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14 de fev de 2018

Desfile da escola de samba Tuiuti

17:01 0 Comments
Oi, pessoinhas! Que saudade eu tava de postar aqui, hein? Mas é tanta coisa, faculdade voltou, eu to trabalhando fixo, uma loucura. Eu já tinha um post programado, que era sobre Tipos de Fic, uma tag que está bombando no twitter e nas redes sociais com memes das loucuras que ocorrem no mundo das fanfics, só que esse post vai ter que ser adiado por um assunto um pouco mais sério e mais polêmico: o desfile da escola de samba da Paraíso do Tuiuti.

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Eu tinha visto um vídeo de 5 minutos no facebook, onde aparecem pessoas vestidas com camisetas da seleção da CBF fazendo protestos e batendo panelas, o famoso "panelaço", mas fantoches manipulavam os braços dessas pessoas. Em cima de um dos carros de alegoria, havia um vampirão vulgo Temer com uma faixa presidencial. Só aquilo foi o suficiente pra causar um rebuliço nas redes sociais, e entre os assuntos mais comentados do mundo. Decidi procurar o desfile completo no youtube, e logo de início não conseguia despregar os olhos da tela.

Vemos alguns negros na comissão de frente apanhando por um capataz, que por sinal, também era negro, e de acordo com os comentaristas, era muito comum na época dos escravos os capatazes serem negros. São cenas impecáveis, que mostram uma história marcada por sofrimento, torturas, mortes, escravidão. São várias alas que contam  desde a 1ª civilização, como eram os escravos, e vai passando pelo mundo todo: ásia, europa, etc, foi uma verdadeira aula de história, com coisas que eu nem sabia, pois não tinha estudado na escola.

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Quando volta de novo para o Brasil, na abolição da escravatura com a lei áurea, vem até o questionamento: essa lei, que o Brasil foi um dos últimos a assinar, de fato libertou os escravos? Então por que eles tiveram que se refugiar nas favelas, e continuavam sofrendo, sem alimentação, sem direito a moradia, como se fossem animais de rua?

Não foi um samba-enredo que tocava ali, era um hino. Mostrando que a séculos, o ser humano tem a mania de se achar superior ao outro por conta de cor de pele, raça, credo. Escravizando, maltratando, e até mesmo atualmente isso ainda ocorre, incluindo no setor de costura, onde ocorre muito trabalho escravo, inclusive de crianças.

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E o que o Temer está fazendo, mexendo com a CLT, alterando os direitos do trabalhador, será que isso também não seria uma forma de tirania, onde alguém lá de cima tenta prejudicar os que estão por baixo? Fica aqui o questionamento. Pode até não ganhar, mas espero que desfile de novo entre as campeãs, pois esse desfilem, vale a pena ser visto

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?


Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou, preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação

12 de fev de 2018

Romance - Underdogs

11:00 0 Comments

Hey  minna

SK quem vos fala.

Eu tenho estado, além de tudo, bastante apreensivo ultimamente. Hora ou outra, num intervalo do trabalho, almoço ou faculdade eu leio os comentários e tento interagir de alguma forma com vocês e desde minha última postagem (Análise - A origem do herdeiro) me vem crescendo a ideia de que eu sou realmente um velho birrento que não está satisfeito com nada, por isso, inicio minha postagem com uma indagação. Será realmente que eu sou um velho chato ou será que nossos padrões estão baixando de nível? Ora, eu ando pó ai na internet e o que mais velho nos grupos de leituras são romances eróticos ou adultos bombando na net, já li alguns, não consegui terminar, não me entendam mal, só que se trata de uma linguagem obvia com desfechos demasiadamente simples, a musica que ouvimos não nos fala nada, o que lemos na internet é apenas para passar tempo... Enfim... Não estou aqui para criticar negativamente ninguém o que sempre espero fazer seja com meus amigos ou apenas pessoas que conheço, é instigar coisas corriqueiras que nos levam ao limbo do mundo da ignorância e do conformismo... Espero que entendam o velho SK.

Eu nem vou usar riscos nas palavras desta vez, para verem quão sério eu estou. HAHAHA.

Eu não sei se perceberam, mas eu sou amante da literatura fantástica Literatura fantástica - As brumas de Avalon. Entretanto vou ser um pouco contraditório em relação ao explicado acima e falar um pouco sobre um romance simplista, mas que me chamou muita atenção. O romance Underdogs escrito por Markus Zusak que ficou muito conhecido pela obra A garota que roubava livros titulo que eu nunca tive curiosidades de ler. 

Em português não tem titulo oficial, pois  está publicado em trilogia com os dois primeiros volumes publicados pela Bertrand Brasil e o último pela Intrínseca intitulados, respectivamente, de O azarão, Bom de Briga e A garota que eu quero.



Essa foi a primeira trilogia que eu li do final para o começo, está escrito em primeira pessoa e narra a vida pelos olhos de Cameron Wolfe filho mais novo de uma família classe baixa e que vive na sombra de seus irmãos. O que mais me chamou a atenção na trilogia foram os sonhos e poemas narrados pelo garoto a cada vez que termina o capitulo. Cameron almeja ajudar sua ser tão ´bem sucedido´ quanto seu irmão Steve ou tão popular como seu irmão Rube, a narração é simples e o publico alvos são adolescentes e vejam só, o velho rabugento leu uma coisa dessas, quando estamos preenchidos por mundos fantásticos, leituras políticas e sociais uma leitura leve como essa é bastante prazerosa.
´Lixo`, `perdedor´, ´fome´, se eu pudesse definir a trilogia em três palavras seriam essas. Cameron como todo adolescente começa suas narrações numa espécie de sentimento depressivo que percorre ate certo ponto da narração e, logo se transforma em algo a mais,o desejo de mudança de fazer sua própria diferença. Ao final da leitura, apesar de clichê, seu irmão Rube, a quem ele tanto venera lhe diz as palavras que  opinião pessoal certamente aliviam a alma de Cameron e o faz chorar, assim como certamente alivia nossas expectativas e nos deixa satisfeito com a obra.
Os principais traços da obra que me encantou foi a sutileza em determinadas situações e a linguagem de ´moleque´ dos irmãos. Ler Underdogs é sentir a adolescência novamente e na forma mais completa.


29 de jan de 2018

Como vender e comprar livros pela internet

11:00 7 Comments
Sempre tive um sonho: o de ter uma biblioteca enorme cheia de livros. Mas livros eram caros pra mim, então a cada um que eu recebia, guardava com amor. Fui crescendo, juntando alguns, até ter algumas dezenas de livros e fazendo minha coleção. Só que chega um momento em que você precisa de dinheiro, não está com muito tempo ou disposição para ler aqueles livros e vem a ideia de vendê-los.

Não é fácil, até alguns anos atrás eu JAMAIS faria isso, não tinha coragem. Só que o bolso aperta, e decidi pegar alguns que eu nem lia mesmo, estava lá só mofando na estante, fiz até post aqui no blog sobre isso:



Minha maior dificuldade foi que 1: eu não queria me desfazer dos livros e 2: não sabia como vender. Passou-se alguns meses, procurei me empenhar mais e fui aprendendo, já vendi alguns livros e foi ficando tranquilo.



O face é uma excelente ferramenta, tanto para comprar como para vender. Grupos voltados a literatura são ótimos porque ali tem muito leitor, ou seja, muitos potenciais compradores. Tem grupos específicos pra isso, pra venda mesmo, e recomendo tirar uma foto de cada livro e uma foto com todos s livros juntos, pois isso chama maior atenção.

De preferência, faça uma breve descrição de cada livro, diga como está o estado do livro, se é novo, seminovo, se já viu dias melhores: não adianta vender um livro falando que ele está em ótimas condições e enviar só a carcaça, ninguém gosta de ser feito de idiota.

Os preços precisam estar em conta: se você vende no mesmo preço que a loja que tem um novinho, por que vão querer comprar de você? 

O frete fica por conta de quem compra o livro, e isso tem que ficar claro: ele vai pagar o valor do livro e o envio. 


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Dependendo do livro, vale a pena enviar pelo Registro Módico, que é um serviço disponibilizado pelos Correios que possibilita o envio exclusivamente de livros e materiais didáticos por um preço bastante econômico. Dependendo do peso do livro, poderia custar R$ 8,00 independente da distância pra qual vai enviar. O problema é que essa modalidade seria tipo, enviar por papel pardo, o que poderia fazer com que o livro chegasse amassado ao seu destino: só use se for enviar poucos livros e envolva eles com plástico bolha.

Outra forma de entrega é combinar com a pessoa de se encontrarem em alguma estação de trem e metrô, um terminal de ônibus, etc, algum lugar movimentado: isso acontece quando moram na mesma cidade.

Vou deixar pra vocês alguns links de grupos:


E queria convidar todo mundo pra assinar a revista Jovem Geek: uma revista online e gratuita voltada ao público nerd que fala sobre livros, séries, filmes, animes, etc.

24 de jan de 2018

Resenha: O Sorriso da hiena - Gustavo Ávila.

11:00 8 Comments
Editora: Verus, 304 páginas.
Confesso que está sendo difícil fazer um post sobre esse livro. De tão surpreendente que foi para mim. Comecei a leitura do livro para dar uma pausa da leitura da Série napolitana  da Elena Ferrante e meu Deus, eu deveria ter lido o livro antes. 

Depois de várias indicações de pessoas bacanas, resolvi encarar esse livro nacional e acredito, que é o primeiro livro do autor Gustavo Ávila.

E QUE LIVRO.

Esse livro é um thriller que vai muito além de uma história de investigação criminal. O autor consegue alinhar elementos da psicologia e elementos atinentes a ética. 

O vilão da história passou na sua infância por um evento traumático, viu seus pais assassinados por um motivo fútil e torpe, porém, convincente. Depois de 24 anos, assassinatos semelhantes começam a acontecer na cidade e nas suas redondezas. 

Com isso, o detetive Artur começa a investigar os crimes. Artur é um personagem peculiar, portador da síndrome de Asperger. Possuindo, portanto, características comuns a doença, como inabilidade nas interações sociais e interesse em saber tudo detalhadamente. Dando assim ao personagem um pouco de humor sem parecer ofensivo. O autor consegue falar da doença de maneira sutil. (tem o detalhe do cigarro haha quem ler, vai entender).

Aliado a isso, a polícia pede o auxílio de Willian para tentar ajudar as crianças que viram seus pais brutalmente assassinados. Willian é psicólogo, e em sua tese de doutorado dissertou sobre o desenvolvimento dos adultos quando passam por traumas na infância. 

Esse é o diferencial da história.

O personagem do psicólogo começa a envolver-se com as crianças vítimas de forma indireta dos assassinatos e em determinado ponto da história começa a se envolver com o assassino. Já que para Willian as mortes teriam um interesse maior para a ciência, pois, a partir da morte dos pais e do trauma da vida das crianças, Willian conseguiria aprimorar sua tese sobre adultos que tiveram traumas em sua infância.

Assim, o assassino matava suas vítimas (pais de família) para que o psicólogo desenvolvesse sua tese com as crianças órfãs, na prática. E de quebra, ajudaria o próprio assassino a descobrir se o trauma da morte dos pais, o tornou um monstro.Um estudo de caso, literalmente.
 
A cada capítulo eu ficava sem fôlego.E era quase impossível largar o livro.

Esse livro poderia ser certamente usado num trabalho de conclusão de curso em psicologia ou direito e poderia virar uma série, de acordo com a sinopse do site da loja (comprei em E-book), os direitos do livro foram comprados pela Rede Globo.
E realmente, a história daria uma ótima adaptação.

Além da questão da ética, o livro aborda outras questões relevantes, como o sucateamento da polícia e pra mim o mais importante, a relação dos menores infratores internados em estabelecimentos prisionais com a falta de empatia dos profissionais e também, a falta de perspectivas na vida dos menores que por 'n' motivos cometeram algum crime. O autor aborda o tema sensível e polêmico de forma sincera e coerente.

A homofobia, também, é abordado no livro. Porém, de forma leve. Mas ao meu ver um erro do autor. Um casal homoafetivo adota uma criança, o erro, foi sobre a 'desinformação' em relação ao processo de adoção.

Na história é mencionando um júri. Instituto usado, apenas, em casos de crimes dolosos contra a vida, como exemplo, homicídio. Ou seja, não se aplica a casos de adoção de menores. Mas tirando isso, o livro é redondo. Perfeito. Personagens muito bem introduzidos. Eu me importava com todos (até com o assassino hahaha), e o título faz jus ao livro. (Sem contar as subtramas. Tem uma envolvendo a máscara que o assassino usa, que é sensacional).

É um livro muito bem escrito e bem desenvolvido. E eu gostei do final (lembrou-me, o filme argentino O segredo do seus olhos), não esperem nada muito rocambolesco. O final é muito real, crível e justo (na medida do possível). Como diria Maquiavel "os fins justificam os meios".

Conclusão: Quero ler tudo que o Gustavo escrever hahaha.  
  





19 de jan de 2018

Análise: A origem do herdeiro

13:14 22 Comments
Ohayo Minna!!!

SK quem vos fala, primeiramente desculpa pelo atraso eu estava chorando o dia todo.

Estou aqui para falar de algo que me deixou muito empolgado  nos últimos dias o lançamento de: Voldemort: A origem do herdeiro.

Cena de divulgação do filme
O nome já é autossugestivo, o filme fala sobre a vida dos herdeiros das 4 casas de Hogwarts, dentre eles o protgonista Tom Riddle,  e, depois do sucesso de jogos mortais, feitos por dois cineastas recém graduados e pobres eu já estava sentindo o sucesso e a excitação da mais aclamada serie das últimas décadas. 


Quem não se lembra do pequeno Potter? O curta (ou seria longa?) está disponível no youtube no canal TRYANGLE FILMS e tem como enredo mostrar o passado da vida daquele que não deve ser nomeado. Eu passei quase uma semana para conseguir assistir o filme até fiz hora extra no trabalho para conseguir uma folguinha nessa quinta. E, finalmente, quando sento em meu sofá me deparo com uma das coisas que quase me fizeram chorar de tristeza. Acontece que eu como a metade das pessoas que são ou foram vidradas em cinema sou muito fã da saga Harry Potter, até tinha um dos livros mas emprestei a um aluno que o aparatou para sempre, então fiquei só chupando dedo e tudo que vi foram os filmes são ossos do oficio.

Estou realmente começando a achar que sou exigente demais não é a toa que estou solteiro aos 21. Eu tentei durante todo o filme lembrar que é um fan made, mesmo assim eu não consegui disfarçar a tristeza. O figurino estava descontextualizado, muito vivo para o século XIX e muito vibe segunda guerra mundial, não consegui enxergar a terra dos bruxos em momento algum a trama. Os bruxos não pareciam realmente bruxos, até ai ok eu não ligo muito para figurino.

O que importa é a história! São infinitas possibilidades e eles optaram por fazer uma narração que agora esqueci o termo ´indireta´ a história de Tom Riddle narrada pela herdeira de Grifinória enquanto foi raptada pelos soviéticos, ok! Pelo menos ela nos contará um intrigante mistério de um personagem excepcional. Foram 52 minutos de narração que quase me fizeram dormir 10 FUCKING vezes. Eu realmente não gosto de relembrar o show de nadas que o filme foi. Nada de universo Harry Potter, nada de história de Tom Riddle, nada de interligação entre as partes do filme.

Não gosto de falar sobre a narrativa em si, pois, meu objetivo aqui é instiga-los enquanto dou pitacos pessoais. Se há algo de bom que posso falar sobre o filme é a atuação de Stefano Rossi como Tom Riddle
Stefano Rossi que interpreta Tom Riddle
toda vez que ele entrava em cena eu me animava e esperava um desfecho digno para a trama mas, logo ele desaparecia e voltávamos a descontextualizada cena de Grisha (herdeira de Grifinória) nos contado sobre Tom. A obra do todo não é tão ruim, o único problema, na minha concepção, foi falta daquela sensação de estar num mundo fantástico, que é a essência de Harry Potter, eu tentaria justificar isso a falta de verba, mas não consigo pensa no que pode ter causado a trama embolada.


Ademais, gostaria de deixa-los(as) com um poema:



17 de jan de 2018

Mude o visual do seu blog!

11:00 4 Comments
Como blogueiros, a gente sabe que algumas coisas contam e muito na hora de cuidar do blog. Precisamos ter cuidado na escolha do conteúdo, verificar a ortografia e coesão das postagens, ver as imagens que estarão inseridas nela. E é claro, o visual, pois é a porta de entrada dos usuários.

Eu costumo visitar muitos blogs, e além de ter uma visão como uma leitora normal, gosto de analisar de uma forma mais técnica, e apesar de encontrar muitos blogs e sites maravilhosos, encontro alguns que por mais que tenham um ótimo conteúdo, peca e muito no visual.

Já cheguei a entrar em sites que não dava para ler os comentários direito porque a cor do fundo entra em contraste direto com a cor das palavras. Pior que isso é  quando você nem consegue ler a postagem, os gadgets (elementos que ficam na lateral do post) tudo mal posicionado, as cores muito fortes. Ou seja, um desastre.

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Então eu vou dar algumas dicas pra vocês se atentarem ao visual e anunciar uma super promoção, para quem estver interessado em dar aquele UP no blog:

A cor de fundo combina com a cor de texto?

Parece meio óbvio, mas volta e meia me deparo com um blog ou site que é quase impossível de ler. Fico até com raiva quando a postagem é interessante, quero ler MAS O FUNDO NÃO DEIXA. Sério, tomem cuidado com isso. Às vezes, é um enfeite que você coloca que ferra com a leitura do usuário. E vale lembrar que as pessoas podem acessar seu canal pelo computador, notebook, celular, ou seja, precisa ser responsivo, que significa se adaptar a qualquer aparelho, e dessa forma, o leitor consegue ler de boa o conteúdo.

A página inicial possui matérias encurtadas?

Olha, me desculpa se você é um dos que deixam sua página inicial com os posts inteiros, mas acho isso desnecessário e irritante. O ideal é que todas as suas postagens estejam encurtadas, ou seja, com o título, uma imagem, uma breve descrição do post e com o botão Ler Mais ou Continue Lendo. Isso porque quando o usuário visita seu site, ele quer dar uma olhada geral no que ele tem, nas postagens, e escolher qual o agrada mais para fazer a leitura. Perdi a conta de quantas vezes entrei num blog e tive que ficar descendo toda vida até achar o post que eu queria, porque a pessoa deixava O POST INTEIRO tudo lá, na página inicial.

Seus gadgets estão arrumados?

Gadgets é aquilo que você coloca no seu blog, como por exemplo botão de seguidores, banner dos parceiros, postagens recentes, etc. É o que fica nas laterais do seu blog, e na maioria dos casos, mesmo que a pessoa clique em um post, ela continua vendo esses gadgets. Mas infelizmente tem muito blog que não personaliza isso, vai jogando um monte de coisas ali e e dá a impressão de que aquele blog é desorganizado, já peguei gadget que entrou na postagem (nem me pergunte). É como deixar a cozinha arrumada, mas a pia ta cheia de louça e toda suja: não colabora para o visual ne? Portanto, deixe os gadgets arrumados.


E se você não manja de HTML ou CSS, não sabe como personalizar se blog mas quer melhorar o visual, entre em contato com a Dosantos Designer, empresa de criação de sites. E eles estão com uma promoção bem bacana essa semana: você escolhe um dos modelos de templates que existem, e eles instalam e personalizam no seu blog por apenas R$ 49,99! Isso mesmo, por cinquentinha você dá aquela repaginada no seu blog, mas essa promoção é válida só até o dia 21 hein? E a primeira pessoa que confirmar a compra leva por R$ 39,99!


Basta entrar em contato na página facebook.com/dosantosdesigner e fazer seu pedido. E vocês, o que acham do visual dos blogs?




15 de jan de 2018

Prêmio: Piores leituras de 2017.

11:00 7 Comments
Já fiz para o blog uma resenha sobre O conto da Aia, sobre o O protagonismo feminino, fiz um especial de natal sobre Um conto de natal e a recente, Ensaio sobre a cegueira. E nem cheguei a me apresentar para vocês...Quanta falta de indelicadeza (perdão mãe).

Me chamo Marcos, sou advogado, moro em Santa Catarina e leio muito. Muito mesmo. Tenho mais duas resenhas em mente (de livros terminados recentemente) e quero trazer uma série de posts sobre e-Reader (leitor de Ebooks),pois, quando ganhei meu Kindle de presente de formatura, o número de livros lidos aumentou em quase 50%. Livros que não leria por causa do preço ou simplesmente por não existir edição no Brasil (nem em sebos), agora me é possível por causa do meu e-Reader.

Com isso, li muita coisa boa em 2017. Como bom libriano não saberia lhes dizer qual minha leitura predileta, mas encarei alguns preconceitos, conheci novos autores (como Mia Couto) e conheci novos universos. Porém, como nem tudo é perfeito, teve umas pedras no meio ao meu bom caminho de leitura. E por isso, resolvi fazer esse post.
Quero ressaltar, que essa não é uma resenha. É apenas uma lista com minhas opiniões. Vocês tem o direito de discordarem das minhas sugestões (até gosto disso haha) e podem usar os comentários para também, compartilhar suas decepções literárias no ano de 2017.

Não pretendo com isso ofender ninguém e nem dizer que você não possa gostar do livro. Tenho consciência que cada leitor tem sua experiência de vida e muita das vezes, o que é horrível para mim pode ser maravilhoso para você (o que seria do rosa, se todos só gostassem do azul, né?).

Então, com vocês a primeira edição (eu acho) do PRÊMIO PIORES LEITURAS DO ANO.
PS: Eu procurei por as capas das minhas edições.

  Categoria:  Livro 'Menos pior'.

Macbeth - William Shakespeare: Primeiramente quero dizer, que não tem problema você não gostar de um clássico. Isso não te torna uma pessoa pior ou melhor que ninguém, ou menos "culta".

Esse ano tive leituras maravilhosas de clássicos de Nelson Rodrigues, Dias Gomes, Machado, Eça de Queiroz, Honoré de Balzac, Homero, entre outros. Mas Shakespeare não me desce. Desculpas mundo. Sei que ele é o maior romancista inglês e seus livros são importantíssimos. 
Porém não gosto (tenho que tratar isso na terapia).
Dele eu já li Romeu e Julieta (blé), O soporífero Sonho de uma noite de verão (esse eu não terminei) e o maravilhoso Hamlet. (esse eu gostei).

A escrita dele não me prende. Não tem jeito. E acho muito mirabolante as situações que os personagens passam. O livro vai contar a história de Macbeth um general do exército, bem poderosa a menina, que encontra três bruxas (viu, por isso que não gosto dele. Não esperava encontrar elementos fantásticos aqui), as bruxas fazem umas previsões para sua vida, e uma delas, é que ele seria rei. Ele manipulado por sua esposa, conspira para a morte do rei e para que ele possa assumir o trono. Daí o começa o entrevero. Esse livro  me deixou com tédio. E logo, que o terminei, fui ler "O retrato de Dorian Gray" do também inglês Oscar Wilde e que também, possui elementos fantásticos. Mas diferente de "Macbeth", é um livro que me prendeu.

Categoria: Era para chorar, mas dormi (ou quase).
Vinhas da Ira - John Steinbeck - Esse livro foi triste. Criei muita expectativa (muita mesmo). Pensei que ia chorar horrores. Estava crente que iria entrar em coma por desidratação causado pelo meu choro. Mas nekas de pitibirba.

O livro não é ruim. Longe disso, é bem escrito, os capítulos menores são excelentes. O difícil é não dormir com os longos capítulos que falam sobre a história dessa família, a qual, eu não me importava nenhum pouco. Queria muito que todos morressem da forma mais trágica possível e isso nem me doeu a consciência.

O livro vai contar a história da família Joad que saem de sua fazenda em busca de uma vida melhor na Califórnia. A região onde eles moravam estavam passando por uma estiagem, e os bancos, queriam tomar a terra dos pequenos agricultores. Sem contar é claro, da crise que o EUA passava na época. A parte da crise eu gosto, pois é muito bem retratado. Mas para aí.

A história é cruel. É um livro muito sujo, as situações são tenebrosas. E mostra um povo muito cruel com essa pessoas que queriam "refugiar-se" na Califórnia. Mas é um livro chato, morno, não me comoveu. As crianças dessa história, meu pai do céu, que crianças insuportáveis. Já em contrapartida, li em seguida, O Quinze da Rachel de Queiroz. 

Primeira obra que li da Rachel. E QUE LIVRO MARAVILHOSO. É praticamente a mesma temática, mas se passa no Brasil, durante a seca de 1915 no Nordeste. No caso, os nordestinos fugiam da triste situação indo para São Paulo e para o Norte do país. Livro lindo. Tem uma cena que envolve aipim (macaxeira, mandioca) que é de cortar o coração. Recomendo esse livro.


Categoria: Li só por causa do título.

A Elegância do ouriço - Muriel Barbey: Durante muito tempo esse livro teve um hype. E juro que não entendi o motivo disso. Li esse livro por causa do título e apenas o título me agradou (tá, confesso, gosto das personagens).

A história se passa num edifício luxuoso em Paris. Nesse prédio vamos conhecer Paloma, uma pobre menina rica, que apesar da família rica, tem problemas existenciais. No inicio do livro, ela pretende cometer suicídio e atear fogo no seu apartamento. Até que ela começa a se envolver com a zeladora a Renée (os capítulos são intercalados). 

As duas desenvolvem uma amizade e vão aprontar várias travessuras (bem sessão tarde). Só que não. O livro é bem chatinho. E tem o lance da filosofia (revirando os olhos). Eu odeio quando um livro de ficção tenta por filosofia e lições de moral no meio (meus olhos estão revirando novamente). 

ODEIO. 

Quando eu quero ler sobre filosofia, eu pego e leio, um LIVRO DE FILOSOFIA. Além disso, a embuste da Renéé conta o final de um livro que eu estava lendo (nem me importo com esse tipo de spoiler, mas aumentou meu ranço com a livro).


Categoria: Fui feito de trouxa.

O guia do mochileiro das galáxias/O restaurante no fim do universo/ a vida, o universo e tudo mais - Douglas Adams: Essa é uma série de cinco livros. Três eu li em 2017. Os restantes serão lido em 2018 ( o volume 4 eu gostei, mas o cinco, 'tá osso')

Tem uma continuação feita depois da morte do autor, mas né, o fato de no meio da história aparecer um colchão falante (DO N A D A), me impede de ir atrás da continuação feita por outro autor.

Esse livro me fez muito de trouxa. MUITO MESMO. Todo mundo que leu esse livro amou. E a sinopse na quarta capa desses livros são pura propaganda enganosa (parecem escritas por fãs da série).

Em nenhum momento consegui achar genial a obra desse cara. Sinceramente.
Além de umas histórias sem sentido algum, sem nexo, sem pé nem cabeça e de personagens pessimamente desenvolvidos (do nada, aparece um personagem novo), o autor do livro (que certamente tomou chá de cogumelo para escrevê-los), inventava umas saídas idiotas para os personagem.

No livro de número quatro, Até mais e obrigado pelos peixes (lido em 2018), apesar de ter me agradado, NÃO TEM SENTIDO ALGUM. Sério gente, não estou exagerando.Contradiz, o escrito nos outros livros.

E outra coisa, eu pensava que era um livro infantil ou ay, mas, longe disso. É bem adulto. Pior ficção científica que já li. (Mirou no maravilhoso "Alice, no país das maravilhas" e errou feio. Errou rude).


MEDALHA DE BRONZE.

Categoria: O assunto é importante, mas tá tudo errado.

 Os 13 porquês - Jay Ashe: Tenho o E-book desse livro desde o lançamento aqui no Brasil, mas só li em 2017 por causa da série. Série que eu não assisti, por não ter gostado do livro.

A principio, minha edição tinha 155 erros ortográficos (sim, eu contei, tenho virgem em meu mapa astral), isso já minou a história para mim. E depois, meu Deus, que livro enfadonho. 

A história todo mundo já conhece, a personagem principal do livro comete um suicídio e antes de morrer, manda várias fitas cassetes para as pessoas que causaram algum dano. 

Já de inicio eu detestei a menina que comete suicídio. Achei ela insuportável.
Mas relevei. 
Lendo o livro percebi que o suicídio  da menina o tempo todo é considerado como ato heroico. Gente, não. 

Suicídio é coisa séria, principalmente, na adolescência onde o índice de mortes é gigante. Achei que o tema foi tratado de forma insossa e precária pelo autor com apenas o intuito de emocionar, mas que ele não tinha preocupação nenhuma com os adolescentes (principal alvo do livro) que estariam lendo o livro. O tempo todo o ato da menina é mostrado como o único jeito de acabar com a tristeza dela. Outra coisa que me irritou, foi ela simplesmente acusando Deus e o mundo, e nunca puxando para si a responsabilidade.

PODE SER SPOILER:  Num determinado momento do livro ela se indigna com o professor da escola dela por não ter visto nela sinais de depressão. 
Oi? Como assim? 
O livro quer mostrar que o suicídio e a depressão vem em um determinado modelo, foi isso o que senti lendo isso. Existem vários níveis de depressão, cada pessoa representa de uma forma a doença. Ou seja, é muito difícil de cara ou em uma simples conversa você perceber que a pessoa está com depressão ou tendências suicidas (a personagem queria que todos tivessem uma bola de cristal). Para isso que tem os profissionais, que levam várias sessões até diagnosticar .

Achei um livro fraco, mal escrito, a personagem principal não me passou veracidade e parece que estava triunfando sobre a sua escolha de tirar a própria vida.

Sem contar, a história das fitas cassetes, mais um estereótipo que diz "quem comete suicídio deixa cartinha". Livro dispensável e muito ruim. 

Caso, você esteja passando por isso ou conheça alguém que esteja pensando em suicídio ou em se cortar, existe o Centro de valorização a vida (CVV), o número deles é 141, o CVV é um grupo de voluntários que aconselham pessoas a não cometer suicídio. Um trabalho lindo e importantíssimo. 

O suicídio é um tabu e que precisa ser quebrado. Recomendo a vocês, uma leitura que fala sobre depressão e suicídio, o romance, A redoma de vidro da Sylvia Plath, é considerado um romance autobiográfico, visto que a autora tinha depressão e comete suicídio. Ou seja, um livro mil vezes mais real e verdadeiro. 

MEDALHA DE PRATA.

Categoria: Como eu sofri lendo isso, oh céus.

Entre outubros - Rebecca Dellape: Esse livro foi sofrido para ler. Lia um capítulo por dia com muito custo, meio fazendo leitura dinâmica.

É o único livro nacional contemporâneo que li no ano. É um ay que pai do céu, como foi difícil de terminar.

Esse livro em comprei em 2015 autografado pela autora do livro. Me lembro, que pelo Facebook a menina fazia diversos posts. Inclusive, uma enquete para escolha da capa do livro. A qual, eu votei na capa vencedora.

Mas, voltando, o primeiro ranço do livro é que a história se passa nos EUA com personagens americanos. Sendo que, a autora é brasileira. Mas beleza.

Foco Marcos, vamos falar sobre a maravilhosa história. A menina do livro, sofre um sequestro. E pelo que entendi, se ela não fugisse, possivelmente ela sofreria um estupro. Ela consegue fugir (fuga é plausível) e depois disso, meio que fica famosa. Todavia, ela e a mãe dela, resolvem mudar-se de cidade, pois os sequestradores não foram capturados. A sinopse é muito eletrizante, né?. Mas para por ai. Pois, no livro não acontece NADA.

N A D A.

Tem uma ou duas cenas legais e só. 400 páginas de puro texto verborrágico e chato. No Skoob tem muitas resenhas positivas, provavelmente de pessoas que acompanham a autora pelas redes sociais (pois, a autora é uma pessoal muito engraçada e empoderada), mas o livro......

No meio do livro, aparece uma personagem chamada Rebecca Dellape, sim, o mesmo nome da autora. E a personagem é aquele eterno clichê de menina 'porra louca'. Recheada com frases que nenhum adolescente falaria. O final do livro tem um plot twist que é muito descabido, tive a sensação que a editora obrigou a moça a fazer uma duologia (ou uma trilogia) e ela enfiou um final para dar uma continuidade.

RUFAM OS TAMBORES PARA O TROFÉU DE OURO


 Na categoria Uma sucessão de erros feat DEUS ME DEFENDERAY. Ficou o pedante Número zero do Umberto Eco.

 Foi minha primeira incursão pela literatura de Umberto Eco, por pretender ler "O nome da rosa", que talvez seja o livro mais famoso do italiano.

Mas por pura falta de sorte (e põe falta de sorte), eu decidi ler um livro fino dele (menos de 100 páginas) e por ser o último livro do autor, eu pensei que ia ser genial. Ledo engano.

A trama da história é super confusa e machista. Os personagens são estereotipados a ponto de ser ofensivo.

Vou tentar explicar o enredo: Um jornalista é contratado para trabalhar num jornal. Ele é um jornalista bem medíocre e não teria muitas opções, então aceita a proposta.

O jornal na verdade era um engodo. Pois, o jornal seria usado para chantagear o pessoal da elite. Tipo, oi? É isso mesmo?. Sim, não tem sentido algum.Mas tá, a história vai indo, até que começa a especular que Mussolini está vivo. Sim, O Mussolini, o fascista italiano.

São páginas e páginas sobre carros e temas desnecessários. É uma teoria da conspiração besta e cansativa. Foi uma cruz ler esse livro.

Tenho outros livros do autor e pretendo lê-los, mas sem nenhuma expectativa.

Ufa.
Terminei.
Como foi triste fazer a bendita lista, me lembrei do tempo perdido lendo esses livros.
Senhor, livrai-me, de todo livro ruim.

Desejo a todos vocês só leituras boas em 2018 hahahahha. 

E, quais foram suas piores leituras de 2017?





12 de jan de 2018

Resenha: Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago.

10:59 27 Comments
Editora: Cia das Letras. 312 Páginas
Particularmente, sou apaixonado pela literatura portuguesa. Literatura muito conhecida (aqui no Brasil pelo menos) por causa de Camões e Eça de Queiroz (que apesar de sua relação com as escolas literárias "tupiniquins" e de sua odiosa relação com Machado de Assis, era português).

Li recentemente o maravilhoso e incestuoso livro "Os maias" do Eça, nessa "vibe" portuguesa, resolvi navegar pela literatura de Saramago (1922 - 2010), a qual, sempre mantive uma intensa curiosidade, principalmente por sua escrita peculiar.

A escrita de Saramago, vencedor do prêmio Nobel, causa a priori estranhamento. Primeiramente, os personagens não possuem nomes. Em segundo lugar, a edição brasileira da Companhia das letras está em português de Portugal - a pedido do autor. E por fim, por extrapolar as convenções gramaticais. Saramago brinca com a linguagem, errando propositalmente a pontuação em seu texto. O leitor tem, portanto, a chance de usar a pontuação como bem lhe apetecer.

Convém salientar que esse “estranhamento” cai por terra, já no primeiro capítulo.

O livro narrado em terceira pessoa, que se passa num lugar incerto e numa data incerta, vai nos contar a história da “treva branca” que acometerá os personagens tão complexos na história. O primeiro afetado pela cegueira, estava no trânsito, onde de modo impetuoso percebe que sua vista ficara esbranquiçada. Desesperado com aquela situação, acaba pedindo ajuda para um desconhecido. Ao chegar à casa do primeiro cego (“nome” do personagem), o desconhecido acaba deixando o homem sozinho e furta seu carro.

Sem carro, o primeiro cego, junto com sua esposa (imagina o desespero ao encontrar o marido cego) vão de táxi ao oftalmologista para tratar daquele caso de cegueira. Enquanto o primeiro cego chegara ao hospital com sua esposa, o ladrão do carro também cega.

Ou seja, sim, a cegueira branca era contagiosa.

No consultório médico, além do ‘doutor’ e sua secretária, havia uma criança estrábica, uma rapariga (termo usado no livro) que usava óculos de sol, pois, fazia tratamento para conjuntivite e um velho que usava um tampão (termo também usado no livro).

A noite, ao chegar em casa, o médico começa a investigar sobre aquele estranho caso. Até que o mesmo também cega, junto com o menino estrábico, a rapariga, o velho de tampão no olho, o primeiro cego e sua esposa. E claro, o ladrão de carros.

Entretanto, a mulher no médico, não é atingida por essa cegueira inexplicada.

O governo desesperado com a rapidez com que a doença estava se espalhando, resolve agir, isolando todos os cegos e aqueles que mantiveram contato com estes em um manicômio abandonado. A mulher do médico, apesar de sua ótima visão, resolve ir junto ao marido. Pois assim, poderia ajudá-lo.  Com isso, as pessoas que vão cegando, são jogadas nesse manicômio abandonado.

Cegos guiando cegos. 

O livro é uma crítica ao governo que age de forma sucateada, deixando os cegos abandonados no manicômio e como o homem consegue manipular e se aproveitar do mais fraco. Aos poucos, o manicômio abandonado começa a encher de pessoas cegas e torna-se importante a coabitação de forma pacifica, mesmo estando em um lugar abjeto (há uma cena envolvendo fezes, que é indigesta) e personagens que levam a sério a máxima "Em terra de cegos, quem tem olhos é rei". No caso, rainha.

Saramago aposta numa escrita direta e crua. Não há sentimentalismo e nem lirismo. Além da abordagem crua e assustadora, o autor não se utiliza de alívios cômicos e também, Saramago usa de maniqueísmo. Não existe aquela apelação típica nas jornadas de heróis, no caso, heroína. Onde a heroína é perfeita e que tudo dará certo no fim. Há sempre um contraponto sobre a humanidade e sua relação com a ética.

Como Nelson Rodrigues, Saramago, "chuta" o balde em relação a hipocrisia. O que eu faria na mesma situação? Num lugar repleto de cegos que necessitam de auxílio para praticamente tudo? E se eu tivesse a visão? Se eu fosse privilegiado num local, onde não há privilégios? . (Nota-se uma questão filosófica, numa realidade, onde poucos possuem privilégios ~ é necessário ler até o fim do livro para entender de forma inteiriça a questão dos privilégios).

O ensaio sobre a cegueira, poderia facilmente ser chamado de "Ensaio sobre a humanidade" ou ainda, "Ensaio sobre privilégios", pois mostra de forma intensa, real e assustadora como somos frágeis, e como deixamos ser oprimidos por aqueles que possuem uma força maior, seja o dinheiro, seja munição, ou seja a visão.

Apesar do final do livro ser redondo, o autor, continua as aventuras dos seus personagens no livro "Ensaio sobre a lucidez", que abordará sobre as consequências do ocorrido no ensaio sobre a cegueira.
Cartaz do filme

O livro foi adaptado em 2008 para as telas do cinema, dirigido por Fernando Meireles (Cidade de Deus) e com elenco estrelar, como a premiada Julianne Moore, Mark Ruffalo, a brasileira Alice Braga e Gael Garcia Bernal. Filme excelente, uma das melhores adaptações de livro que já vi para as telonas.

Por fim, Ensaio sobre a cegueira, é um livro essencial. Leitura obrigatória para quem gosta de clássicos modernos, distopia, realismo fantástico (amantes do Gabo), ficção científica e para quem gosta de filmes do tipo, "Uma noite de crime".










10 de jan de 2018

Stan Lee é acusado de assédio

11:00 25 Comments
Aos 95 anos, a lenda dos quadrinhos e um dos criadores do império Marvel, Stan Lee, está sendo acusado de assédio sexual por jovem enfermeiras que trabalharam para ele em sua casa, em Los Angeles, Estados Unidos.

Segundo o "Daily Mail", as enfermeiras acusam Stan Lee de tocá-las diversas vezes, andar nu pela mansão e pedir para que elas fizessem sexo oral nele. O site ainda informa que a empresa de enfermeiras contratada por Lee teria parado de trabalhar com ele após uma série de reclamações.



Em um comunicado oficial, os advogados de Stan Lee negam as acusações e afirmam que o cliente está sendo vítima de extorsão. Eles informaram ainda que entraram com uma ação judicial contra a empresa por difamação.

"O sr. Lee não será extorquido nem chantageado, e não vai pagar qualquer dinheiro a ninguém porque não fez absolutamente nada de errado", disse o advogado Tom Lallas. Ainda de acordo com Lallas, Lee "nega categoricamente" as acusações "falsas e desprezíveis" e tem total intenção de limpar seu "estelar bom nome".

Apesar da briga jurídica, a polícia ainda não registra queixas contra as atitudes de Stan Lee. A empresa de assistência médica parou de trabalhar para Stan Lee no fim de 2016. A companhia que lhe fornece apoio em domicílio atualmente — Vitale Nursing Inc. — declara que o quadrinista é "educado, gentil e respeitoso". A Marvel ainda não se pronunciou sobre o caso.

Nós do Um Remédio Chamado Ler, estamos muito tristes com a notícia, pois eu mesma, Thai, sempre admirei o Stan Lee e falta é dar um berro no cinema toda vez que ele aparece na cena de algum filme. É claro que a acusação pode ser falsa e as pessoas possam estar apenas interessadas em dinheiro, mas e se for verdade? Toda a minha admiração por ele vai pelo ralo. Assédio é crime, denuncie.



8 de jan de 2018

Literatura fantástica - As brumas de Avalon

11:00 51 Comments

Olá,
 



Sou novo no blog e, essa é minha primeira postagem então, não sei muito bem por onde começar. OK! Eu sou um daqueles tipos e leitores chatos e ranzinzas que passa por diversos títulos e deixa baba entre as páginas. Eu fico aliviado por perceber que não sou o único que fica entediado facilmente com grande maioria das leituras. Eu até estava começando a pensar que tinha algum distúrbio.


Quero dizer, já passei por diversos autores clássicos, modernos, contemporâneos... Poucos me prenderam a atenção e, como não quero já ser apedrejado, prefiro, a priori, não citar autores. Da forma que eu vejo, alguns autores são supervalorizados em detrimento de ótimas leituras que acabam sendo perdidas no limbo. Não quero dizer com isso, que autor X não merecia o reconhecimento, mas se pararmos para pensar as palavras que estás a ler agora não tem valor algum dentro de nenhuma área relacionadas a literaturas. Entretanto, se algum dia minha pessoa chegasse a ser reconhecida enquanto literato, ou algo similar, essa simples argumentação poderia ter um valor incomensurável só nos meus sonhos mesmo.


Enfim, estou apenas querendo situar o lugar que me encontro enquanto um dos redatores(colaboradores) eu usei essa palavra só para me sentir importante mesmo do blog. Dito isso, venho comentar por alto uma leitura que me deixa acordado até altas horas da madrugada e que inspirou vários filmes e séries. As brumas de Avalon, obra de 1979 da escritora estadunidense Marion Zimmer Bradley, dividida em quatro volumes.


O romance retrata a lenda do rei Arthur, à qual a grande maioria já deve conhecer narrada por quatro mulheres essa está sendo minha parte preferida, de uma forma tão rica que prende a atenção desde as primeiras palavras. Na minha concepção Bradley consegue satisfazer todos os leitores em sua obra, desde aqueles que almejam conhecer um pouco de historia àqueles que estão à espera de um ônibus. Ela consegue de maneira sutil levantar questionamentos importantes para a sociedade, perpassando questões referentes às mulheres, homens, religião, política e por ai vai... E o que devemos esperar de uma boa leitura senão prazer e conhecimento?

Para os amantes da literatura e da literatura fantástica é uma leitura deliciosa e incomparável e, para os que não gostam de ler, com certeza essa é uma leitura que mudará opiniões. Além dos prazeres da leitura seremos deliciados pelos prazeres o conhecimento
Por problemas pessoais eu ainda não consegui finalizar tal leitura então (T.T). Trago apenas um teaser, na esperança de que outros leitores embarquem nessa aventura da ascensão do rei Arthur e do Cristianismo na Europa do século XII.

Se você chegou até esse ponto da leitura digo isso porque sei que foi longa e alguns podem ter dormido. Saia e vá ler o romance. Mentira xD. Eu quero dizer obrigado pelo tempo que, com certeza não foi perdido. E estou ansioso por comentários construtivos.



Ademais quero que todos saibam que EU SEREI O HOKAGE MAIS PODEROSO DA VILA OCULTA DA FOLHA!



SK

5 de jan de 2018

Desafio de Escrita 2018

11:00 25 Comments
Eae, galerinha! Hoje venho trazer um desafio que encontrei no site Mania de Escritores, feita inicialmente pela @Tayfofanms do Spirit. Foi baseada em diversos outros desafios similares e adaptada por muitos outros escritores, e o desafio se trata de, ao longo de um ano, você escrever 100 fanfics, ou histórias, cada uma com um tema. A lista pode ser adaptada para seus gostos ou para apenas histórias originais, o importante é manter o número 100 e fazer todas no período de um ano. A versão de lista que eu trago pra vocês foi adaptada pela @KonaiChan, também do Spirit, mas que modifiquei para atender aos meus gostos:



1. Uma fanfic de um fandom com o qual eu nunca escrevi antes;
2. Uma fanfic com sereias/tritões ou que tenha a ver com o fundo do mar;
3. Uma fanfic na qual o protagonista seja surdo ou mudo;
4. Uma fanfic que se situe em New York;
5. Uma fanfic com até 500 palavras;
6. Uma fanfic de terror e/ou suspense;
7. Uma fanfic baseada num acontecimento real;
8. Baseado na pergunta “você já existiu hoje?”;
9. Uma fanfic onde o(a) protagonista é um(a) fantasma;
10. Uma fanfic sobre casamento arranjado;
11. Uma fanfic de um gênero que eu nunca escrevi antes;
12. Uma fanfic baseada na história de produção de uma obra de arte ou que contenha sua história como uma descrição;
13. Uma fanfic baseada em um conto de fadas clássico;
14. Baseada na frase “#@! o sistema”;
15. Uma fanfic de qualquer gênero e categoria chamada " Our Secret Ain't A Secret No More";
16. Uma fanfic que retrate o rancor;
17. Uma fanfic Yuri;
18. Uma fanfic Yaoi;
19. Começar uma história com “Nunca mais, é uma promessa...”;
20. Uma fanfic com 10 passos sobre “como ser _____” ou “como não ser ____”;
21. Que comece com a frase "Tentei chamar a polícia";
22. Que contenha "gore";
23. Que tenha alguma cena numa lagoa;
24. Se imagine preso num quarto por 7 dias. Escreva esses sete dias com no máximo 2000 palavras por capítulo.
25. Que se baseie em algo do meu estudo;
26. Que envolva um instrumento musical;
27. Baseado em uma música;
28. Sobre objetos mágicos;
29. Escrever uma A/B/O;
30. Sobre castidade;
31. Sobre um romance inusitado;
32. Uma fanfic baseada em uma música;
33. Sobre esperança;
34. Que misture a Síndrome de Cottard e autismo numa história de terror cujo título seja “Eles não pedem colo”;
35. Sobre desastre;
36. Uma colegial;
37. Uma fanfic com um final ruim/gore;
38. Que fale sobre despedidas;
39. Uma fanfic que fale sobre ou contenha suicídio;
40. Que retrate seus sentimentos no momento;
41. Sobre medos;
42. Que se inspire na Idade Média e cavalaria;
43. Uma inspirada “Alice no País das Maravilhas”;
44. Uma fanfic que fale sobre um assassinato;
45. Uma fanfic que faça o leitor pensar (lógica);
46. Com final feliz;
47. Uma fanfic sobre reis e rainhas;
48. Algo clichê;
49. Uma fanfic sobre borboletas (entenda como quiser);
50. Uma fanfic em forma de diário;
51. Sobre uma brincadeira (infantil ou não);
52. Uma fanfic onde o protagonista é inspirado em um personagem de série/livro/anime/filme/personagem histórico;
53. Com um tema “entre aspas”;
54. Uma fanfic que se passe em um local frio e com bastante neve;
55. Sobre artes insanas;
56. Uma fanfic em co-autoria sobre qualquer tema e de qualquer tamanho;
57. Uma fanfic sobre pesadelos;
58. Um fanfic baseada em uma música escolhida aleatoriamente por alguém que não seja eu;
59. Sobre uma forma inusitada de viver a vida;
60. Que envolva algum tipo de viagem no tempo;
61. Uma história que possua a seguinte frase: juro que nunca mais vou fazer isso;
62. Uma fanfic do gênero fantasia;
63. Uma fanfic na qual um dos personagens se odeiem no final;
64. Uma fanfic onde o protagonista seja muito azarado;
65. Um triângulo amoroso;
66. Sobre reencarnação;
67. Uma fanfic sobre sentimentos verdadeiros meus e também de outras pessoas
68. Que se passe no paraíso;
69. Uma fanfic que retrate a vida como ela é;
70. Uma fanfic que envolva misticismo (e que, na história, se torna verdade);
71. Uma fanfic onde o personagem principal tenha uma duplicata (sejam gêmeos ou não);
72. Uma fanfic que contenha antropofagia;
73. De um fandom que não escrevo faz tempo;
74. Que seja ambientada na Rússia;
75. Uma fanfic que eu comecei e não terminei;
76. Uma fanfic em forma de carta ou de resposta à uma carta;
77. Sobre uma fofoca ou notícia errada dada pela imprensa;
78. Uma fanfic baseada na música “Not Thinking Of You - The Royal”;
79. Uma fanfic baseada em Arcade Fire;
80. Baseada numa experiência pessoal de leitura e/ou escrita;
81. Especial de Natal;
82. Especial de Halloween;
83. Suspense policial;
84. Que retrate um casamento;
85. Que contenha uma cena numa sala de jogos;
86. Uma fanfic baseada em alguma música de "Cigarettes after sex";
87. Que tenha um monstro ou fantasma “bonzinho”;
88. Uma fanfic shounen-ai;
89. Uma fanfic shoujo;
90. Que retrate a dor de perder alguém;
91. Sobre um bloqueio de criatividade;
92. Sobre um objeto inanimado;
93. Sobre um ou mais palavrões;
94. Sobre “tudo o que alguém queria ter dito e não disse";
95. Uma aleatória;
96. Que seja narrada por um cachorro;
97. Que tenha alguma cena num circo;
98. Sobre Rock n’Roll e roupas bregas;
99. Uma fanfic sobre o ponto de vista de um vilão;
100. Sobre uma roadtrip.

Quem quiser arriscar, boa sorte!


3 de jan de 2018

O protagonismo feminino na literatura e na TV.

10:59 17 Comments

Atores da série "The Crow".
Terminei de assistir essa semana, a segunda temporada de The Crow na Netflix, escrita por Peter Morgan.

A aclamada série é baseada na história da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, sendo que, cada temporada contará uma década da vida da rainha, uma série impecável.  E muito cara - uma das séries mais caras (e premiadas) já produzidas pelo sistema de streaming.

A primeira temporada, vai retratar a morte do Rei Jorge VI, que morreu precocemente vitimado por um câncer. A partir de então, Elizabeth tenta conciliar seu papel de rainha, como seu papel de esposa, de mãe e de irmã. Visto ser a relação com sua Irmã Margareth bem conturbada. 

Já na segunda temporada, a situação da rainha piora, enfrentando problemas como o Egito, com Gana e com possíveis adultérios de seu esposo, o Príncipe (primeiramente conde) Philip. Seu esposo, que por sua vez, demonstra-se acuado ao perceber o poder de sua esposa, uma das mulheres mais importantes do mundo e chefe da igreja oficial do país, a Anglicana.

Sim, sabemos disso.
Aguentar o marido de Elizabeth não é nada fácil (Ótima atuação e trabalho corporal de Matt Smith) pois, além de pedante, é "mimado" e infantil.

Há portanto, um forte protagonismo feminino nessa excelente série, além dos diálogos, da fotografia e do figurino impecável, e claro da atuação da sempre maravilhosa Claire Foy.

Porém, esse protagonismo não é raro nas artes. Na literatura, por exemplo, temos "n" exemplos de grandes personagens femininas, como Capitu, do maravilhoso Dom Casmurro.

Machado de Assis, teve duas fases em sua literatura, a romântica e a fase realista. Sendo esta, a mais interessante, pois, nessa escola surgiu grandes personagens permeados pelo pessimismo irônico de Machado. No realismo, entre outras características, a mulher é tratada como um ser intenso, dúbio, que erra com frequência e que possui pensamentos impuros. Ou seja, a mulher no realismo é um ser humano, e não aquele ser fantasioso, endeusado e chato dos romances indígenas.

Em Dom Casmurro, temos as memórias de Bentinho, e de suas paranóias, surge a dúvida: "Capitu, traiu Bentinho com seu melhor amigo Escobar?". Veja que aqui, a mulher é tratada como um ser que pode possuir desejos (lembrando, é claro, da época em que o mesmo foi escrito)
Claire Foy, como Rainha Elizabeth.

Além de Capitu, temos a imagem de Ana Karenina, do livro de mesmo nome de Tolstói (leitura em andamento) onde a mesma, contrai um relacionamento extraconjugal com o pretendente de sua irmã, em plena Rússia Czarista. 

E ainda, uma das minhas personagens favoritas Scarlatt O´hara, personagem peculiar do livro E o vento levou de Margaret Mitchell.

Em O vento levou, a personagem principal não possui os atributos exigidos para as mulheres de sua época. Não era inteligente (burra quem nem uma porta), tinha pouca beleza (isso é subjetivo) e não pensava muito nos outros (nem nos próprios filhos). Sim, uma anti-heroína. Muitos a consideram uma vilã.

Ora, Marcos, trazer essa personagem como uma mulher forte?. Tens certeza disso?.

Absoluta. Pois, a história do livro se passa durante a guerra de secessão americana. Ela vivia uma vida confortável, uma família feliz - na medida do possível - e com o conforto de seus escravos. Com a guerra, ela perde tudo isso. Ao longo do livro, as demais personagens aceitam que a guerra estava perdida e aceitam, também, a perda dos seus entes. Mas Scarlatt não. 

Sozinha, ela fez o trabalho braçal que nenhuma outra mulher da época faria. Conseguiu reerguer suas finanças, lembrando que, desde o inicio do livro esse era o objetivo dela. Ou seja, Ter uma vida confortável, numa época onde o correto era mulher trabalhar em casa e ter muitos filhos. 

Em Razão e Sentimento de Jane Austen, conta a história de duas irmãs Elinor e Marianne (tem uma terceira irmã, mas ela só faz figuração no livro). Enquanto Elinor é razão, Marianne é sentimento. E isso permeia toda a vida das duas, que com a morte do pai e a pobreza lhes visitando, teriam que "se virar" em meio a uma Inglaterra provinciana. Cito, Jane Austen, pois não concordo que muita gente diz, ser os romances dela "bobinhos", pois em nenhum momento o homem é idealizado. Elas se apaixonam por mero destino.

Mas e os livros atuais?. Indico, Dias de abandono, Trilogia Millenium, Hibisco Roxo, O conto da Aia (Leia a resenha). São vários os livros que tem um protagonismo com mulheres fortes. Porém, são nos livros clássicos que mais impressionam. Visto, a época em que foram concebidos. 

Partindo dessa premissa, destaco a Série The Tudors (mesmo criador de vikings) que data de 2007 até 2010 transmitida pelo canal  Showtime, diferente de The Crow, essa não é uma série perfeita. 

Longe disso. Erros históricos crassos, personagens desenvolvidos de forma apressada, personagens que "somem" ao longo da série. Todavia, o plot conta a história do Rei Henrique VIII, interpretado por Jonathan Rhys Meyers. O rei é um personagem abominável, arrogante, frio e vulgarmente falando, bem escroto mesmo. 

Casado com Catarina de Aragão da Espanha, sua esposa não conseguia gerar filhos homens, portanto, o rei começou a se envolver com Ana Bolena. Que com sua inteligência conseguiu influenciar um rei, estabelecer uma nova religião oficial, a anglicana (antes era a católica) e por fim, ajudou a instituir o divórcio.
Além de Ana Bolena, o Rei teve outras seis mulheres (grande parte delas com final trágico - mortas pelo rei). O rei apesar de sua prepotência e arrogância, foi manipulado pelo poder de uma mulher. Com isso, o protagonismo feminino mudou o curso da história da Inglaterra e bem dizer do mundo. 

O Rei Henrique e suas esposas.
São séries e personagens literários que nos encantam e que em sua época, causam (e como causam) muita polêmica. Por exemplo, Gustave Flaubert, foi processado por ter escrito Madame Bovary (fala sobre adultério cometido por uma mulher). Enfim, são personagens importantes e incríveis da arte, que mostram as mulheres como elas realmente são. Fortes, destemidas, falhas (como qualquer ser humano), apaixonantes, e que quebram convenções de gênero, pois até então, apenas homens tinham "autorização" para terem liberdade de agir e de pensar.

Então, usem os comentários, e me digam. Qual sua personagem feminina favorita?