagear o pessoal da elite. Tipo, oi? É isso mesmo?. Sim, não tem sentido algum.Mas tá, a história vai indo, até que começa a especular que Mussolini está vivo. Sim, O Mussolini, o fascista italiano.

São páginas e páginas sobre carros e temas desnecessários. É uma teoria da conspiração besta e cansativa. Foi uma cruz ler esse livro.

Tenho outros livros do autor e pretendo lê-los, mas sem nenhuma expectativa.

Ufa.
Terminei.
Como foi triste fazer a bendita lista, me lembrei do tempo perdido lendo esses livros.
Senhor, livrai-me, de todo livro ruim.

Desejo a todos vocês só leituras boas em 2018 hahahahha. 

E, quais foram suas piores leituras de 2017?