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11 de jun de 2018

TAG: Como eu Leio

11:00 1 Comments

1. Como você descobre sobre novos livros para ler?

Isso depende muito. Na maioria das vezes é por outros blogs, o que é frequente: lá estou eu lendo uma resenha quando de repente percebo que o livro é bom e quero ler. Além das resenhas, eu costumo digitar na barra de busca do google o gênero que to afim de ler naquele momento: "livros de aventura", "livros de romance sobrenatural", etc, e vou olhando nas imagens alguma capa de livro que me atraia, as sinopses, etc.

2. Como você entrou nesse mundo da leitura?

Minha história começa desde pequena, eu não sabia ler e tinha um desespero imenso para saber o que aquelas letrinhas juntadas significam, e conforme ia me alfabetizando, lia livros infantis, e daí foi uma evolução. 

3. Como seu gosto literário mudou com o passar do tempo?

Eu passei daqueles livros infantis - clássicos da Disney para aqueles livros juvenis como Coraline, A Turma do Gordo, Isso Ninguém Tira de Mim. Era um passatempo, sabe? Se tornou uma "obsessão" quando conheci sagas como Harry Potter, As Crônicas de Nárnia, Percy Jackson e os Olimpianos, O Senhor dos Anéis, e por aí vai: era fantasia e aventura com pitadas de mistério e investigação, como Sherlock Holmes. Quando cheguei no ensino médio, comecei a me aventurar por romance, começando com sagas como Academia de Vampiros e House of Night até chegar em romances de banca, new adult, romances sobrenaturais, hot, etc.

4. Com que frequência você compra livros?
É bem difícil, diria que atualmente está em um livro por mês. Eu leio muito, mas 90% é ebook. Pra eu comprar um livro ou é romance de banca ou um livro de saga de fantasia/aventura que sou muito fã.

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5. Como você entrou nesse mundo dos blog literários?

Eu fiquei com uma fixação por querer criar blogs, acho que tinha uns 13 ou 14 anos na época. Só que eu não sabia sobre o que escrever, e ficava pensando em mil coisas. Inicialmente pensei em criar um blog de moda, cheguei até a fazer um post sobre meias coloridas e personalizadas, mas aí percebi que não manjava muito de moda então todo post que eu fizesse levaria muito tempo e estudo - o que não é problema, mas na época queria algo espontâneo e que eu gostava: que era ler.

6. Como você reage quando não gosta do final de um livro?

Eu fico muito irritada, é que depende também do que me fez não gostar do livro. Achei o final muito triste? Choro. Achei ridículo demais? Falo da minha indignação para os meus amigos. Apesar de que antes de ler um livro eu penso 2 vezes: é um gênero que eu gosto? Li a sinopse, gostei? Vi resenhas, quais são as opiniões de outros leitores? E se percebo que a leitura não está fluindo e já não gostei do livro nos primeiros capítulos nem continuo a leitura, largo ele ali mesmo.

7. Com que frequência você espia a última página do livro para ver o que acontece no final?

Antes era praticamente impossível, odiava spoiler. Com o passar dos anos, minha paciência foi se esgotando, eu realmente odeio terminar um livro e pensar comigo mesma: "que livro merda, perdi meu tempo". É claro que eu entendo que não é porque eu não gostei que necessariamente o livro é ruim, gosto é gosto. Então se ta ruim antes de parar leio o final só pra saber como é e se vale a pena continuar a leitura - isso também ocorre quando é romance e eu quero saber se o casal vai ficar junto no final.

Essas foram minhas respostas para a tag Como eu Leio, e vi essa tag no Livros e Diarices. Quem quiser pode fazer ou nos comentários ou no próprio blog. Beijos e até a próxima.


25 de mai de 2018

Resenha: Vintém de Cobre: Meias confissões - Cora Coralina.

11:00 2 Comments
Editora: UFG Páginas: 213

Esse ano li em torno de 30 livros e o único de poemas que me atrevi a ler foi o da Cora Coralina. 

Não sou grande fã de poemas (apesar de ter alguns livros da Hilda Hilst, que estou doido para ler), mas enfim, este livro eu AMEI. Talvez por ser algo autobiográfico e simples. Inclusive favoritei Vintém de Cobre na minha estante do Skoob.

A escrita da Cora Coralina, a princípio pode parecer primária e pedestre, mas é um texto cheio de nuances, sabedorias e emoções que só uma verdadeira poeta conseguiria imprimir em seus textos.

Vintém de Cobre é recheado das memórias da infância de Cora, uma infância pobre e sem autoestima. Quando criança, Ana (nome verdadeiro da autora), sofria as restrições impostas pelo sertão de Goiás, numa fazenda pequena, com uma mãe que adoecera logo após o parto de Ana. E órfã de um pai morto ainda quando Ana era criança.

Ao longo do livro, é notável que Ana (ou Cora) se considere uma pessoa aquém da sociedade, sem talento para escrita e sem beleza. O próprio título do livro sugere isso, quando a autora reduz as memórias de uma mulher batalhadora e forte, a reles vinténs de cobre. 

Mas além das memórias de uma infância triste, o livro ainda contém vários ditos de sabedorias, e verdadeiros estudos de antropologia, da mesma forma que ela separa os homens em três elementos: Vinho, Vinagre e Água, ela faz um estudo perspicaz sobre o ditado "Não de o peixe, ensine a pescar" e uma análise sobre o homem da roça e também, sobre as coisas boas do campo. Se a pessoa tem uma memória afetiva com o campo, como eu, vai se emocionar com os escritos dessa doceira de mão cheia e poetisa de coração cheio. 

Não sei muito bem fazer resenha, quem dirá, de um livro de poemas hahaha. Mas super recomendo o livro que acalantou muito meu coração e me deixou triste em alguns momentos também haha

23 de mai de 2018

Resenha: Se Eu Fechar os Olhos Agora - Edney Silvestre

11:00 0 Comments
Editora Record. Páginas: 308
Eu adoro quando me surpreendo positivamente com um livro. E esse livro me surpreendeu, e muito.

Primeiro romance do jornalista Edney (fora isso, ele tinha escrito contos e crônicas), foi publicado em 2009 e teve um hype por ter ganhos vários prêmios importantes. 

Provavelmente, esse livro vai voltar a ser hype já que a Rede Globo lançará uma série para 2019. Com um elenco de peso, composto por Mariana Ximenes, Débora Falabella, Murilo Benício, Antônio Fagundes, entre outros….

A princípio pensei que era um livro erótico, talvez pelo nome me lembrar o filme do Kubrick, de 99, "De olhos bem fechados" estrelado pela Australiana Nicole Kidman e por Tom Cruise (Sim, nada a ver hahahahaha).

Depois pensei que era um livro AY estilo Marina do Zafón, mas, logo afastei a hipótese pelos temas delicados abordados como racismo, machismo, abuso sexual, prostituição, relações tóxicas, abuso de poder, ganância, chantagem, além dos palavrões e conotações sexuais que o tornam um livro de romance policial adulto. 

A história se passa no interior do Rio de Janeiro, nos anos 60. Com plano de fundo de acontecimentos importantes como a construção de Brasília, primeira viagem espacial e flashbacks sobre a ditadura Vargas.

Dito isso, vamos a história....

Paulo e Eduardo, são duas crianças que possuem uma amizade bem sincera. Eduardo tem uma família até que estruturada. Já Paulo, criado pelo pai e pelo irmão, sofre as agruras de um pai agressivo, num lar violento e um irmão que só pensa em sexo.  

Até que, em um belo dia, ambos encontram uma mulher assassinada brutalmente com várias facadas, sem o pedaço do seio e com as roupas em frangalhos (Sim, uma cena bem triste).

Aos poucos saberemos que a mulher morta é Anita, uma mulher má- afamada, casada com um dentista que assume a autoria do homicídio. 

Com a "pulga" atrás da orelha, sobre a resolução deste homicídio, os amigos Paulo e Eduardo encontram a ajuda de um idoso, Ubiratan,para ajudar na investigação do crime.

Os personagens são um pouco unidimensionais, com exceção de Ubiratan que tem um arco bem triste envolvendo a ditadura Vargas.

A história vai se embrenhando por caminhos tortos e difíceis de engolir. As atitudes dos personagens são intragáveis.... Nossa Senhora, dá muita raiva hahaha. Eu gostei do final, apesar de ter umas pontas soltas sem resolução e a motivação de alguns personagens não faz muito sentido. Todavia, acredito que isso seja proposital para que haja discussão entre os leitores (Eu amo isso).

Vou parar por aqui, por ser um livro policial não quero estragar a leitura de quem o ler. Pois, vale muito a pena descobrir quem é o(a) assassino(a) da Anita (?) e se emocionar com o final melancólico.

27 de abr de 2018

Cinco motivos para ler: Mia Couto

11:19 2 Comments
Mia Couto, pleníssimo

Li por esses dias, Lueji - O nascimento de um império do Pepetela, e me deparei com a seguinte conclusão: EU SOU APAIXONADO PELA LITERATURA AFRICANA.

Por isso, resolvi fazer um post sobre Mia Couto, um dos meus escritores favoritos. Então, reuni cinco motivos para ler Mia Couto.





1| África

Mia Couto, além de escritor é biólogo, e é de Moçambique. Ultimamente para mim, a literatura africana tem sido de muito valia. Além do Mia e do Pepetela, tenho lido Chimamanda. E o que me impressiona e instiga a ler literatura africana, é o universo literário ligado ao universo vivido pelo autor. 

Todos sabemos que muitos países da África passam por extrema penúrias, muito por causa da colonização europeia e de guerras civis (Pesquisem sobre o genocídio de Ruanda). Mas temos que levar em consideração, que além das tristezas, os países africanos são coloridos, possuem uma cultura milenar e lindíssima. Nos livros de Mia Couto, é demonstrado as crendices, a fé, as danças. 

Um novo e belo universo.

2| Estilo lírico

As histórias contadas por Mia Couto, parecem mais um sonho. 
É lírico, poético, sensível. Aquele tipo de leitura que aquece a alma, sem exageros.Além do lirismo, Mia é adepto do realismo - fantástico, um grande expoente junto com Borges e Gabriel García Márquez.

Além do jogo de palavras que ele utiliza. Por exemplo, os nomes dos personagens, o nome das vilas e cidades, tudo faz parte da história. Cada nome tem um objetivo por existir. Por exemplo, um vila chamada esquecimento, uma moça chamado saudades. Além de criar palavras para causar aquele estranhamento e submersão em suas histórias. 

3| Histórias lindas 

As histórias deles fogem do lugar comum. Dele eu li os romances O outro pé da sereia e Venenos de Deus e remédios do diabo, e os livros de contos Estórias abessonhadas e Cada homem é uma raça.
E as histórias são geniais e ao mesmo tempo, poéticas. Geralmente, as histórias giram em torno de conflitos existenciais, éticos e familiares. Só lendo para entender (hahaha).

Por exemplo em O outro pé da sereia, um casal de aldeões encontram nas margens de um rio, uma santa, sem um pedaço do pé. Guiados pelo curandeiro da aldeia, o casal tem a missão de levar aquela santa para um igreja, sob pena, de uma maldição. E a igreja mais próxima, é a vila onde morava a mulher do aldeão. Uma história de saudades, reencontros, tristeza e fé. 

As histórias de Mia Couto são difíceis de resenhar, por causa da subjetividade e das complexidades de sentimentos que a leitura causa. Então aconselho a leitura integral dos livros sem saber nada da história. 

4| Ligação com o Brasil

Os livros de Mia, tem muita referência ao Brasil, com personagens brasileiros muito interessantes. Em O outro pé da sereia, há um casal de jornalista brasileiros que vão na cidade onde se passa a história para fazer um documentário. Couto, já falou em entrevistas, sobre sua ligação com o Brasil e com a literatura brasileira. 

5| Critica social.

Para mim, um bom livro é aquele que além de artístico, envolve crítica social. E isso tem de sobra nas obras do Mia Couto. Violência doméstica, guerra, charlatanismo, volta ao lar, esquecimento das tradições, preconceito, entre outros, estão entre os temas abordados na obra desse gênio.

Por fim, super indico os obras desse autor.

6 de abr de 2018

Dorama: Playful Kiss

16:38 5 Comments
Alguns anos atrás, navegando pela blogosfera, me deparei com um post que falava sobre Doramas. Não sabia nem o que era isso, e com esse nome imaginei ser algum tipo de dobradura ou sei lá, mas pela explicação da autora era tipo uma novela mexicana - só que com asiáticos.

Não gostei muito não, admito. Gosto de animes, principalmente do gênero shoujo, que são aqueles de romance colegial super fofos que até os personagens vomitam coraçõezinhos e arco-íris pela boca. Mas Dorama? Ah, não, nem pensar, dessa água não bebereis. Mas é aquele ditado, ne? Vai que bebereis...

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E foi o que aconteceu: lá estava eu, procurando alguma coisa para assistir no youtube, pegando indicação de animes, mangás, quando me deparo com doramas. Quase vi um que parecia ser interessante, mas pelos comentários era muito nojento, porque tinha um personagem que fazia umas coisas (como engolir meleca) e deixei pra lá. Aí acabei entrando em Playfull Kiss e OMG, foi paixão logo de cara, porque eu reconheci a história logo nos primeiros minutos:

"Garota burrinha da pior classe da escola é apaixonada pelo garoto gênio e popular a anos. Ela então decide finalmente confessar seus sentimentos a ele por uma carta, mas quando criou coragem para entregar a ele, o infeliz simplesmente a ignorou. Por obra do destino, ele acaba encontrando a carta e lendo, e devolvendo a ela corrigido (erros ortográficos, de coesão e coerência, com uma baita nota de D-). Todo mundo ao redor dá risada dela, mico do ano, e ele com aquela expressão fria, coração de gelo, sem se importar, vira as costas. O problema nem são as zoações dos colegas de turma: é o fato de que a casa dela caiu e seu pai e ela acabaram tendo que morar por um tempo na casa de um velho amigo de infância da família, e adivinhem só: é a casa dele."

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Eu tinha assistido o anime dele, que é Itazura na Kiss, apesar de ter abandonado nos primeiros episódios e nem lembro o motivo. É muito engraçado quando ela, a Oh Ha-ni, protagonista, chega na casa nova e se depara com ele,  Baek Seung-jo, e começa a ficar arrependida por ter dado a carta. Oh Ha-ni é muito bobinha, fica em cima dele o tempo todo, vigiando sabe, vendo o que ele faz, os hábitos dele, o quarto, tudo. E tipo, ele percebe, e considera isso um grande incômodo, pelo fato de que está acostumado a tranquilidade e ela é totalmente o oposto. Tem até uma cena em que ele diz que desde que ela entrou na vida dele, bagunçou tudo, e que não sabia como lidar com isso.

É muito legal, mas também agoniante algumas partes. Faz você pensar se vale a pena correr atrás de um grande amor e nunca desistir, mas também te faz questionar até que ponto isso é saudável e quando é hora de seguir em frente.

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Tem os amigos dela também que são uma figura, e entre eles o  Bong Joon-gu, que é apaixonado por ela e burro como uma porta. Aí você fica lá, torcendo pela Oh Ha-ni, do tipo "meu deus, essa garota é incrível, eu também queria ser assim, não desistir dos meus sonhos", mas aí você olha pro Bong Joon-gu e fica tipo, "mano, desiste, não percebeu que ta batendo a cabeça em concreto e isso só vai continuar te machucando?".

Teve vários momentos em que detestei o comportamento do Baek Seung-jo. A frieza dele, sabe, me irritava. Só que eu também me colocava no lugar dele: ninguém é obrigado a gostar de alguém. Se você já falou pra pessoa que não retribui os sentimentos dela e ela vira uma perseguidora insistindo, o que você faz? A pessoa mexe nas suas coisas, não dá pra evitá-la na escola porque tudo o que você faz ela também quer fazer, nem em casa porque ela mora lá e nem na hora de dormir porque a criatura volta e meia entra no seu quarto pra pegar alguma coisa.

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E a Oh-Ha-Ni, gente, ela é muito burra, e não to nem falando de sentimentos e tals, me refiro ao fato de que ela é péssima aluna, não aprende os conteúdos, e o Baek Seung-jo tenta ajudar em alguns momentos, e esfrega na cara dela: "como você consegue sair de casa sozinha? Como conseguiu chegar no ensino médio?". E ele é tipo, um geniozinho, considerado um dos caras mais inteligentes da Coreia.

O engraçado é que ele se acostuma com isso. A única coisa que não gostei dele foi que toda vez que ela FINALMENTE está decidida a seguir em frente, o miserável não deixa. Tem uma cena que é uma das minhas favoritas, mas que ao mesmo tempo me fez estralar nos nervos, que foi quando ela disse que não gostava mais dele, e ele ficou bravo mano, disse assim:

O único garoto que você gosta sou eu. Nunca mais me diga que gosta de outro.
Ou seja, ele gosta dela, por mais que negue. É como ele disse em uma cena, que vou deixar em branco pra não dar spoiler mas quem quiser saber, passe o mouse por cima:

"Na minha vida, as coisas sempre eram as mesmas. Não tenho problemas, tenho facilidade em fazer o que eu quiser. Então você apareceu e mudou tudo. Nunca tive uma dificuldade, mas você é o 1º problema e o único que até agora não consegui resolver. E isso ficava na minha cabeça, me incomodava muito não saber como lidar com isso. Mas quer saber? Eu descobri que isso não é tão ruim. Cada dia que passo com você é como uma manhã de natal, especial e única, e eu nunca sei o que vai acontecer. Então é isso. Eu decidi não me preocupar mais."

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Pra quem gosta de romance, recomendo muito assistir, e acredite, fica melhor ainda nos últimos episódios, porque ALERTA DE SPOILER: eles se casam e os últimos episódios é mostrando a rotina deles como casal *_*.

Segue o meu novo papel de parede: 

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4 de abr de 2018

Tag - Eu Blogueira

11:59 14 Comments
Oi, gente! Voltei com uma tag bem legal que recomendo que vocês, blogueiros, façam. Mas antes, queria super indicar um site novo que está chegando na área, o Casamentos 2. Dá uma passadinha nele que vale muito a pena e sem mais delongas, vamos ao post o/






1. Quando e por que decidiu ser blogueira?

Eu estava sem ter o que fazer num fatídico dia de tédio e pensando em coisas pra me distrair. Isso acontece com muita frequência comigo haha. Então simplesmente decidi criar um blog e foi rápido assim.

2. De onde veio a inspiração do nome do seu blog?

O blog passou por três mudanças de nomes (nem sou indecisa ne). O primeiro era Livros, eu Amo. Porque eu amo livros então achei legal. Depois ficou com Porque o Melhor Remédio é Ler (por causa de uma página do mesmo nome que eu trabalhava). Mas depois acabei saindo da página então troquei o nome pra Um Remédio Chamado Ler.

3. Quanto tempo de vida tem seu blog?

Nossa, já faz uns 4 anos acho.

4. Qual é o conteúdo principal do seu blog?
Literatura.

5. Quais são os horários que você cria as postagens?

Não tenho. Quando me dá vontade eu posto, não me prendo horários.

6. Tem algum lugar especial onde cria as postagens?
Não especial, mas tem meu caderno. Muitas resenhas são escritas lá antes de passar para o caderno.

7. O que você acha que deve melhorar como blogueira?

Humm... Talvez dialogar mais com os leitores. Tem centenas de comentários no blog que não respondi, por exemplo.
8. Prefere responder aos seus leitores no próprio blog ou responde ao visitar as outras blogueiras e blogueiros?

Faço mais a segunda opção, mas acho que a primeira é melhor.


9. Na tua opinião, o que há de mais legal em ser blogueira?

Acredito que o fato de você se abrir de uma forma que talvez não conseguiria com outras pessoas. É você compartilhar as coisas que você mais gosta com outras pessoas, saber que pode estar incentivando alguém a conhecer algo só porque ela viu que você postou. É incrível isso, você posta uma coisa e automaticamente já está disponível pra tanta gente.


10. Você retribui a todas as visitas que recebe no blog?

Nem todas. Eu gosto muito de visitar blogs, e não apenas aqueles que visitam o meu: minha lista de seguidores passou de 900 blogs. É incrível ver tanta coisa na blogosfera, mas infelizmente não dá pra visitar todos eles todos os dias, apesar de fazer um esforço.


11. O que você NÃO gosta no mundo dos blogs?

Pessoas que se acham donas da razão. Que pensam mais em si mesmas do que no bem da comunidade. É um ou outro, casos isolados, mas que me entristece muito: até porque se você discutir com um blogueiro, a tendência é isso ir parar na web porque ambas as partes vão fazer postes sobre isso. Mas vida que segue.


12. Cite três blogueiras (ou blogueiros) que admira e gostaria de conhecer pessoalmente.

Felipe Cunha, do Minha Pequena Estante. De cabeça, só lembro dele haha mas tem muitas pessoas que gostaria de conhecer e conversar pessoalmente.

13. O que seus pais, seus familiares e seus amigos acham de você ser blogueira? Eles leem o teu blog?

Meus pais não gostam muito, não enxergam de forma profissional. Mas já foi bem pior, hoje em dia eles até falam uma coisa ou outra, só que não pisam no pé como antes. Meus amigos que sabiam consideram normal, porque como já faz anos, não é nenhuma novidade, é tipo alguém que você conhece que é do time de futebol da escola, entendeu? Quem não conhecia e ficou sabendo depois, eu realmente não sei o que eles acham, mas espero que eles não leiam haha. É estranho saber que alguém que você conhece acompanha seus posts. Seguir o blog sim, ler não.


14. Qual a maior inspiração para escrever as postagens?

Não tem um fator só. Às vezes, não tenho ânimo nem motivação para escrever nada, mas sei lá, tem horas que simplesmente não consigo parar de digitar e as palavras apenas aparecem. 

15. Quando está escrevendo um post, costuma comer ou beber alguma coisa? O quê?

Depende. Foi como eu disse, é algo natural, eu simplesmente vou indo.

16. Qual assunto você NÃO publicaria jamais?

Acho complicado escrever sobre qualquer tema que esteja em alta, que envolva religião, orientação sexual, posição política, etc, expondo sua opinião. Uma coisa é falar do fato em si expondo os fatos, outra é dizer "ah, eu prefiro fulano do que ciclano". Slá, dá muita discussão que não acrescenta em nada, brigas desnecessárias. Tem coisas que é melhor deixar quieto.

17. Faz posts pelo celular?

Não gosto de escrever pelo celular, mas já fiz posts ou partes dele pelo celular, apesar de que evito ao máximo.

18. Tem canal no youtube? Se a resposta for sim, deixe a url dele.

Eu até tenho, apesar de não postar vídeos meus. Penso em seguir com ele futuramente, mas por enquanto, fica na expectativa haha.

19. Quantos blogs você tem?

Eu detesto essa pergunta haha. Particularmente não me prendo a um número, porque tenho vários, mais de 10. Alguns é para RPG, outros são rascunhos, tem os que estão parados, os que atualizo regularmente e aqueles que só atualizo às vezes. Tenho vários, essa é a resposta padrão.


20. Que conselho daria a todas as blogueiras e blogueiros?

Não tente ser alguma coisa que você não é. É até meio clichê dizer isso, mas são várias as blogueiras que fingem ser outra pessoa. Se inspiram em fulano de tal e querem imitá-lo, e assim vai.


Espero que tenham gostado dessa tag, e indico os seguintes blogs a fazerem:

http://www.kammykrysthin.com/

9 de mar de 2018

Como economizar nas compras feitas pela internet

13:06 9 Comments
Oi, pessoinhas, tudo certo por aí? Aqui ta uma correria daquelas, comecei a trabalhar e ficou uma loucura loucura loucura. Estou no 5º semestre de Administração, quase acabando graças a Deus, e 2018 veio com tudo: me tornei representante de turma, fui aprovada para monitoria na faculdade, vou ser integrante da atlética de lá, a Fênix FMU, junte isso a todas as coisas que já faço no mundo digital + o trabalho registrado que comecei e pronto: sem tempo pra nada. O bom é que ocupa a mente haha.

O problema é que que o blog acaba não ficando em 1º plano, mas a gente sempre tem que deixar um tempinho ne. Hoje vim trazer um post sobre algo que eu estava passando: agora que tenho trabalho e to ganhando um dinheirinho, fui comprar umas coisas pra mim e sempre preferi ver produtos na internet, por poder escolher na comodidade da minha casa e ser mais barato, na maioria dos casos.

Só que tem muita gente que fica meio assim de fazer compras na internet, quer um preço bom, com segurança. Segue então algumas dicas que separei:

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Faça uma busca

Sei que parece meio óbvio, mas acredite: o que tem de gente que sai digitando qualquer produto no google e comprando o 1º que vem pela frente é enorme. Antes de tudo, faça uma listinha em um papel do que você procura, qual a faixa de preços que está disposto a pagar e olhe nos principais buscadores. Sério, eu mesma saia olhando um monte de produtos, começava com capinha pra celular e depois já estava em carregador portátil haha. Melhor ir anotando o que é prioridade na compra e ter foco.

Compare preços

Sair procurando site por site é cansativo, eu sei. Mas alguns, como buscapé, ajudam muito, pois com eles, você é capaz de fazer uma comparação de preços bem mais rápido, e ter uma noção de quais lojas são mais bem avaliadas: você não precisa entrar em centenas de sites para ver o preço dos produtos, esses comparadores fazem isso por você. 

Avaliação

Um item essencial que sempre faço em sites é olhar as avaliações dos produtos: quantas estrelas ele tem? Possui comentários? Quais os prós e contras? Isso era algo que eu nunca fazia, nem perdia meu tempo, e hoje já é uma das primeiras coisas que olho. Essas avaliações são muito importantes, porque você consegue ver a opinião de quem já comprou e usou, e pode te livrar de muita furada. 

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Veja reputação do site

Pra quem é desconfiado da internet, tem uma maior dificuldade em confiar em uma compra feita online. Será que o produto vai chegar? O vendedor é confiável? O produto é bom mesmo? Será que vai demorar a chegar? E se o produto não for bom ou vier estragado, como faz pra trocar? Vou ter ressarcimento? E se ele nem chegar na minha residência?

São muitas as dúvidas, mas como mencionei em avaliação, basta procurar comentários de quem já comprou para saber a autenticidade do vendedor, mas indo além disso, é verificar a reputação da marca. O Reclame Aqui é uma excelente fonte de pesquisa, para saber os antecedentes da empresa. E claro, quanto maior a empresa, menor os riscos, porque se eles fazem merda, rapidinho alguém publica isso na internet e acaba que ninguém mais compra.

Utilize cupom de desconto

Se tem uma coisa que eu sou viciada é cupom de desconto: em qualquer compra que eu faço, lá estou eu pedindo por um. Na internet é mais fácil ainda, ainda mais pra quem é tímido, ou tem vergonha de pedir: basta pegar um "código", inserir no ato da compra e pronto, o desconto é dado automaticamente.

Um bom exemplo disso é o Cupom Válido, um site recheado de cupons que oferecem os mais variados descontos, que pode ir de 10% a 70%. O melhor de tudo é que se você não quer utilizar o cupom na internet, você pode utilizar indo na loja física, então é algo que recomendo muito. Existem até cupons para a Ponto Frio, veja todos aqui https://www.cupomvalido.com.br/desconto/ponto-frio/


Agora que você já viu todas essas dicas, hora de pegar seu cupom, e sair pesquisando, hein? Bora fazer compras seguras e com confiança e responsabilidade!


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Resenha de série: The Sinner

11:00 2 Comments
Cartaz de The Sinner










Tenho uma queda (ou melhor, um tombo) por séries curtas. E The Sinner,  uma série de suspense e drama psicológico que está no catálogo da Netiflix tem apenas oito episódios de quarenta minutos de duração cada.

A série é um pouco lenta, apesar de ter um ritmo satisfatório, a lentidão se vê no mexer das câmeras e no silêncio contemplativo. Não se tem pressa de contar a história e aos poucos o quebra-cabeça vai se montando e vamos descobrindo os mistérios da mente da personagem principal, a Cora.
Jéssica Biel como Cora Tannett

A personagem principal, Cora, interpretada pela maravilhosa Jéssica Biel (foto), que a princípio aparenta ser uma pessoa normal, assassina a facadas um desconhecido na praia enquanto está com seu filho e seu esposo. Assim. Do nada. 

Desfere várias facadas, numa cena bem sangrenta em contraste com a paisagem do local que é exuberante. Então, começa a investigação para descobrir o motivo da morte daquele cidadão.

O que seria aparentemente um caso patológico de sanidade mental, desenrola-se, num caso de hipnose e redescoberta do passado de Cora, principalmente, em relação a sua família abusiva. 

 Kathryn Erbe no papel do detetive Fay Ambrose
A série é permeada de flashbacks muito bem filmados e que não confundem o telespectador. Conseguimos, discernir o que é passado e o que é presente. Logo após ao homicídio repentino e bem testemunhado, começa um drama de tribunal e uma investigação onde o policial Ambrose, interpretado pelo Kathryn Erbe, vai tentar ajudar Cora. Mas o mesmo personagem, tem suas subtramas bem desenvolvidas e meio angustiante.

O final da trama é satisfatório, e todos os devaneios e pontas soltas são resolvidas de forma significativa e talvez um pouco previsível.  Mas é uma série redonda e muito boa para quem gosta de série de suspense, drama e de tribunal. Principalmente, ao que tange a memórias e também a questão do uso das memórias e lembranças em um tribunal, tema polêmico e bem controverso.

O elenco de apoio é satisfatório, com destaque para o personagem do JD, gostei bastante dele. Bem misterioso e que passa aquela sensação de perigo eminente. O marido da Cora (não recordo o nome) é um ator bem medíocre hahaha só serve como o típico "galã-machão-rústico-latino". 

Enfim, uma série muito boa. Eu não consegui maratonar, pois achei pesada e arrastada, as cenas de sexo são bem gráficas e explícitas, ou seja, tirem as crianças da sala hahahaha.

7 de mar de 2018

Resenha: Ciranda de pedra - Lygia Fagundes Telles

11:00 2 Comments
224 páginas. Companhia Das Letras

Como se fora a brincadeira de roda
Memória!
Jogo do trabalho na dança das mãos
Macias!
O suor dos corpos na canção da vida
Histórias!
O suor da vida no calor de irmãos
Magia!
Redescobrir - Gonzaguinha. 

Redescobrir é um dos clássicos composto por Gonzaguinha e cantava pela grande Elis Regina na abertura da novela Ciranda de pedra (Rede Globo) de 2008, remake da novela dos anos 80, ambas baseada na obra homônima da Lygia. 

Na época da novela, eu comecei a ler o livro e por algum motivo, não cheguei a concluir. Passou-se muitos anos, e resolvi me aventurar pela literatura de uma das maiores escritoras brasileiras. 

E QUE LIVRO.

É um livro super introspectivo. Que fala entre outros assuntos, sobre círculos sociais que muita das vezes somos obrigados a nos enquadrar. A história é ambientada numa São Paulo, não datada. E contará a história de uma família que passa pelo processo de divórcio.

Escrito em terceira pessoa, a história narra a vida de Virgínia, em duas fase de sua vida. Na infância e durante sua juventude. O lar de Virgínia é desfeito, quando sua mãe Laura é internada num manicômio e de lá é resgatada pelo seu médico Daniel, criando entre os dois um laço amoroso. A primeira vista, Virgínia mora com eles por ser a menor da casa. Enquanto com seu pai Natércio, ficam a carola Bruna e a atrevida Otávia (minha personagem favorita).

Vivendo na pobreza com sua mãe e seu padrasto, Virgínia é levada por seu pai para morar na casa dele. Casa mais confortável. Porém, ela sente-se, desolada e não consegue se enquadrar em nenhum grupo. Nessa situação de total deslocamento, ela decide estudar num internato, voltando novamente para casa quando completa vinte anos. 

Dentro da casa com suas irmãs e seu pai, ela tenta a todo custo enquadra-se numa ciranda de pedra (Vamos, abra a roda que eu quero entrar - Virgínia conversando com os anões do jardim que formam uma ciranda) que está fechada para pessoas de fora. Tentando, sempre, despir-se da hipocrisia de sua irmã Bruna e não se contaminar com as leviandades de sua irmã Otávia.

Livro a frente de seu tempo. Lida com loucura, suicídio, abandono e homossexualidade de uma forma toda poética e lírica. Livro maravilhoso, bem escrito, bem editado e revisado pela própria autora. Pretendo ler mais coisas dessa mulher incrível.

E como diria Virgínia "E besouro que caí de costas não se levanta nunca mais".














5 de mar de 2018

Eu fui: Show da Paula Toller (É presença de palco que se fala?)

11:00 2 Comments
Créditos na foto: Hangar Eventos.
No último sábado (04.03) teve em minha cidade - Tubarão/SC- o show da Paula Toller da turnê "Como eu quero".

Quem viveu nos anos 80 e 90, sabe do estouro que foi o Kid abelha (1981-2016), uma das maiores bandas pop/rock que o Brasil já teve. Depois de vários anos de sucesso, a vocalista Paula Toller, inicia uma frutífera carreira solo. 

 Apesar de uma longa carreira no Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, que depois tornou-se Kid abelha, a casa de show Hangar estava lotada. É muito inspirador ver que depois de tantos anos uma pessoa ainda faz tanto sucesso. E no público, tinha casais, pessoas mais velhas e gente nova. Pessoas nascidas nos anos 2000. Isso que eu chamo de sucesso, uma longa carreira e que alcança gente mais jovem.

Fiquei na pista, próximo ao palco, e cheguei cedo ao evento. Como abertura, tinha um telão com várias músicas de cantores consagrados como Lulu Santos e Rita Lee, tem "esquenta" melhor? haha

O palco era bem simples, bem simples mesmo, mas correto a proposta do show. A cenografia é do  Batman Zavarese e a luz é assinada por Samuel Bets. (fonte: Paula Toller na Hangar)
Era umas onze horas (tinha me desligado do celular) quando a Paula subiu no palco e me assustei com a beleza dela. Ela tem mais de cinquenta anos, mas não parece que tem nem quarenta. Sem contar sua disposição no palco, chegou jogado água nos músicos e pulando com o clássico "Fixação".

Super divertida e educada, cantou clássicos de sua carreira e músicas novas do seu excelente CD transbordada, cantou uma música interpretada pela Rita Lee na época dos mutantes "Ando meio desligado", "Deixa a vibe te levar - don't you worry bout a thing" do Stevie Wonder e "Céu Azul"do Charlie Brown Jr."

Além de linda, simpática, educada (muito educada mesmo), estava super bem vestida e graciosa, usava como figurino um terninho rosa com uma blusa branca com brilhos. Dançava no palco, conversava com o público, fez piada, quase levou um tombo haha mas não deixou se abater. Agradeceu ao público, pois, é a primeira vez que o show da turnê foi realizado numa casa de show e não no teatro (e ela estava feliz com o resultado). Fez o povo pular, cantar, gritar, dançar e se emocionar. 

Na hora do bis, ela comunica a todos que o show acabou e que a partir dali, começaria a zoeira. Achei meigo o jeito como ela ao apresentar os seus músicos e o respeito com o Liminha, produtor musical e um dos maiores compositores do Brasil, que estava acompanhando ela na turnê. 

Quando ela despediu-se do público tecendo mil agradecimentos, bateu uma selfie do palco e o povo começou a cantar "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda".

Sobre as músicas cantadas: (Não necessariamente nessa ordem) além das músicas já citadas, cantou Oito anos, Eu tive um sonho, A Fórmula do amor, Como eu quero, Nada sei, Lágrimas e chuva, Grand Hotel, Os outros, Educação sentimental 2, Te amo pra sempre, Calma aí, entre outras.

Enfim, show maravilhoso. Quem tiver oportunidade de ir a um show dela, vale muito a pena.

2 de mar de 2018

Resenha: Série Napolitana - Elena Ferrante

11:00 2 Comments
A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica, História da menina perdida.













Já citei algumas vezes Elena Ferrante aqui no blog. Mas, ainda não tive a oportunidade de falar sobre algum livro dela. E hoje, falarei sobre a tetralogia napolitana, composta de quatro volumes "A amiga genial, História do novo sobrenome,história de quem foge e de quem fica e História da menina perdida". Fiquem tranquilos que não haverá spoiler.

Elena Ferrante é um pseudônimo de uma tradutora italiana. Considerada, uma das maiores autoras da Itália, sendo, talvez superada apenas por Umberto Eco, isso em termos comerciais é muito significativo. No Brasil, ficou conhecida pelo livro Dias de abandono, que é excelente. 

Dias de abandono conta a história de Olga, uma mulher abandonada pelo marido. Uma história que muitos dizer ser autobiográfica. Por isso, dizemos que o pseudônimo Elena Ferrante é uma mulher.  

Em Dias de abandono, Elena usa de uma linguagem crua e muito realista para criar suas personagens. Sabe aquele tipo de personagem, que conhecemos em algum lugar por ser tão real?. E isso acontece nesses livros também. 

A história se passa numa Nápoles dos anos 50, pobre, super povoada e com uma caracteristica peculiar: Os abusos. 

Abusos de todo tipo, violência diária em casa, com os vizinhos,etc. É uma aflição ver a descrição dessa cidade. Nesse contexto de violências, surge ao decorrer da história movimentos comunistas que tentam frear a ideia fascista de Mussolini, que toma forma novamente no país europeu. 

Aliados a isso, temos personagens críveis e situações que podem acontecer conosco. O livro é narrado em primeira pessoa por Lenu, que no primeiro capítulo do A Amiga genial,já idosa, descobre que sua amiga Lila desaparece sem deixar vestígios. A partir daí, começa então o livro de memórias sobre a amizade dessas duas e seus relacionamentos. Portanto, um livro de formação. Pois, contará a história dessas amigas da infância até a velhice.

Lenu, a narradora da história é uma menina super inteligente e dedicada. Que apesar da pobreza da família consegue estudar e dedicar seu tempo a leitura. Na primeira infância ela conhece Lila, uma menina diferente, que sofre com um pai violento e relações nada simples.

A amizade das duas é permeada de inveja e aquele desejo de superar a outra em seu talento. Uma amizade um tanto abusiva, mas recheada de significado. Lenu, sempre tem uma necessidade de superar Lila e Lila sempre tem a necessidade de rebaixar a Lenu. Não são personagens unidimensionais, mas personagens de várias camadas que ao longo da história vão se desenvolvendo.

Enfim, tenho medo de contar mais e acabar dando spoiler. Mas Elena Ferrante, é aquela autora que precisa ser lida e discutida na sociedade. E essa série, é uma das melhores já escritas. 





14 de fev de 2018

Desfile da escola de samba Tuiuti

17:01 1 Comments
Oi, pessoinhas! Que saudade eu tava de postar aqui, hein? Mas é tanta coisa, faculdade voltou, eu to trabalhando fixo, uma loucura. Eu já tinha um post programado, que era sobre Tipos de Fic, uma tag que está bombando no twitter e nas redes sociais com memes das loucuras que ocorrem no mundo das fanfics, só que esse post vai ter que ser adiado por um assunto um pouco mais sério e mais polêmico: o desfile da escola de samba da Paraíso do Tuiuti.

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Eu tinha visto um vídeo de 5 minutos no facebook, onde aparecem pessoas vestidas com camisetas da seleção da CBF fazendo protestos e batendo panelas, o famoso "panelaço", mas fantoches manipulavam os braços dessas pessoas. Em cima de um dos carros de alegoria, havia um vampirão vulgo Temer com uma faixa presidencial. Só aquilo foi o suficiente pra causar um rebuliço nas redes sociais, e entre os assuntos mais comentados do mundo. Decidi procurar o desfile completo no youtube, e logo de início não conseguia despregar os olhos da tela.

Vemos alguns negros na comissão de frente apanhando por um capataz, que por sinal, também era negro, e de acordo com os comentaristas, era muito comum na época dos escravos os capatazes serem negros. São cenas impecáveis, que mostram uma história marcada por sofrimento, torturas, mortes, escravidão. São várias alas que contam  desde a 1ª civilização, como eram os escravos, e vai passando pelo mundo todo: ásia, europa, etc, foi uma verdadeira aula de história, com coisas que eu nem sabia, pois não tinha estudado na escola.

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Quando volta de novo para o Brasil, na abolição da escravatura com a lei áurea, vem até o questionamento: essa lei, que o Brasil foi um dos últimos a assinar, de fato libertou os escravos? Então por que eles tiveram que se refugiar nas favelas, e continuavam sofrendo, sem alimentação, sem direito a moradia, como se fossem animais de rua?

Não foi um samba-enredo que tocava ali, era um hino. Mostrando que a séculos, o ser humano tem a mania de se achar superior ao outro por conta de cor de pele, raça, credo. Escravizando, maltratando, e até mesmo atualmente isso ainda ocorre, incluindo no setor de costura, onde ocorre muito trabalho escravo, inclusive de crianças.

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E o que o Temer está fazendo, mexendo com a CLT, alterando os direitos do trabalhador, será que isso também não seria uma forma de tirania, onde alguém lá de cima tenta prejudicar os que estão por baixo? Fica aqui o questionamento. Pode até não ganhar, mas espero que desfile de novo entre as campeãs, pois esse desfilem, vale a pena ser visto

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?


Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou, preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação